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Barreiro - Grupo Recreativo União Penalvense celebra 89 anos
Legalização das instalações e entrega de alvará nas próximas semanas

Barreiro - Grupo Recreativo União Penalvense celebra 89 anos<br />
Legalização das instalações e entrega de alvará nas próximas semanas <br />
Manuel Batista, Presidente da Direcção, ontem à tarde, no decorrer da sessão solene evocativa do 89º aniversário do Grupo Recreativo União Penalvense, salientou que ao longo dos seus 89 anos o Penalvense viveu tempos difíceis, mas soube sempre adaptar-se, tal como aconteceu nos últimos tempos perante as dificuldades causadas pela pandemia.

O Grupo Recreativo União Penalvense foi fundado em 11 de Novembro de 1932, quando um grupo de amigos , num Dia de São Martinho, decidiu fundar uma colectividade na Penalva, uma localidade que toca as fronteira do concelho do Barreiro com o concelho de Palmela.
Como comentava um dirigente, ontem à tarde, na abertura da Sessão Solene que assinalou o 89º aniversário, nestes anos “teve bons e maus momentos”, mas “conseguiu sobreviver” e, hoje, “estarmos a qui a festejar 89 anos”. Continuando a desenvolver “um importante papel social” na comunidade.
E a festa começou com a actuação de um grupo de “Amigos do Penalvense”, formado por elementos oriundos de vários grupos que se juntaram para abraçar o Penalvense.
Começaram o com a canção «Rio Azul» que celebra Setúbal, cantaram o Alentejo, recordando que muitos, presentes nesta sala, e no palco, “um dia deixaram os campos e vieram para uma zona onde havia trabalho”.
O Grupo «Amigos do Penalvense» marcou com alegria e calor humano a abertura da sessão solene, animando e motivando os presentes a cantar e aplaudir.

Legalização das instalações dentro de semanas

A Mesa que presidiu à sessão Solene contou com a presença de Arsénio Perira, Sócio nº 3; António Pires, Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Manuel Batista, Presidente da Direcção; Isabel Ferreira, Presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca e Rui Braga, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Composta a Mesa, escutou-se o Hino da Confederação das Colectividades de Cultura e Recreio.
António Pires, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, abriu as intervenções da Sessão Evocativa dos 89 anos de vida.
Recordou que no dia 10 de Novembro de 2000, ardeu a antiga sede do clube, e, no ano 2002, Emidio Xavier, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, prometeu o terreno para uma nova sede, onde hoje estão localizadas as novas instalações, terreno que integrava o território da Mata da Machada.
Em 2003, já existiam projectos, e, em 2004, confirmou-se a cedência do terreno. Em 2005, arrancou a obra, que seria inaugura no ano de 2008, embora inacabada.
Em 2017, arrancou a fase de legalização das instalações, salientou António Pires, situação que ainda está por concluir, por essa razão, o dirigente do órgão máximo da colectividade, interrogou Rui Braga, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, se neste ano 2021 – “Há alguma novidade?”
Na sua intervenção o autarca referiu que sobre o alvará e a legalização – “não há problemas”, porque apenas “faltam uns detalhes”, e, salientou que dentro de semanas a situação está resolvida e poderá marcar-se uma iniciativa para celebrar a assinatura do Alvará.

A razão de existir da associação são os associados

Manuel Batista, Presidente da Direcção, salientou que ao longo dos seus 89 anos o Penalvense viveu tempos difíceis, mas soube sempre adaptar-se, tal como aconteceu nos últimos tempos perante as dificuldades causadas pela pandemia.
Salientou que, apesar de todas as dificuldades, “nunca descuramos o que é o associativismo no seio da comunidade”, por essa razão o objectivo foi sempre fazer mais e melhor, quer no plano financeiro, quer no plano social, “fazer tudo com os pés assentes no chão”.
Referiu que a razão de existir da associação “são os associados”, por isso o incentivo que os dirigentes recebem das actividades que promovem é contarem sempre com o contributo dos associados.
Sublinhou que o Recreativo Penalvense, é uma referência na freguesia e para as comunidades vizinhas.

Uma causa nobre de grandes valores e princípios

O presidente da Direcção, agradeceu os contributos da Câmara Municipal do Barreiro – “que nos tem ajudado nesta fase difícil”, da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca, e, da Associação de Colectividades e Clubes do Barreiro, pela sua cooperação.
“O associativismo é uma causa nobre de grandes valores e princípios”, disse, acrescentando que o associativismo contribui para o desenvolvimento da economia social, para o bem estar comum, e, para valorizar e promover a cidadania.
Recordou a importância do trabalho voluntário e abnegado dos dirigentes, que ao longo dos anos construíram a vida da colectividade, homens e mulheres, que preservaram a sua história, “uma história que podemos orgulhar-nos”, afirmou.
Salientou que os dirigentes não são eternos, “é preciso gente nova, com vontade de servir”, mas, que não usem o associativismo como “uma oportunidade de se servir”.
“Não deixem que alguém use o associativismo em benefício próprio”, disse.

Se não fossem as colectividades que seria destas comunidades

Após a saudação de diversos dirigentes, nomeadamente, do União de Coina, do 1º de Agosto Paivense e da associação do Fidalguinhos, usou a palavra Isabel Ferreira, presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca, sublinhando que o Penalvense, sendo uma colectividade com 89 anos, não é uma colectividade velha, é uma colectividade jovem.
A autarca referiu a importância da colectividades na freguesia, expressando o seu orgulho pelo seu movimento associativo, com destaque para o Penalvense e a associação do Bairro da Liberdade, por serem zonas distantes da zona urbana – “se não fossem as colectividades que seria destas comunidades”. Saudou o presidente da direcção do Recreativo Penalvense como “um líder”.

O movimento associativo tem futuro

Rui Braga, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, encerrou a sessão, referiu como “uma vitória de uma comunidade” estarmos de novo juntos, numa acção presencial.
Recordou que os dias de pandemia tivemos todos que nos adaptar – “é um privilégio estar junto de todos”, disse.
O autarca salientou que o concelho do Barreiro tem “um associativismo vincado, faz parte de nós”, por essa razão, disse, apesar de alguns anunciarem a “morte do associativismo”, ele, “não vai morrer”, porque vai tendo capacidade de se adaptar, mesmo as novas tecnologias – “o movimento associativo tem futuro”.

Após a sessão solene seguiu-se o corte do Bolo de Aniversário, cantou-se os parabéns, festejou-se e conviveu-se, numa sala repleta de associados.

S.P.

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15.11.2021 - 16:52

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