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«Fórum Cidadania Barreiro XXI» debateu «Desigualdades sociais, Inclusão e interculturalidade».
Desigualdades estão presentes na identidade dos próprios territórios
.Criação de Rede Pública de Lares

«Fórum Cidadania Barreiro XXI» debateu «Desigualdades sociais, Inclusão e interculturalidade».<br />
Desigualdades estão presentes na identidade dos próprios territórios<br />
 .Criação de Rede Pública de Lares O Fórum Cidadania Barreiro XXI vai promover na próxima sexta-feira, dia 26 de Fevereiro, pelas 21h30, um novo debate on line, desta vez com o tema: Educação, Cultura e Desporto.
O último debate teve como tema - «Desigualdades sociais, Inclusão e interculturalidade»..

O O Fórum Cidadania Barreiro XXI tem vindo a promover um ciclo de «debates on line», proporcionando a abordagens de diversos temas de interesse para a vida local, tendo como finalidade estimular o debate de ideias e motivar a reflexão sobre o território.
O debate é aberto à participação de todos os interessados com acesso directo pela página do digital ou pela página facebook do « Fórum Cidadania Barreiro XXI».
Na próxima sexta-feira, dia 26 de Fevereiro, pelas 21h30, o debate com o tema: «Educação, Cultura e Desporto», vai contar com participação de prelectores convidados: Arlete Cruz, José Costa, Mário Pereira e Mónica Duarte.


Práticas sociais emancipatórias

O último debate on line, realizado no dia 29 de janeiro, teve como tema - «Desigualdades sociais, Inclusão e interculturalidade».
Neste debate, António Brito Guterres, alertou para a importância de politicas públicas que promovam os direitos, que dinamizem práticas sociais emancipatórias.
Sublinhou que as politicas sociais devem conhecer o território onde vivemos, e motivar a que nos interroguemos, sobre o lugar onde viemos e onde crescemos. Que ninguém fique pelo caminho.
Referiu que a pluralidade e a diversidade é um potencial - os hábitos, a educação – e são essenciais na abordagem e definição de politicas públicas e na aplicação de politicas públicas.

Ciganos são portugueses como todos os outros

Olga Mariano, presidente da Associação de Ciganos, recordou que os ciganos são portugueses como todos os outros, alertando para os perigos dos discursos do ódio que existem ao nível nacional, xenóobo e discriminatório – “as desigualdades são cada vez maiores”.
Lamentou discursos que afirmam que “os ciganos estão cá a mais, num país que também é nosso”. Isto é ciganofobia, disse.
Na sua intervenção classificou como mentiras e falsas narrativas que afirmam que “os ciganos não querem trabalhar”, que “não querem os filhos a estudar. Tudo isto é mentira.
Referiu que os discursos do ódio contra os ciganos só são combatíveis com instrução, por isso há cada vez mais ciganos a completar licenciatura e doutoramentos.
Defendeu a necessidade de meter ciganos na equipas técnicas que promovem as politicas públicas de âmbito social, quer nos serviços centrais do governo, quer nas autarquias- “é preciso que existam mediadores ciganos”.
Recordou que as dificuldades que um cigano tem para alugar uma casa, ou obter emprego – “viver assim não é fácil”.

Desigualdades estão presentes na identidade dos próprios territórios

Renato Miguel do Carmo, sublinhou que existem desigualdades territoriais e sociais que estão presentes na identidade dos próprios territórios, que não são homogéneos, são múltiplos – urbanos ou rurais – portanto há desigualdes.
Salientou que a pandemia do vírus COVID veio demonstrar as fragilidades dos territórios, sentindo-se os efeitos dos surtos no desemprego e nos problemas sociais.
Sublinhou que isso de se afirmar que o “virus é tendencialmente democrático”, que toca a todos “não é verdade”, ele tem expressão de forma diferentes nos territórios, e no emprego, nomeadamente no sector terciário, no trabalho precário e na privatização dos serviços públicos, caso dos CTT, que outrora eram «estações» integradas na vida das comunidades e agora são «lojas» de vendas. Estamos numa sociedade fragmentada.
Referiu que as politica publicas emanam da Administração Central, a Administração Local tem pouca margem, mas, com a pandemia tem havido respostas municipais.
Neste contexto, afirmou que “é possivel pensar-se a politica social á escala local”, há municipios com capacidade de o fazer, por essa razão, perspectivou que no pós-pandemia devia-se pensar as politicas pública com base numa articulação entre a Administração Central e a Administração Local – “tem que haver complementaridade”.
Defendeu que devia pensar-se, por exemplo, na criação de uma Rede Pública de Lares, como serviço público que dinamiza medidas que dão respostas sociais.
Na sua opinião, em matéria de politicas sociais – “há um excesso de centralismo” e “há um excesso de localismo”.

Opção de arquitectura não vai ao encontro dos hábitos culturais.

Paula Costa, falou da sua experiência local, ao nível da Cidade Sol – Quinta da Mina, contexto onde referiu a ausência completa de trabalho que devia ter sido dinamizado – “não era com a comunidade cigana, era para a comunidade cigana”. Esse era um trabalho da responsabilidade da Câmara Municipal do Barreiro, porque aquele Bairro é da Câmara.
Lamentou que se opta-se pelo realojamento de uma comunidade num bairro com uma estrutura de habitação vertical, quando a opção devia ter sido um bairro com habitação de característica horizontal. Esta opção de arquitectura não vai ao encontro dos hábitos culturais.
Defendeu que existe uma riqueza intercultural na Cidade Sol, de danças e gastronomia. Esta riqueza social e cultural podia ter expressão nas escolas.


16.02.2021 - 21:11

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