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José Luís Ferreira deputado do Partido Ecologista «Os Verdes»
Município vai alienar o que pode distinguir o Barreiro na AML

José Luís Ferreira deputado do Partido Ecologista «Os Verdes»<br>
Município vai alienar o que pode distinguir o Barreiro na AML . O direito à paisagem” vai sofrer impactos com a construção de edificios de três pisos. >

O Deputado ecologista José Luís Ferreira, hoje, ao fim da tarde, após uma visita à Quinta Braamcamp, sublinhou que o municipio do Barreiro – “vai vender a sua singularidade, vai alienar o que pode distinguir o Barreiro na Área Metropolitana de Lisboa”.

O deputado ecologista sublinhou que a discussão central não é a construção de “mais prédios que podem estar noutro lado”, acrescentando, “o que é triste é a alienação de um bem público”.

José Luis Ferreira, referiu que a aposta dos municpios nos tempos de hoje é definirem referências que contribuam para a sua diferenciação no pais e nas regiões.
Sublinhou que a Quinta Braamcamp pelas suas características únicas no estuário do Tejo e na Área Metropolitana de Lisboa é um bem que é uma singularidade – “uma paisagem única”.
“O município do Barreiro vai vender a sua singularidade, vai alienar o que o pode distinguir na Área Metropolitana de Lisboa”.

Discussão central é que vai ser feita a alienação

O deputado do PEV não concorda que naquela zona sejam construídos prédios, referiu que o Barreiro não precisa de construir ali, quando pode construir noutro lado.´
Sublinhou que a discussão central em torno da Quinta Braamcamp não é, não deve ser, sobre se vai, ou não, ser feita ali construção.
Na sua opinião – “a discussão central é que vai ser feita a alienação de um bem público, um bem que é uma paisagem”.

«Os Verdes» vão opor-se à venda deste bem público

José Luis Ferreira, referiu que no concelho do Barreiro, “não há falta de habitação”.
Sublinhou que «Os Verdes» vão opor-se à venda deste bem público, porque essa é que é a questão, acrescentando que não se deve centrar a análise deste assunto em torno de ser ou não ser construída ali habitação.
Lamentou que se esteja a reduzir o papel do Poder Local a “uma agência imobiliária”.
Recordou que o anterior executivo municipal comprou a Quinta Braamcamp, com o voto favorável de «Os Verdes», com uma visão estratégica de preservação das zonas ribeirinhas.

Ter uma visão estratégica para aquele território

O deputado do PEV, afirmou que este local do Barreiro – “tem uma vista e uma relação com o rio que não há na outra margem do Tejo”.
“É preciso ter uma visão estratégica para aquele território”, disse.
Salientou que o executivo actual do municipio do Barreiro com a decisão de alienar aquele território o que pretende “é libertar-se das responsabilidade de fazer”, e, na sua decisão “há ausência de vontade de defender o interesse público”.
A Câmara ao vender a Quinta Braamcamp, esta sai da sua responsabilidade e, assim, já não tem que se preocupar em desenvolver projectos.

Evitar a “betonização do litoral”

José Luis Ferreira, sublinhou que, perante os cenários de alterações climatéricas tem que existir uma estratégia de não construção nas zonas ribeirinhas, é preciso evitar a “betonização do litoral”.
Recordou, igualmente que, para avançar com construção de habitação naquela zona é preciso ter em conta estudos de avaliação sismica, porque esta é uma área sujeita a efeitos de tsunami.
“Não se pode aceitar que a Câmara Municipal do Barreiro seja confundida com uma Agência Imobiliária”, disse.

Terreno do municipio pertence aos barreirenses

Foi questionado sobre o facto de noutros concelhos da região existirem projectos perto das margens do Tejo, sendo dado o exemplo do Seixal.
O deputado ecologista salientou que nada é comparável com o Barreiro, referiu que no Seixal não conhece nenhum projecto de construção de habitação que esteja previsto em zonas semelhantes, de proximidade e relação com o rio, como tem a Quinta Braamcamp.
Sublinhou, ainda, que os projectos que existem de urbanizações no Seixal são de privados e são em terrenos dos privados.
O que acontece aqui no Barreiro é que, este, é um terreno do municipio, pertence aos barreirenses e, de facto, o municipio quer alienar para nele autorizar construção de habitação.

Uma área da Rede Ecológica Metropolitana

No decorrer do debate foi salientado que o território da Quinta Braancamp é um “território com potencial”.
“Podem falar em potencial, todos os territórios têm um potencial, mas, há territórios que, na verdade, mais que potencial, o que eles têm é vocação. O território da Quinta Braamcamp tem uma vocação. É um território com uma singularidade única no estuário do Tejo”, foi salientado.
Foi dito que este território é, de acordo com o PROT da AML, uma área da Rede Ecológica Metropolitana, sendo no PROT, uma área classificada.
Esta é uma zona de lazer, uma zona onde devia ser defendido – “o direito à paisagem”, que, na realidade, vai sofrer impactos com a construção de edificios de três pisos.

10.11.2019 - 00:06

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