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Barreiro / Moita - Mulheres com cancro da mama metastizado
São aquelas que estão mais sujeitas a violência doméstica

Barreiro / Moita - Mulheres com cancro da mama metastizado<br />
São aquelas que estão mais sujeitas a violência doméstica. Diagnóstico precoce do cancro da mama uma das maiores preocupações

. Tratamentos dispensados às mulheres com cancro da mama estão muito aquém do desejável

Fernanda Ventura, sublinhou que as mulheres com cancro da mama metastizado, são aquelas que estão mais sujeitas a violência doméstica.
Recordou que violência doméstica – “não é só aquela que se pode denunciar numa urgência hospitalar, é também a que não deixa marcas visiveis, é a que se sofre em silêncio”.

“É esa violência psicológica que destrói a auto-estima de uma mulher já fragilizada”, salientou.

Fernanda Ventura, presidente da Direcção da AMPM – Associação de Mulheres com Patologia Mamária, no final da 11º Marcha Solidária, salientou que a presença de todos que participaram na Marcha contribui para dar uma maior expressão ao trabalho da associação e ajuda a dar mais visibilidade à intervenção junto da população.

Diagnóstico precoce do cancro da mama uma das maiores preocupações

Referiu que – “o diagnóstico precoce do cancro da mama continua a ser uma das nossas maiores preocupações, passar esta mensagem é um dos nossos principais objectivos.”
Sublinhou o facto de pela primeira vez a Marcha envolver a Moita e o Barreiro, e, agradeceu ao Grupo de sócias mais jovens da associação que trouxeram a faixa do concelho da Moita até ao Barreiro.

Unir neste dia os dois concelhos

Recordou que pela proximidade dos dois territórios já há alguns anos que se sentia a necessidade de fazer a Marcha com uma partida em simultâneo dos dois concelhos – “este é um caminho que se faz caminhando e que nos próximos anos podemos melhorar este novo formato de unir, neste dia, estes dois concelhos”.

Continuar a lutar por melhor saúde

Fernanda Ventura, sublinhou a necessidade de se continuar a lutar por melhor saúde, para que os doentes e as suas associações tenham voz e papel influenciador junto dos órgãos decisores”.
Referiu o impacto que a doença tem numa faixa etária mais jovem, porque são as mulheres mais novas, ainda mães de crianças muito novas, envolvendo muitos sentimentos.
“Não é fácil lidar com estes sentimentos, quem tem que lidar com a sua própria doença”, disse.
Recordou que o diagnóstico numa faixa etária mais jovem, dos 25 aos 40 anos, é muitas vezes mais tardio, porque esta faixa etária não está sistematizada pelo rastreio sistematizado, e, até porque às vezes os profissionais de saúde desvalorizam os sintomas.

Mulheres com cancro da mama metastizado

Salientou que é significativo nesta faixa etária a incidência de cancro da mama metastizado, porque é diagnosticado em fase mais avançada, portanto com maior probabilidade de aparecimento
Recordou a existência de falta de equidade nos tempos de resposta e nos tratamentos dispensados às mulheres com cancro da mama, estão muito aquém do desejável.
Fernanda Ventura, sublinhou que este ano o trabalho realizado pela associação centrou-se muito nas mulheres com cancro da mama metastizado.
Referiu a necessidade de – “perceber e conhecer a extensão deste problema é o caminho mais importante para se encontrarem respostas adequadas”.

Mulheres mais sujeitas a violência doméstica.

Referiu, Fernanda Ventura, que as mulheres com cancro da mama metastizado, são aquelas que estão mais sujeitas a violência doméstica.
Recordou que violência doméstica – “não é só aquela que se pode denunciar numa urgência hospitalar, é também a que não deixa marcas visiveis, é a que se sofre em silêncio, é aquela que a mulher acha que merece por ter a sua imagem alterada, em que ela própria se acha menos mulher.
É esta violência psicológica que destrói a auto-estima de uma mulher já fragilizada”.
Referiu que são situações complicadas, por vezes, até para quem assiste – “acreditem que presenciamos muitas vezes essa violência, numa frase, num olhar, que não se consegue disfarçar.”

Mão aberta da luta contra a violência doméstica

“Temos este ano uma mão aberta nas nossas camisolas. A mão aberta da luta contra a violência doméstica em todas as suas formas. É, também, a mão que nos faz dizer basta à violência contra as mulheres e, em especial, no nosso caso contra as mulheres com cancro de mama.
Estamos conscientes que o caminho a percorrer é longo, mas, a certeza de estarmos no caminho certo dá-nos força para continuar”, sublinhou Fernanda Ventura.

Nosso lema tem que ser denunciar e apoiar

Referiu a necessidade de existir mais apoio ao nível de saúde, aos doentes, aos seus familiares e aos seus cuidadores.
“O nosso lema tem que ser denunciar e apoiar. Apoiar sempre. E, esse apoio, deve revestir-se de várias formas, dar a conhecer os direitos dos doentes e entregar-lhes ferramentas, que lhes possibilite ter um maior conhecimento da doença, para poder questionar, tendo assim a hipótese, conscientemente, de dar o seu consentimento informado no que respeita aos tratamentos que lhe são propostos.
Ser tratado como parceiro na doença e poder tomar as suas decisões. Este é o caminho que achamos correcto.
Não podemos esquecer que também temos responsabilidade na nossa saúde ao adoptarmos estilos de vida saudáveis.

Participantes dão força para acreditar

Fernanda Ventura, na sua intervenção, saudou o trabalho dos voluntários que colaboram com a associação, a colaboração das autarquias, o apoio do jornal «Rostos», a presença de Carlos Boia, atleta olimpico Padrinho da Marcha, assim como o contributos dos milhares de participantes que dão força para acreditar e continuar a manter vivo este projecto.

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27.10.2019 - 22:26

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