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Barreiro - Ensaio «O amor no caleidoscópio» de Ana Garrido e Célia Figueira
O poder das palavras sobre o amor

Barreiro - Ensaio «O amor no caleidoscópio» de Ana Garrido e Célia Figueira<br />
O poder das palavras sobre o amor<br />
. Ana Garrido, o pensamento é o que nos une, é por causa dele que reconhecemos as pessoas

. Célia Figueira - “o sonho de por em palavras escritas o meu pensamento”.

Carlos Alberto Correia, na apresentação da obra de Ana Garrido e Célia Figueira, sublinhou que o amor tem uma profunda relação com o caleidoscópio – “dá cor á vida”.

Hoje à tarde, na ADAO – Associação de Desenvolvimento de Artes e Oficios foi apresentado a obra de Ana Garrido e Célia Figueira, «O amor no caleidoscópio -ensaio».

Um momento de partilha.

Ana Garrido recordou o facto o tempo que vivemos limitar as presenças e condiciona, até, as relações entre amigos, no entanto, todos os presentes dão um contributo para “nas distâncias” continuar-se a “manter o calor” da amizade.
A autora começou por abrir a sessão estabelecendo afectos com os presentes e apresentando os presentes na plateia – os primos, num abraço aos familiares das duas autoras; os professores, colegas de profissão e amigos, professores que foram professores das autoras, professores que foram alunos das autoras, colegas, e, igualmente referenciados os amigos presentes frutos de caminhos comuns percorridos ao longo da vida. Um momento de partilha.

As diferenças e formas de olhar o tema do amor

Ana Garrido, recordou que no ano de 2014 iniciou o seu trabalho de reflexão e pesquisa sobre o tema do amor, seguiu-se no ano 2016, o convite para encontros de amigos, em casa, para conversar e debater diferenças e formas de olhar o tema do amor, as formas de amor.
No ano 2018, devido ao seu gosto de trabalhar em equipa, decidiu convidar uma psicologa para em conjunto de desenvolver o projecto, e, cá está Célia Figueira – “uma parceira excelente”, que contribuiu para a “abertura do pensamento”.
E desta “experiência” nasceu este ensaio sobre o amor –“fica a ameaça de continuarmos a escrever sobre o amor.”
Ana Garrido, recordou que o que une todos os presentes nesta iniciativa é o “pensamento” – “é por causa dele que reconhecemos as pessoas”, disse.

O sonho de por em palavras escritas o meu pensamento

Célia Figueira, sublinhou que este livro permitiu-lhe realizar “o sonho de por em palavras escritas o meu pensamento”.
Recordou diferentes formas de amor que pessoalmente viveu de mulher, de mãe, de filha.
Salientou que no texto estão experiências que viveu como psicoterapeuta, uma vivência através da qual viveu muitas vidas e partilhou muitos amores e desamores.
Referiu que a experiência de escrita deste livro proporcionou, crescer na reflexão no que é ser ou não ser amado, abriu um diálogo sobre diferentes olhares sobre o amor, finalizou a sua intervenção com a leitura do texto – “a falta que o amor faz”, um hino ao encontro a arte de libertar os dons e as amordaças quando se entra no jogo da comparação entre o «eu» e os outros.

Amor tem relação com caleidoscópio – dá cor á vida

Carlos Alberto Correia, escritor convidado para apresentar a obra, recordou que não há dois amores iguais, o amor de todos contra o todo e o desconhecido, e as muitas formas de amor e de amar.
Recordou poemas de Neruda, sublinhando que o amor tem uma profunda relação com o caleidoscópio – “dá cor á vida”.
Evocou aspectos diversos da história do amor na história da humanidade, do Deus Eros, do desejo, da paixão, das proibições, da submissão da mulher ao macho, do enamoramento, em suma, o amor ameniza e inferniza a vida dos mortais.
Trouxe testemunhos e imagens esmagadoras sobre a mutilação genital – “ainda acontece hoje em Portugal”.
Salientou que nesta obra, as autoras, proporcionam uma visão alargada do amor, das escolhas, do amor eterno, o cultural e os costumes.

O poder das palavras sobre o amor

Filomena Viegas, referiu que nesta obra descobrimos o poder das palavras sobre o amor, expressou a opinião que o seu título “é magia”, porque traduz o amor, o caleidoscópio é como uma metáfora.
O caleidoscópio transmite beleza, emoção, espelho, desloca-se, transmite pluralidade, velocidade, cores, é assim que se sente o amor.
Sublinhou que a obra permite reflectir sobre o amor, o amor que é para dar e receber ao longo da vida. A vida onde encontramos tanta gente para amar.
Referiu que o texto permite sentir a importância de pensar o amor, e o contributo do amor para sermos capazes de sentir auto-estima e separarmos o amor do ódio.
Estou aqui pelo prazer de festejar a amizade, amizade que desejo reflectida e multiplicada, sublinhou Filomena Viegas.

S.P.

24.10.2020 - 23:01

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