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reportagem

Emanuel Góis na Biblioteca Municipal do Barreiro
«A cultura não se faz com os políticos faz-se com os cidadãos»

Emanuel Góis na Biblioteca Municipal do Barreiro<br>
«A cultura não se faz com os políticos faz-se com os cidadãos»No decorrer da sessão de lançamento dos seus livros «Cem sentidos» e «Por um instante», Emanuel Góis salientou – “sou um desarrumado mental”, e, “escrevo o que sinto”.

“Continuo a ser um rebelde, nunca tive jeito para ser revolucionário”, disse.

No Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, com uma marcante moldura humana, no sábado à tarde, decorreu a sessão de lançamento dos livros «Cem sentidos» e «Por um instante», de Emanuel Góis.
Ana Góis, apresentou o autor, sublinhando que a sua escrita é um exemplo de quem chega a uma idade na vida fazendo o que gosta, e, isso é lindo.
Referiu que Emanuel Góis, ao longo da sua vida sempre foi um rebelde, e, as palavras que escreve são sempre palavras sentidas.
Marco Rodrigues, pianista e compositor, no decorrer da sessão, proporcionou brilhantes momentos musicais, dando a conhecer obras de sua autoria, começando com a sua deliciosa peça – “Azul crescente”.

Uma obra e uma vida marcada pela diversidade

Carlos Cardigos, médico, que viveu de calções momentos de infância com Emanuel Góis, sublinhou que o que sobressai da sua obra e da sua vida é a diversidade.
Referiu que o seu livro com título «Cem sentidos», devia chamar-se “com sentidos”, porque nessa sua obra estão os retratos do “hipócrita” ou do “egoísta”.
Carlos Cardigos, que recordou estar a falar de poesia, que não é a sua área, sentia-se honrada por estar presente nesta sessão pela amizade e pelas cumplicidades que ao longo da vida partilhou com Emanuel Góis.

Onde se faz poema e se faz história

António Valério Rosa, médico, sobre o livro «Por um instante», salientou que em cada poema se evidencia “uma conflitualidade interior”.
Este é um livro, disse, através do qual Emanuel Gois partilha o seu percurso de vida, uma vida vivida no Barreiro, onde se faz poema e se faz história.
O “instante” é isso mesmo o que vamos sendo o que a vida nos faz viver.
Luciano Barata, encenador e actor, declamou de forma vibrante alguns dos poemas de Emanuel Góis.

Uma cidade com alma

Josefa Moura, artista plástica, autora das aguarelas que ilustram as capas dos livros de Emanuel Gois, refeiu que o autor ajudou-a a descobrir o Barreiro, uma terra com muita luz, uma terra com história – “uma cidade com alma”.
No Auditório estavam expostas 29 aguarelas de Josefa Moura, que foram produzidas a partir do visionamento de um filme de 1928, sobre o primeiro simulacro realizado pelos bombeiros voluntários do Sul e Sueste.

Um espólio de grande qualidade para sentir o Barreiro

O conjunto de aguarelas expostas são um retrato do Barreiro de há 100 anos. Um espólio de grande qualidade para sentir o Barreiro.
Emanuel Góis, referiu que gostava que ali, na sessão estivesse alguém presente do executivo da Câmara Municipal do Barreiro, para conhecerem os trabalhos de Josefa Moura, que são um exemplo de como “o Barreiro diz-nos qualquer coisa”, e, para sentirmos o Barreiro – “precisamos ter referências”, estas são aguarelas são referências, disse.

O mal da nossa sociedade é que abdicamos de pensar

Emanuel Góis, na sua intervenção a encerrar a sessão, sublinhou que - «a cultura não se faz com os políticos faz-se com os cidadãos».
“Continuo a ser um rebelde, nunca tive jeito para ser revolucionário”, disse.
“O mal da nossa sociedade é que abdicamos de pensar e vivemos com os pensamentos dos outros”, acrescentou.
Emanuel Góis comentou “sou um desarrumado mental”, e, “escrevo o que sinto”.
“Continuo a ser um rebelde, nunca tive jeito para ser revolucionário”, disse.
No final seguiu-se uma sessão de autógrafos, num ambiente de convívio e amizade marcado pela poesia e pela vivência da pintura.

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04.06.2019 - 00:16

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