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reportagem

Escola Superior de Tecnologia do Barreiro
Engenharia Civil - aposta na formação de excelência

Escola Superior de Tecnologia do Barreiro<br>
Engenharia Civil - aposta na formação de excelência . Engenharia Civil – tem que existir permanente ponte entre as escolas e as empresas

No âmbito das actividades dinamizadas pelo Instituto Politécnico de Setúbal para assinalar a Semana da Ciência e da Tecnologia, no Laboratório de Engenharia Civil da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, decorreu um debate tendo como tema: «O futuro da Engenharia Civil em Portugal».

Na abertura Pedro Dominguinhos, Presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, sublinhou que a Europa e Portugal, têm dois desafios no futuro próximo – a aposta numa Europa mais verde, e, a aposta numa Europa mais digital, estes desafios vão enquadrar o futuro, no qual as empresas portuguesas vão ser cada vez mais globais e internacionalizadas.
Outra dimensão, disse, são os desafios da multiculturalidade, de troca de experiências, envolvendo-se projectos de interacção da academia com as empresas.

A reabilitação urbana e a construção.


O Presidente do Colégio de Engenharia Civil da Zona Sul, Engenheiro Fernando da Silva Pinho,
Referiu que a área da engenharia civil tem duas grandes áreas de intervenção – a reabilitação urbana e a construção.
No que diz respeito à reabilitação urbana salientou a importância de ser preservar o património edificado.
Recordou que vai ser necessário ter atenção à reabilitação das estruturas de betão armado, que estão na casa dos 50 anos, que foram implementadas nos anos 70, e como todas as estruturas é fundamental avaliar a sua resistência, porque vivemos num país onde existe o risco de ocorrência de sismos.
Alertou para necessidade de conhecimentos que introduzam novas metodologias de planeamento e elaboração de projectos.
Abordou ainda aspectos relacionados com a sustentabilidade que exige a introdução de novos materiais de construção, com base em preocupações ambientais.

Formação não se pode desligar das garantias de segurança

Sobre matérias da actualidade da profissão, referiu a importância e o papel das ordens na regularização e a relação com as autarquias para estudar essa regularização e dar garantias à qualidade profissional.
Sobre a formação académica defendeu que devia ser de 5 anos e não ficar pelos 3 anos, previstos no Acordo de Bolonha, porque a formação não se pode desligar das garantias de segurança.
Licenciatura e Mestrado na sua opinião deviam ser a meta do ciclo de formação.

Permanente ponte entre as escolas e as empresas

Na troca de opiniões sobre este tópico foi referida a importância da formação ao longo da vida, e que a formação de engenharia civil não se faz nem em três, nem em cinco anos, mas deve ter continuidade nas empresas e deve existir uma aprendizagem ao longo da vida.
Tem que existir uma permanente ponte entre as escolas e as empresas, disse Miguel Boavida, Administrador da Mota-Engil.

Criar especializações que respondam às novas necessidades

No debate foi referido, por Pedro Andrade, Director Internacional do Grupo Casais que a industrialização da construção civil veio para ficar, por isso tem haver capacidade de adaptação.
Alertou que vamos viver um tempo que vão existir fortes investimentos nas áreas da construção civil, desde as linhas férreas, da habitação social, da energia, por isso, considerou que é importante criar especializações que respondam às novas necessidades, para que se aproveitem os ciclos de fortes investimentos.

Apostar na formação de excelência

Cristina Pereira, Coordenadora do Curso de Licenciatura em Engenharia Civil da EST Barreiro, sublinhou que a Academia tem que apostar na formação de excelência, porque é esta formação de excelência, com base num plano de estudos actuais que faz – “a nossa diferenciação”
Referiu que um licenciado, um engenheiro civil, é uma agente de mudança, que se integra no mundo do trabalho de hoje e do futuro.
Afirmou que a sociedade tem que reconhecer e valorizar o Engenheiro Civil, nas suas competências e níveis de intervenção.

Cinco anos de formação

Foi um debate sobre o futuro da engenharia civil, um debate que lançou sementes, abriu pistas de reflexão e deixou ideias concretas para aprofundar – a relação entre a academia e as empresas.
Não estamos a formar super-homens

Pedro Dominguinhos. Presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, no encerramento do debate salientou que é preciso apostar na aprendizagem ao longo da vida.
Recordou que só 10% dos trabalhadores portugueses tem acesso a acções de formação.
O Presidente do IPS, considerou essencial trazer para os Cursos competências e não depauperar aos cursos competências e alertou que não é possível criar várias licenciaturas especializadas, e, defendeu ser necessário trabalhar competências, para que não falte mão de obra qualificada, esse, afinal, pode ser o problema do futuro, sublinhou.

S.P.

23.11.2021 - 22:50

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