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Barreiro - Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República
Ephemera e José Pacheco Pereira com a sua actividade estão a construir Portugal

Barreiro - Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República<br />
Ephemera e José Pacheco Pereira com a sua actividade estão a construir Portugal<br />
O Presidente da República, salientou a grande riqueza da obra da Ephemera, num país, que muitas vezes não tem olhado para a memória, nem para a memória do ponto de vista civico – “olha-se para a memória oficial, olha-se para a memória estática, rigida, mas sem envolver todos e todas, aquilo que é a razão de ser da Ephemera”.

No sábado, dia 22 de Fevereiro, foi inaugurado no Parque Empresarial da Baía do Tejo, no Barreiro, o Armazém 2, da Associação Cultural Ephemera, evento que encerrou as comemorações de 10 anos de actividade da associação.
O evento contou com a presença dr Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, que, na circunstância condecorou a Ephemera, atribuíndo as insígnias de membro honorário da ordem de Mérito.
Na sessão de referir a presença de Ramalho Eanes, ex-Presidente da República.

Importante fundo documental sobre o Islão

O programa teve o seu inicio com um concerto pela Banda Filarmónica da Casa do Povo da Vila da Marmeleira.
No decorrer da cerimónia foram recebidos novos espólios para enriquecer os arquivos da Ephemera, nomeadamente a Biblioteca de Adelino Torres, considerado um dos mais importantes fundos documentais sobre o Islão, existentes em Portugal.

Arquivo da Associação 25 de Abril

Também o Arquivo da Associação 25 de Abril, que esteve representada, pelo Capitão de Abril, Vasco Lourenço.
Igualmente o Arquivo de António Fonseca Ferreira, um espólio de grande riqueza, para o estudo da sociologia urbana, assim como a Carta de Eutanásia, de uma portuguesa a pedir a morte assistida, e o fundo documental de Vítor Cardoso, jornalista do Barreiro.

A cidade dos Arquivos

No decorrer da sessão comemorativa da inauguração do Armazém 2, Frederico Rosa, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou a importância da CUF na história do país e, hoje, a importância do seu território para a implementação da «cidade dos arquivos».
Recordou que no Parque Empresarial já existe o Arquivo da Câmara Municipal do Barreiro, da Baía do Tejo, da Fundação Amélia de Melo, do Portos de Lisboa e da Ephemera, estando previstos a vinda de outros, para construir “um grande centro do conhecimento”, para melhor se conhecer o passado e projectar o futuro.

Um parque empresarial com alma

Jacinto Guilherme Pereira, Presidente do Conselho de Administração da Baía do Tejo, referiu que o Parque Empresarial, no Barreiro, conta com 240 empresas e tem registado um crescimento todos os anos.
Sublinhou no âmbito da estratégia para o desenvolvimento do território está o eixo estratégico que aposta na criação do cluster das indústrias criativas e do conhecimento, sendo o atellier do VHILS e os Arquivos de José Pacheco Pereira – Ephemera – uma ponta de lança, para dar visibilidade à estratégia, num processo que conta com outras referências, entre outros, como PADA Studios, SPA, Arquivos do Porto de Lisboa, Museu Industrial da Baía do Tejo, Espaço Memória, Hey Pachuco e Kira.
Sublinhou que o Parque Empresarial da Baía do Tejo, no Barreiro, é um espaço com história, com cultura – “é um parque empresarial com alma”.

Uma montra da memória.

José Pacheco Pereira, salientou que a Ephemera é uma associação que preserva a sua autonomia e recordou que a grande diferença da associação reside nos seus 150 voluntários, entre os quais destacou o trabalho e a dedicação de José Gomes.
Referiu que o fundo documental da Ephemera mais que um arquivo é uma montra da memória.

O retrato de José Pacheco Pereira

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, saudou Ramalho Eanes, recordando que, sem ele e sem os militares de Abril não estaríamos aqui, porque este é um acto de Liberdade, é um acto civico, só possível com 25 de Abril.
Referiu a presença da Ministra da Cultura, uma privilegiada porque não tem que em nada que subsidiar a associação Ephemera, e, beneficia da sua actividade.
Dirigindo-se ao Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que já existe a tradição de marcar presença no Barreiro, na véspera de natal, agora, temos que marcar outra tradição de uma visita aqui, porque não dá para ver tudo, num só dia, e, há muito para ver, numa obra que tem um fundador José Pacheco Pereira – “esta obra é o retrato de José Pacheco Pereira”.
O Presidente da República, salientou a grande riqueza da obra da Ephemera, num país, que muitas vezes não tem olhado para a memória, nem para a memória do ponto de vista civico – “olha-se para a memória oficial, olha-se para a memória estática, rigida, mas sem envolver todos e todas, aquilo que é a razão de ser da Ephemera”.
Sublinhou que o fundo documental da Ephemera, não é uma biblioteca Clássica, não é uma realidade académica, não é um mundo fechado, é uma dinâmica, como é José Pacheco Pereira, a dinâmica do pensamento, a dinâmica da critica, a dinâmica da acção, a dinâmica da mobilização”.
Agradeceu, em nome do país à Ephemera, enquanto instituição o que tem feito pelo país, atribuindo as insígnias de membro honorário da ordem de Mérito.
Divulgou que no dia 8 de Março, será distinguido José Pacheco Pereira, no período entre a saída do actual Presidente da República e a tomada de posse do sucessor.
Sublinhou que este é um reconhecimento à Ephemera e José Pacheco Pereira, porque com a sua actividade – “estão a construir Portugal”.

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26.02.2020 - 00:04

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