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Francisco Ferreira falou de alterações climáticas no Rotary Club do Barreiro
Não tem sentido instalar prédios numa zona de risco considerável

Francisco Ferreira falou de alterações climáticas no Rotary Club do Barreiro<br>
Não tem sentido instalar prédios numa zona de risco considerável. Devido ás alterações climáticas os 180 fogos previstos para Quinta Braamcamp devem ser construídos em estacas

Aeroporto no Montijo - É um risco estar a fazer uma infraestruturas daquelas naquele local

Francisco Ferreira, Presidente da ZERO - Associação Sistemas Terrestre Sustentável, esteve presente num jantar-palestra do Rotary Club do Barreiro, que teve como tema de reflexão as «ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS», salientou que no combate às alterações climáticas, nos últimos tempos, tem sido fundamental o papel dos jovens – “os jovens pedem aos politicos a mudança. Salvem o planeta”.

O Rotary Club do Barreiro promoveu uma das suas tradicionais palestras, desta vez, tendo como convidado Francisco Ferreira, Presidente da ZERO - Associação Sistemas Terrestre Sustentável.
A palestra teve como tema de reflexão as «ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS».

Alterações climáticas efeitos já estamos a sentir

Francisco Ferreira começou por sublinhar que, quando se fala em alterações climáticas, o assunto deve ser abordado em duas perspectivas – a «Mitigação», visando analisar a importância da redução das emissões de gases que provocam o efeito de estufa.
Sublinhou que esta é a mais importante, porque esta vertente é a responsável pelo aquecimento global do planeta.
Por outro lado, referiu a perspectiva da «Adaptação», cuja finalidade é desenvolver projectos que contribuam para nos adaptarmos ás mudanças resultantes das alterações climáticas, cujos efeitos já estamos a sentir.

Sintomas alertam que o planeta está doente

“Não é um furacão que demonstra que há alterações climáticas”, salientou Francisco Ferreira.
Referiu que a análise e o estudo do clima “é pensada ´´a escala de 30 anos”. O estudo do clima é uma abordagem a longo prazo, enquanto a meteorologia faz a abordagem do dia-a-dia.
Salientou que não sendo um furacão um exemplo que há alterações climáticas, um sinal das mudanças é registar-se um furacão como «Lorenzo», nos Açores, numa época do ano que “não é habitual”, e, para além deste, divulgou outros exemplos – “estes sintomas todos alertam que o planeta está doente, há mudanças ”, disse.

CO2 é um dos efeitos mais importantes no efeito de estufa.

“Desde 2001 é inequivoco o papel do homem nas alterações climáticas”, referiu Francisco Ferreira.
Recordou que os gases que se armazenam na atmosfera, são gases que armazenam calor, originam aumentos de temperaturas.
Sublinhou que a concentração de CO2 é um dos efeitos mais importantes no efeito de estufa.
As causas desta situação reflectem-se em mais ondas de calor, em alterações na precipitação, a existência de tornados e furacões mais intensos, mais situações de seca e secas mais prolongadas e mais severas.



Referiu os efeitos da subida das águas do mar e sublinhou os efeitos nas zonas costeiras onde se sente a erosão.

Perda de território nas zonas costeiras

Francisco Ferreira salientou que os efeitos das alterações climáticas em Portugal tem consequências como o aumento de 3 a 7 graus na temperatura, atingindo aumentos de 9 graus no Verão, igualmente estão a registar-se reduções nas precipitações, principalmente ao sul; há igualmente o registo do aumento de cheias e pior qualidade da água.
Salientou que o aumento do nível das águas do mar vai originar perda de território nas zonas costeiras.

As pessoas não se sentem motivadas para a reciclagem

Francisco Ferreira defendeu que Portugal para dar o seu contributo no combate ás alterações climáticas deve apostar na eficiência energética e no desenvolvimento d energias renováveis, privilegiando estas como a nossa principal fonte de energia.
Abordou diversos aspectos que podem contribuir para cada cidadão e instituições darem o seu contributo no combate ás alterações climáticas, com medidas que podem ser dinamizadas em várias áreas desde os transportes, alimentação, consumo e tratamento de resíduos.
Sublinhou que 1/4 das emissões de gases são resultado das perdas de energia; outro ¼ tem origem na área dos transportes.
Salientou que a medida de criação do passe social – “é fantástica”.
No que diz respeito à reciclagem de residuos, considerou que este é um processo que está pelas ruas da amargura – “as pessoas não se sentem motivadas para a reciclagem”.

Os jovens pedem aos politicos a mudança

Francisco Ferreira salientou que no combate às alterações climáticas, nos últimos tempos, tem sido fundamental o papel dos jovens – “os jovens pedem aos politicos a mudança. Salvem o planeta”.
“Nós estamos dentro de um caldeirão que aquece devagarinho”, referiu.
Referiu que vamos tendo alertas para a situação, mas rapidamente passam, nesse sentido, salientou que cada cidadão tem um papel, porque as mudanças começam no comportamento de cada um de nós, e, acrescentou – “tem que haver mudanças de politicas à escala nacional e municipal”.
“Temos que mudar. Estamos ainda a tempo”, disse.

Que se faça a avaliação ambiental estratégica

No decorrer do debate, a propósito dos efeitos das alterações climáticas na área onde se projecta a construção do novo aeroporto do Montijo, Francisco Ferreira, afirmou que – “é um risco estar a fazer uma infraestruturas daquelas, naquele local”, para além, disse de ser uma zona de conflito entre os aviões e as aves.
Divulgou que a associação Zero meteu uma acção judicial sobre a localização e o Ministério Público deu parecer a favor da associação – “é preciso que se faça a avaliação ambiental estratégica”, disse.

Não tem sentido instalar prédios numa zona de risco considerável.

Sobre projectos que estão apontados para uma Quinta no Barreiro – leia-se Braamcamp - o presidente da direcção da Zero, sublinhou que há zonas que temos que preservar, que não devem ser destinadas à construção, porque são zonas de risco.
Sublinhou que não tem sentido instalar prédios numa zona de risco considerável.
Recordou que o adaptar às alterações climáticas é evitar estas situações, prevendo o que se perspectiva daqui a 30 anos, nessa «quinta» os 180 fogos previstos devem ser construídos em estacas

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29.10.2019 - 12:55

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