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Domingos Alberto, natural do Barreiro
«Memórias de um alienado da Guerra» relatam sua vivência na I Grande Guerra Mundial.

Domingos Alberto, natural do Barreiro<br />
«Memórias de um alienado da Guerra» relatam sua vivência na I Grande Guerra Mundial. <br />
Miguel Ramalho, referiu que o manuscrito de Domingos Alberto, esteve perdido durante todo este tempo, mas está bem conservado, apesar de terem passado 100 anos desde que foi escrito.

O soldado barreirense, criticava a guerra, afirmando que – “a guerra gera o ódio e o rancor entre os homens” e, também que “o povo que tudo produz” é quem sofre sempre com as guerras.

No Auditório do Espaço Memória foi apresentado o livro “Memórias de um alienado da Guerra”, de Miguel Nunes Ramalho.
Uma obra que resultou da pesquisa desenvolvida com o objectivo de enquadrar a publicação integral de 388 páginas manuscritas, por Domingos Alberto, natural do Barreiro, que relatam a sua vivência na I Grande Guerra Mundial.
Rui Braga, vereador da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que “este é um livro que faz parte da nossa história”, as memórias de um barreirense que fazem parte da história do nosso país.

Visão de um soldado sobre a Grande Guerra

António Camarão, historiador, expressou a emoção que sentiu ao ler “estas memórias de um barreirense”, que nasceu na zona da Igreja de Nª Srª do Rosário, através das quais revela o seu “sentido critico agudo” e tece “considerações filosóficas sobre a guerra”, pela visão de um soldado.
Recordou que existem relatos da I Grande Guerra, mas escritos por oficiais, enquanto estas memórias de um barreirense, nascido na zona da Igreja de Nª Srª do Rosário, transmitem a visão de um soldado, relatando as injustiças que o marcaram e como os soldados foram atirados para ali como carneiros”.
António Camarão expressou o desejo que o manuscrito original do barreirense Domingos Alberto, um dia possa integrar o espólio do Arquivo Municipal.

Conservada fielmente a forma escreveu

Miguel Ramalho, referiu que o manuscrito de Domingos Alberto, esteve perdido durante todo este tempo, mas está bem conservado, apesar de terem passado 100 anos desde que foi escrito.
Salientou que o manuscrito tem 388 páginas e seu título é “Memórias de um alienado da Guerra”, na edição é conservada fielmente a forma como o soldado barreirense escreveu as suas memórias.

Poemas publicados no jornal «Vitimas da Guerra»

Miguel Ramalho, referiu que não há dados sobre a sua vida, antes de ir para a tropa em 1917. Sabe-se que nasceu em 9 de Junho de 1891. Seu pai foi pescador. Foi baptizado na Igreja de Santa Cruz.
Assentou praça em 15 de Julho de 1911. Em 1915 foi para Angola. Em 1917 parte para a frente da i Guerra Mundial. Em 1918 regressa a Portugal com “degenerescência psiquica”: Faleceu em Setembro de 1932.
Domingos Alberto tem poemas publicados, no jornal «Vitimas da Guerra».

Uma grande lição de humanismo

Miguel Ramalho, referiu que o manuscrito de Domingos Alberto é uma grande lição de humanismo, que espelha a relação entre os militares, um homem que é “um exemplo de verticalidade.
No manuscrito está expressa a forma como os Ingleses se relacionavam com os militares portugueses – “as tropas portuguesas não eram bem vindas”.

A guerra gera o ódio e o rancor entre os homens

Miguel Ramalho, salienta que o soldado barreirense, criticava a guerra, afirmando que – “a guerra gera o ódio e o rancor entre os homens” e, também que “o povo que tudo produz” é que sofre sempre com as guerras.
Domingos Alberto que a ida do país para frente de batalha na I Grande Guerra Mundial é um exemplo que – “Portugal é um país de doidos”.

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03.03.2020 - 00:05

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