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Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita
Património religioso é indissociável da história das nossas comunidades

Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita<br />
Património religioso é  indissociável da história das nossas comunidades . Foi no período Filipino que se registou maior aumento demográfico em Portugal

. Igreja de Alhos de Vedros tema de Teses de Mestrado

Rui Garcia, lançou o desafio a todos que se dedicam ao estudo da história local, quer ao nível académico, quer como hobbie, que não deixem de estudar e investigar, e, perspectivou a necessidade de se conhecer a história mais recente, a história dos últimos 150 anos – “a nossa história industrial está por investigar”.

Na Igreja de Alhos Vedros, decorreu a sessão de apresentação do livro « Património Religioso do Concelho da Moita- Paróquias de São Lourenço de Alhos Vedros e de Nossa Senhora da Boa Viagem da Moita – Documentos Inéditos e outras memórias (1575 – 1905)», de Rui Manuel Mesquita Mendes.

Igreja de Alhos de Vedros tema de Teses de Mestrado

Na abertura Nuno Pacheco, Padre da Paróquia de São Lourenço, referiu a importância destas obras para motivar o interesse das pessoas pela nossa história – “a Igreja será sempre um parceiro para esta iniciativas”, disse.
Divulgou que a Igreja de Alhos Vedros, neste momento, está a ser objecto de estudo para Teses de de Mestrado, um na área de Azulejaria, outro em arquitectura.

Estimular o estudo sobre a história local

Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, referiu que conhecer o passado é importante para intervir no futuro.
Salientou que a publicação desta obra está inserida na 3ª edição de um programa que a autarquia iniciou em 2015, destinado a apoiar a divulgação do património do concelho da Moita – “estimular o estudo sobre a história local”, proporcionando a publicação do estudos.
O autarca salientou que desta forma permitesse que o conhecimento das investigações não fique só pela Academia.
“O património religioso não e dissociável da história das nossas comunidades e do desenvolvimento da nossa terra, reflecte o desenvolvimento e a riqueza da própria comunidade”, sublinhou Rui Garcia.
Referiu que a Igreja de Alhos Vedros – “é um expoente de arquitectura religiosa na região e no país”, sendo um exemplo da importância de Alhos Vedros terra que foi sede de concelho, uma terra com mais de 500 anos de história.
“Há uma relação indissociável da história das nossas comunidades e o seu património religioso”, acrescentou o edil.

A nossa história industrial está por investigar

Rui Garcia, lançou o desafio a todos que se dedicam ao estudo da história local, quer ao nível académico, quer como hobbie, que não deixem de estudar e investigar, e, perspectivou a necessidade de se conhecer a história mais recente, a história dos últimos 150 anos – “a nossa história industrial está por investigar”.

A paisagem cultural religiosa está inscrita em todo o território do país

António Nabais, historiador, referiu que conhecer o património local é conhecer a comunidade ao longo da história, sublinhou que “infelizmente” por todo o país existe um grande abandono da arquitectura religiosa, alertando para o facto de “a paisagem cultural religiosa”, estar inscrita em todo o território de Portugal.
Os templos religiosos são um marco na nossa história, mas, disse – “temos tesouros abandonados no nosso território”.
O historiador António Nabais salientou que a obra sobre Património Religioso do Concelho da Moita, abre portas neste municipio, porque é um estudo histórico – “onde há rigor e recurso a fontes”.
Recordou que o estudo do papel da Igreja na margem sul, permite conhecer em pormenor as relações económicas e sociais deste território com Lisboa.

No período Filipino que se registou maior aumento demográfico em Portugal

Rui Manuel Mesquita Mendes, autor, na apresnetação do seu trabalho começou por referir que a “a hitsória não se faz sem os arquivos”.
Recordou que a Ordem de Santiago é uma instituição marcante na região, marca uma identidade, é um elemento agregador colectivo.
Referiu a importância das tradições históricas, os rituais, as Festas de Nossa Senhora da Boa Viagem e a Festa de Nossa Senhora dos Anjos.
“A história nunca está terminada, vai crescendo de geração para geração”, salientou.
O historiador recordou que metade do seu livro são deocumentos, que recolheu na Torre do Tombo e no Mosteiro de São Vicente de Fora – “essas são as fontes”.
Salientou que os documentos podem ser interpretados, estabelecendo a sua ligação à historiografia local, a interpretação permite avaliar aquilo que se acrescenta à tradição.
Recordou que foi no período Filipino que se registou maior aumento demográfico em Portugal e surgiram novas Igrejas, fruto do Concilio de Trento – “a religião esteve mais presente na vida das comunidades”.
Referiu a existência de documentos da extinta Igreja de Coina que foram transfreridos para a Igreja de Alhos Vedros.
Referiu que a Capela da Barra Cheia, esteve interdita a celebrações religiosoas, porque um doente mental, decidiu fazer passar-se por Padre e celebrar missas.
Estas e outras curiosidades foram recordadadas pelo historiador como exemplo da importância do património religioso e do papel da Igreja no desenvolvimrento e consolidaçao das identidades das comunidades de Alhos Vedros e Moita.

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20.10.2020 - 00:28

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