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Arranca no Barreiro «Dignipédia Global» projecto de âmbito nacional
Em Portugal «não existia uma ferramenta de sistematização dos Direitos Humanos»

Arranca no Barreiro «Dignipédia Global» projecto de âmbito nacional<br />
Em Portugal «não  existia uma ferramenta de sistematização dos Direitos Humanos» Manuela Espadinha, Directora do Agrupamento de Escolas de Santo António, na sessão de abertura da apresentação do projecto Dignipédia salientou que a escola é terreno fértil para trabalhar os Direitos Humanos.

José Eduardo Franco, da Universidade Aberta, salientou que esta iniciativa – Dignipédia – é um trabalho que visa ligar os Direitos Humanos aos ideais de Dignidade – “um projecto de construção de uma sociedade digna”.

Hoje à tarde, na Escola Secundária de Santo António, no concelho do Barreiro decorreu a Sessão de Apresentação da Dignipédia Global, um projecto que quer preencher uma lacuna na área dos Direitos Humanos, em Portugal.
“Não existia um dicionário de Direitos Humanos feito de raiz”, salientou Susana Alves Jesus, a barreirense dinamizadora do projecto, acrescentando que “não existia uma ferramenta de sistematização dos Direitos Humanos” que fosse “acessível em sala de aula”, em actividades de formação de Direitos Humanos.
A Dignipédia Global é um projecto que visa a sistematização do conhecimento, onde serão proporcionadas matérias sínteses sobre Direitos Humanos, contribuindo para democratizar conhecimentos e para a construção da democracia.
Susana Alves sublinhou que este projecto tem duas dinâmicas a criação do «Dicionário Global dos Direitos Humanos», que será desenvolvido pela Academia, e, o «Dicionário Infanto – Juvenil dos Direitos Humanos» que será o resultado das dinâmicas com as escolas, envolvendo grupos de trabalho de professores e alunos na sua construção, visando – “sistematizar conhecimentos para uso em sala de aula”, quer “sistematizando conhecimentos sobre direitos humanos”, quer “clarificando conceitos”.

Um projecto de âmbito nacional

“É urgente agir para os direitos humanos”, defendeu Susana Alves, e este projecto visa esse agir – “pensar, reflectir” sobre os Direitos Humanos, para “depois agir”, com uma estratégia dirigida a um público alvo as crianças e jovens em formação escolar.
Referiu que no final do projecto nascerá uma «Plataforma Digital» para que os conteúdos de todo o projecto da Dignipédia possam ficar disponíveis.
Salientou Susana Alves, que este é um projecto de âmbito nacional que conta com diversos parceiros, nomeadamente o Centro de Estudos Globais da Universidade Aberta e a Universidade do Minho.
Acrescentou que um projecto é uma ideia que se constrói com pessoas.

Uma sociedade para se afirmar precisa de uma profunda cultura civica

Paula Carreira, do Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Mário Antunes, entidade parceira do projecto Dignipédia, afirmou que o Instituto assumiu este projecto “como missão que se enquadra nos nossos ideais”.
“Uma sociedade para se afirmar precisa de uma profunda cultura civica”, disse.

Respeito por todas as diferenças

Diogo Figueredo, do projecto Cidadania Activa, da Fundação Calouste Gulbenkian, parceiro do projecto Dignipédia, referiu que o Projecto «Cidadania Activa» visa contribuir para fortalecer a sociedade civil, apoiar grupos que valorizem práticas democráticas e respeito por todas as diferenças, no respeito pelos Direitos Humanos, vertentes que estão presentes neste projecto com o objectivo de sensibilizar a comunidade escolar para a importância dos Direitos Humanos.

Uma escola feita de emoção e afectos

Manuela Espadinha, Dirtectora do Agrupamento de Escolas de Santo António, na sessão de abertura, salientou que a escola é terreno fértil para trabalhar os Direitos Humanos, sendo um espaço onde se cresce como pessoas que olham as diferenças enquanto riqueza, que se constituem como boas práticas pedagógicas sobre os Direitos Humanos, uma escola feita de emoção e afectos.

Um projecto de construção de uma sociedade digna

José Eduardo Franco, da Universidade Aberta, salientou que esta iniciativa – Dignipédia - marca o começo de dois anos de trabalho, que será um contributo – “uma gota de água – para aprofundar os Direitos Humanos, para aproximar a comunidade da escola.
Um trabalho que visa ligar os Direitos Humanos aos ideais de Dignidade – “um projecto de construção de uma sociedade digna”.
Salientou que este projecto deverá conhecer, aprofundar e viver os Direitos Humanos – “fazendo aprendendo e aprendendo fazendo”.
“Este é um projecto de coesão nacional”, disse.

No decorrer desta sessão foi feita uma conferência pelo filosofo Viriato Soromenho Marques, tendo como tema - Os direitos humanos - balizas e presupostos, abordando a temática do temo da modernidade aos tempos actuais. Publicaremos um trabalho sobre esta conferência, de grande riqueza e actualidade - "um mundo sem direitos humanos é um mundo onde somos todos náufragos", sublinhou.
S.P.

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24.11.2021 - 21:37

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