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reportagem

Barreiro - José Vieira Mendes na Escola de Secundária dos Casquilhos
«Os filmes ajudam-nos a viajar e a conhecer as cidades do mundo»

Barreiro - José Vieira Mendes na Escola de Secundária dos Casquilhos<br>
«Os filmes ajudam-nos a viajar e a conhecer as cidades do mundo» «Mar Urbano Lisboa» - um filme que nos leva a sentir e pensar “quão único é o estuário do Tejo”.

Uma conversa com José Vieira Mendes, um dos realizadores do filme – Mar Urbano Lisboa – que proporciona uma viagem pelo Tejo, num encontro com as duas margens, as pessoas, os barcos, os recursos, os ecossistemas e a biodiversidade marinha.

Hoje, pela manhã, na Biblioteca da Escola Secundária de Casquilhos, alunos do 11º e 12º anos, das áreas de Humanidades e Artes, conversaram com José Vieira Mendes, um dos realizadores do filme – Mar Urbano Lisboa – que proporciona uma viagem pelo Tejo, num encontro com as duas margens, as pessoas, os barcos, os recursos, os ecossistemas e a biodiversidade marinha.
Um filme que transmite essa essencial mensagem sobre a importância do Rio Tejo, como ponte entre as duas margens, como ponte entre as suas gentes, como ponte com Espanha e com o mundo.

Cinema foi a minha primeira arte

José Vieira Mendes, 60 anos, casado, pai de três filhas, como ele diz “estou sempre rodeado de mulheres”.
Na sua conversa aberta fala de si, do tempo que viveu, recorda Lisboa dos anos 80, uma cidade vibrante, feita por uma geração que fez muitas coisas e tornou Lisboa uma cidade conhecida no mundo.
“Nasci em Campolide, um bairro de classe média baixa”, recordou, naquelas conversa sobre a vida e as vivências, que motivou os alunos a acompanhar em silêncio e de olhos abertos, as palavras de uma narrativa de vida, num encontro com um percurso que levou à descoberta do cinema como paixão, enquanto se pai queria que ele fosse doutor ou engenheiro, mas desde sempre o seu prazer estava na imagem e na fotografia.
Foi lendo os jornais que estavam na banca do seu avô que descobriu o gosto pelas letras e pelo jornalismo.
A trabalhar e a estudar concluiu a sua licenciatura em Comunicação Social, com especialização em marketing. Recorda que foi uma experiência dura e enriquecedora.
“O cinema foi a minha primeira arte”, disse.

Jornalismo vive um novo paradigma

Exerceu a sua actividade profissional na Gulbenkian, até ao dia que decidiu – “fazer-me à vida”. Abraçou o mundo do jornalismo exercendo a profissão no extinto jornal «Sete», no Expresso, na SIC, na Revista Premiére.
Tem dúvidas sobre o jornalismo no mundo de hoje, um tempo que se procura um novo paradigma.
Qual vai ser o modelo de negócio de futuro? – interroga.

Cada vez gosto mais do meu país

Critico de Cinema, mas prefere antes afirmar-se como “um analista”. Programador de Festivais, caso do Cinema Ambiental da Serra da Estrela.
Entre a noite e o dia prefere a luz do dia, sublinha.
E Portugal está no seu coração, para viver e trabalhar – “cada vez gosto mais do meu país e das minhas cidades”.
Salienta que nos dias de hoje, sente o prazer de “fazer o que me apetece”, referindo - “Faço o que gosto e o que dá prazer”.

Um filme que dá a conhecer o Tejo

No decorrer da sessão foi projectado o filme «MAR URBANO LISBOA», que foi tema para continuar o diálogo com os alunos.
Um filme que dá a conhecer o Tejo, o grande mar que junta as cidades, cidades que se relacionam como o rio e pelo rio.
Um filme onde os pescadores falam do rio e dos peixes. Um filme que nos convida a mergulhar no Tejo, e, lá estivemos no fundo, entre peixes e fauna. Um rio limpo e despoluído, fruto da acção das ETAR. Um rio com qualidade de vida. Um filme que nos dá a conhecer os barcos tradicionais e o estaleiro do Mestre Jaime, em Sarilhos. Lá estava, a nascer a Muleta.
Um filme que nos convida a viajar entre as duas margens e sentir que Lisboa continua pelo Tejo até à margem sul. Um rio que é um laboratório de vida e história. Um rio que é uma mais valia material e imaterial.
Um filme que, afinal, nos leva a sentir e pensar “quão único é o estuário do Tejo”.

Em nota de final, na conversa com os alunos, lançou o repto ao alunos – “vejam filmes, os filmes ajudam-nos a viajar e a conhecer as cidades do mundo”.

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12.02.2020 - 18:33

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