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Barreiro - Qualquer intervenção que se projecte para a Quinta de Braamcamp
Só tem a ganhar se pensar «a alma do lugar»
. «É preciso pensar o património material e imaterial»

Barreiro - Qualquer intervenção que se projecte para a Quinta de Braamcamp<br>
Só tem a ganhar se pensar «a alma do lugar»<br>
. «É preciso pensar o património material e imaterial»<br>
. O grande privilégio de ter aqui o contacto da cidade com a natureza

Rodrigo Dias, recordou que a Quinta de Braamcamp está inserida num conjunto de 213 “quintas de recreio”, com origem no século XIX, que existem espalhadas ao longo de 21 municípios, nas zonas ribeirinhas do estuário do Tejo.

“Este é um espaço único no estuário do Tejo, da Área Metropolitana de Lisboa, do país e talvez do mundo”, sublinhou.

Na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, no decorrer do Seminário “Que futuro para a Quinta do Braamcamp?”, promovido pela «Plataforma Braamcamp é de todos”, Rodrigo Dias, Arquitecto Paisagista, recordou algumas iniciativas Wokshops realizados no ano 2012, no âmbito de estudos académicos, nos quais a Quinta de Braamcamp e Alburrica, foram o tema de reflexão e trabalho, a partir de maquetes e levantamentos sobre aqueles territórios – “surgiram coisas fantásticas”, disse.
Referiu, igualmente, que Alburrica e Braamcamp, no ano 2017, foram tema de estudos apresentados no contexto de uma conferência Internacional, num trabalho de cooperação com a academia da Holanda.
A Quinta de Braamcamp e Alburrica “tem muito a ver com a Holanda”, disse, quer no que diz respeito a planos de água, a casa e moinhos.

Potencialidades e oportunidades que existem n “alma do lugar”

Rodrigo Dias, salientou que em relação à Quinta de Braamcamp, qualquer intervenção que se projecte para aquele território só tema ganhar se pensar “a alma do lugar”.
Recordou que o inicio da sua construção remonta a 1804, sendo importante perceber as potencialidades e oportunidades que existem nesta “alma do lugar” em qualquer processo de recuperação.
Defendeu que devem ser dadas funções ao território “compreendendo o que lá está”, porque isso “é uma mais valia para o projecto”.

É preciso pensar o património material e imaterial

O Arquitecto Paisagista sublinhou que os caminhos de futuro devem assentar em intervenções urbanistas que avaliem “o que se pode transformar” e “o que não se pode transformar” .
“É preciso pensar o património material e imaterial” ,disse.
“Este é um espaço único no estuário do Tejo, da Área Metropolitana de Lisboa, do país e talvez do mundo”, sublinhou.
É um espaço onde se conjuga a acção da natureza e a intervenção humana, tudo está ali, referiu.

Quintas integram a paisagem cultural do estuário do Tejo

Rodrigo Dias, recordou que a Quinta de Braamcamp está inserida num conjunto de 213 “quintas de recreio”, com origem no século XIX, que existem espalhadas ao longo de 21 municípios, nas zonas ribeirinhas do estuário do Tejo.
Referiu a importância destas quintas como parte integrante da paisagem cultural do estuário do Tejo que, na sua opinião, devia ser motivo para uma candidatura do Tejo como património da humanidade- “este é o segundo maior estuário da europa”.

Interacção da dinâmicas das ruínas no espaço

Após as intervenções, no debate, o Arquitecto Paisagista,a propósito de um comentário sobre os edifícios em ruínas na Quinta Braamcamp, referiu que “as ruínas também são belas”, recordou que é necessário reflectir sobre “a interacção da dinâmicas das ruínas no espaço”.
Sublinhou que neste contexto, é importante “saber o que vamos legar para o futuro”.

O grande privilégio de ter aqui o contacto da cidade com a natureza

Rodrigo Dias recordou que o Barreiro tem, nestes territórios de Alburrica e Quinta de Braamcamp, “o grande privilégio de ter aqui o contacto da cidade com a natureza”, por essa razão é fundamental que a sua “consciência ecológica” sinta a importância destes territórios para sua qualidade de vida, porque isto é humanizar a cidade.
Salientou que devido ao seu passado industrial o Barreiro tem problemas de ter visibilidade e ser conhecido “fora da visão da indústria”.
Estes territórios de Alburrica e Quinta de Braamcamp podem ser um contributo para dar “uma nova imagem do Barreiro”.
Recordou que, em tudo isto, o mais importante é que este território, a Quinta de Braamcamp, hoje, “é uma propriedade de um organismo público”, que, na verdade, a Câmara Municipal do Barreiro “tem na sua posse estes 20 hectares".

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07.07.2019 - 21:06

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