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Reabilitação» da Caldeira Grande em Alburrica
Projecto é desconhecido dos vereadores da oposição do PSD e da CDU

Reabilitação» da Caldeira Grande em Alburrica<br />
Projecto é desconhecido dos vereadores da oposição do PSD e da CDU . Para a APA não foi remetido para apreciação o projeto da praia artificial

Ontem, na reunião da Câmara Municipal do Barreiro, foi aprovado o Protocolo de Colaboração entre a APA e a CMB, visando a concretização de acções de «reabililitação da rede hidrográfica», que tem por referência um projecto de requalificação da Caldeira Grande de Alburrica.

O autarca do PSD, Bruno Vitorino, considerou que os vereadores da oposição estavm sendo colocados numa situação de chantagem, sendo pressionados a votar um protocolo sobre um projecto que desconhecem.

Paulo André, vereador da CDU, sublinhou que os eleitos daquela força politica não têm conhecimento do projecto que está referenciado no protocolo, que não conhecem, nem receberam qualquer informação, podendo, estar, ou não, de acordo com a proposta que se pretende dinamizar naquele espaço de Alburrica.
“Não conhecemos o programa”, disse Paulo André, acrescentando “não sabemos do projecto”, com o qual ”podemos ou não concordar”.

Não vou votar uma coisa que não conheço

Bruno Vitorino, PSD, sublinhou se a APA escolheu este projecto, ele está quantificado, no entanto, disse, que “nenhum vereador da oposição conhece o projecto”.
Referiu que para expressar a sua concordância com o projecto precisava de o conhecer, se o mesmo via a renaturalização e recuperação do habitat, ou se é o que se diz, a construção de uma praia artificial, com a qual manifestou a sua discordância.
O autarca do PSD sublinhou estar contra um projecto que aponte outro uso para aquela zona de alburrica e que possa contribuir para destruir a sua biodiversidade, sendo um atentado ambiental.
“Não vou votar uma coisa que não conheço”, disse Bruno Vitorino. Recordou que tem solicitado informação e documentação sobre o projecto e que nada foi facultado – “pedi o projecto e não me deram o projecto”, por essa razão repetiu – “não vou votar uma coisa que não conheço”.
“Há cinco vereadores que desconhecem o projecto”, referiu. Nesse sentido paleou para que a proposta fosse retirada da agenda da reunião.

Já o podíamos ter divulgado, não é nenhum segredo

Rui Braga, vereador do planeamento, referiu que “não estamos a votar o projecto, estamos a votar o protocolo da APA”, um projecto que aquela agência reconheceu como “respeitador do ambiente” e “boas práticas ambientais”.
Assumiu o compromisso de enviar o projecto para todos os vereadores – “já o podíamos ter divulgado, não é nenhum segredo”, disse, acrescentando que seria “disponibilizado a todos em momento certo”.
O autarca referiu que o projecto anda a ser debatido “há dois anos”, e, é um projecto “com maturidade” que visa uma intervenção na caldeira, para usos diferentes.

Este foi um projecto escolhido pela APA

Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que este projecto é um protocolo, não é uma candidatura, que atribui verbas a 100%, no valor de 2 milhões de euros, sendo um projecto que será chancelado pela APA, que na altura própria será contratualizado.
O projecto visa a renaturalização da caldeira, onde passará a existir água em condições que permite a fruição, com a criação de caminhos e existirá uma zona da caldeira com areia.
“Este foi um projecto escolhido pela APA”, disse.
Sobre a retirada da proposta o edil sublinhou que “não é possível retirar a proposta”, porque se trata de uma ratificação.

Da minha parte chumbo. Não voto cheques em branco

Bruno Vitorino, PSD, numa outra intervenção, recordou se o projecto está sendo discutido há dois anos, se cumpre todos os requisitos, interrogou, sobre qual a razão de o mesmo não ser público, nem sequer do conhecimento dos vereadores da oposição.
Dirigindo-se ao vereador Rui Braga, disse: “A Câmara não é sua. A Câmara não é do PS, como não era do PCP”.
Sublinhou que devia existir um respeito minimo pelos outros vereadores – “Da minha parte chumbo. Não voto cheques em branco”.
O autarca do PSD considerou que os vereadores da oposição estavam sendo colocados numa situação de chantagem, sendo pressionados a votar um protocolo sobre um projecto que desconhecem, sobre o qual não foram informados do seu conteúdo, e, agora, caso votem contra serão acusados de impedir a vinda de 2 milhões de euros para o Barreiro.

Protocolo só contou com os votos favoráveis do PS

O proposta de ratificação do protocolo celebrado entre a APA e o município do Barreiro - PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO PARA A CONCRETIZAÇÃO DE AÇÕES DE “REABILITAÇÃO DA REDE HIDROGRÁFICA”, foi aprovada.
O vereador social democrata votou contra. Os vereadores da CDU optaram pela abstenção. Os eleitos PS votaram a favor.

Para a APA não foi remetido para apreciação o projeto da praia artificial

Na discussão não se percebeu se o projecto contempla uma praia fluvial como tem sido divulgado, ou se é uma intervenção de recuperação paisagística e de valorização da zona ribeirinha, respeitando boas práticas ambientais.
Entretanto hoje, numa noticia na revista Sábado, que divulga que Agência do Ambiente chumba projeto para a Quinta Braamcamp, também é divulgado que a intervenção prevista neste projecto escolhido pela APA – “inclui limpeza, consolidação e qualificação das margens, bem como a colocação de uma plataforma de areia, para assegurar atividade lúdica ou desportiva junto a um espelho de água”.
Refere a noticia que para a APA não foi “remetido para apreciação o projeto da praia artificial”, divulgado a 3 de maio, pela Câmara Municíplo do Barreiro de criação de "uma das maiores praias de rio da Área Metropolitana de Lisboa", no âmbito da requalificação da Caldeira Grande, com o dito investimento de dois milhões de euros.

20.05.2021 - 23:10

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