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Fórum Saúde Mental nas autarquias no concelho da Moita
Transferência de competências para autarquias não pode originar quebra de respostas

Fórum Saúde Mental nas autarquias no concelho da Moita<br />
Transferência de competências para autarquias não pode originar quebra de respostas<br />
Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, defendeu que o Estado tem um papel nesta matéria da Saúde Mental, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, sublinhando que a transferência de responsabilidades para as autarquias não pode contribuir para a quebra da capacidade de respostas.

No decorrer da sessão de abertura do Fórum Saúde Mental – nas autarquias, hoje, pela manhã no Forum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que pela experiência da autarquia que lidera sente que a Saúde Mental é uma área que ao nível do Serviço Nacional de Saúde – “enfrenta desafios e dificuldades”.

Construir cidades amigáveis

Referiu que esta é uma área onde a interacção comunitária é fundamental, quer das Unidades de Saúde, quer de outras entidades e as autarquias têm um papel fundamental.
O edil salientou que ligado é indissociável da temática da Saúde Mental, o trabalho realizado pelas autarquias visando criar “cidades mais amigáveis”, “ cidades com qualidade de vida”, “cidades com bons transportes públicos”, com espaços verdes, com equipamentos sociais e recreativos.
“É este o contributo que as autarquias podem dar”, disse.
Embora reconheça que a autarquia tem um papel fundamental nesta área, referiu que o combate a este problema tem que ser comunitário.

Melhorar as condições de trabalho dos trabalhadores

O presidente da Câmara Municipal da Moita, referiu que as boas práticas têm que começar em casa, por essa razão, o Serviço de Saúde Ocupacional da Câmara Municipal da Moita, é um serviço de porta aberta aos trabalhadores, e tem concretizado um trabalho em colaboração com o Hospital do Barreiro, na abordagem de problemas de dependências, assim como mantém uma preocupação de melhorar as condições de trabalho dos trabalhadores.

Descentralização para as autarquias.

Rui Garcia salientou que a transferência de competências na área da saúde mental para as autarquias, não pode ter “limites difusos”.
Defendeu que o Estado tem um papel nesta matéria no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, e, recordou que, quer o Estado, quer as autarquias, nesta matéria têm responsabilidades, e, cada um deve ter o seu papel.
Sublinhou que no país, há realidades diferentes, que exigem respostas diferentes, nesse sentido alertou que a transferência de responsabilidades de Saúde Mental do Estado para as autarquias, não pode contribuir para a quebra da capacidade de respostas.

O Fórum Saúde Mental nas Autarquias, foi promovido pela Associação Nacional para a Saúde Mental – AlertaMente, em parceria com a Direção-Geral da Saúde e a Câmara Municipal da Moita, dirigido a todas as pessoas que se interessam pe reuniu algumas dezenas de participantes ao nível presencial e alguns milhares via on line, nomeadamente profissionais de saúde mental, utentes e familiares.
O Fórum Saúde Mental nas Autarquias visou sensibilizar as autarquias para a importância que têm como promotores da saúde mental e bem-estar na sua comunidade; assim como proporcionar um conhecimento de boas práticas realizadas ao nível da promoção da saúde mental nos municípios; assim como abordar as políticas de descentralização da saúde e o enquadramento da saúde mental.

S.P.

16.09.2021 - 16:30

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