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reportagem

Manuel Soares de Oliveira, da Mosca Publicidade no Barreiro
«Os cartazes são um meio que não permite o zapping»

Manuel Soares de Oliveira, da Mosca Publicidade no Barreiro <br />
«Os cartazes são um meio que não permite o zapping»<br />
. A associação Ephemera tem no seu arquivo 3.000 cartazes, que são importantes para preservar a memória

. «A memória é o que mais se destrói todos os dias», recordou Pacheco Pereira

No decorrer da conversa tendo como tema : «Cartazes Políticos, Património da Democracia», Manuel Soares de Oliveira, da Mosca Publicidade, salientou que actualmente muitos dos materiais produzidos em campanhas politicas, têm que ser pensados para as redes sociais e para o digital – “os memes têm imenso poder”.

Ontem, no Museu Industrial da Baía do Tejo, no âmbito do conjunto de iniciativas que decorreram no Parque Empresarial do Barreiro, integradas nas Jornadas Europeias do Património, realizou-se uma conversa tendo como tema : «Cartazes Políticos, Património da Democracia».
Na abertura, Sérgio Saraivam da Administração da Baía do Tejo, sublinhou os eventos, que marcaram o dia de ontem, assim como esta conversa, são importantes na estratégia de revitalização do Parque Empresarial, não só fisico, mas também social e cultural, que se sentiu com a presença de dezenas de pessoas, durante todo o dia, quer a visitar a exposições, quer a participar nas diversas iniciativas.

O país precisa de memória

Pacheco Pereira, referiu a presença da associação Ephemera, no Parque Empresarial do Barreiro, como um contributo importante para preservar a história e a memória – “guardamos parte da memória que de outra forma estaria no lixo”.
Recordou que a Ephemera é “autónoma e independente”, uma associação que é uma iniciativa da sociedade civil, um movimento de voluntários.
Nos seus arquivos estão guardados mais de 3 mil cartazes e 100 mil panfletos.
“O país precisa de memória”, disse, acrescentando que – “a memória é o que mais se destrói todos os dias”

Eleições autárquicas «tesouro da democracia»

Pacheco Pereira, afirmou que as eleições autárquicas – “são dos melhores tesouros da democracia”, por ser um acto eleitoral que contam com a participação de milhares de pessoas, e, nas quais, os cartazes são feitos quer por amadores, quer com por grandes profissionais.
Recordou que hoje fala-se em “marketing politico” que é a “propaganda politica”, sublinhando que antes do 25 de Abril, primeiro existiu o Secretariado da Propaganda, que se transformou depois no Secretariado Nacional de Informação.

Respeito pela inteligência dos consumidores

Manuel Soares de Oliveira, da Mosca Publicidade, referiu não ser adepto da propaganda, e defendeu que na produção dos materiais de publicidade tem que existir “respeito pela inteligência dos consumidores”.
Sublinhou que na criatividade – “prefiro fazer alguma coisa que crie alguma polémica, que ser indiferente”, criar coisas “mais ousadas” e que sejam “sujeitas a criticas”.
Na sua actividade criativa no âmbito da vida politica, recordou a participação em diversas campanhas quer do PS, quer do PSD – “gosto de trabalhar com o PS e com o PSD, porque são parecidos”, disse.
Salientou que actualmente muitos dos materiais produzidos em campanhas politicas, têm que ser pensados para as redes sociais e para o digital – “os memes têm imenso poder”, nesse sentido, referiu que é importante – “tornar um cartaz viral nas redes sociais”.

Cartazes são um meio que não permite o zapping

Manuel Soares de Oliveira, deu vários exemplos de campanhas eleitorais que acompanhou, cartazes e propostas criadas que não chegaram ao público, alertou para algumas campanhas que são desenvolvidas com base em culturas importadas, nomeadamente do Brasil.
Comentou estratégias, os discursos emocionais, os chavões, o meter as dúvida na cabeça das pessoas, a força dos cartazes.
Neste contexto, deu os exemplos dos outdoors que criou para a campanha do Partido «Intervenção Liberal» nas últimas legislativas, que demonstraram o potencial do cartaz - “os cartazes ainda são eficazes, porque são um meio que não permite o zapping”.
“Os cartazes têm um potencial maior que as pessoas pensam”, disse.

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28.09.2020 - 21:10

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