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reportagem

Vereadora Arlete Cruz, da Câmara Municipal do Barreiro
«A violência é uma ameaça constante para as nossas crianças e jovens»

Vereadora Arlete Cruz, da Câmara Municipal do Barreiro<br />
«A violência é uma ameaça constante para as nossas crianças e jovens» . No ano 2020, a idade média de crianças abusadas sexualmente era 10 anos de idade

Arlete Cruz, Vereadora da Câmara Municipal do Barreoro, hoje à tarde, no Auditório da Escola Secundária de Santo André, na abertura do Encontro/Ação Formativa subordinada ao tema: «A criança e o jovem em contextos de violência doméstica - Uma abordagem integrada», sublinhou que a violência doméstica – “é transversal a todas as classes sociais”.

O Encontro/Ação Formativa foi promovido pela CPCJ do Barreiro, no âmbito das acções dinamizadas no mês de Abril, o qual é ao nível internacional anualmente celebrado como o «Mês da prevenção aos maus-tratos na infância».
Este Encontro - formação foi aberto à comunidade e teve como temática: «A criança e o jovem em contextos de violência doméstica - Uma abordagem integrada”, tendo sido orador, o procurador João Pires da SEIVD Lisboa – Polo Seixal - Secção Especializada Integrada de Violência Doméstica (SEIVD)..

Mês de Abril celebra – Prevenção dos Maus-tratos na Infância

Na abertura, Arlete Cruz, Vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, que tem a responsabilidade do Pelouro da CPCJ – Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, sublinhou a importância deste encontro com a finalidade de abordar a temática da violência doméstica, particularmente, sobre as crianças e jovens, assunto que “preocupa todos os que aqui estão presentes e que, diariamente, trabalham com esta franja da população”.
A autarca referiu que este evento é realizado no âmbito das comemorações dos 25 anos da CPCJ do Barreiro e nas acções que visam assinalar o Mês de Abril, que, disse, desde o ano 1989, quando a americana Bonnie Finney, amarrou uma fita azul na antena do seu carro, em homenagem a seu neto, vítima mortal de maus-tratos, desde então, esse gesto simbólico alertou para esta temática da violência e maus-tratos sobre a crianças, transformando o Mês de Abril como aquele que celebra – “Prevenção dos Maus-tratos na Infância, referiu Arlete Cruz.

Azul da cor das fitas simboliza a cor das lesões

Recordou a autarca que o azul da cor das fitas, para Bonnie, simbolizava a “cor das lesões”, sendo essa cor o leit-motiv desta batalha, em memória daqueles que morreram ou são vitimas de abuso infantil, assim como fortalecer as comunidades nos esforços que são necessários desenvolver para prevenir o abuso infantil e a negligência.
Arlete Cruz, saudou a CPCJ do Barreiro pela iniciativa de colocar fitas azuis no seu edifício, bem como a sua iluminação nocturna, que se estendeu aos Paços do Concelho, e também a decoração de montras em algumas lojas no Barreiro, unindo esforços nesta caminhada contra a violência e os maus-tratos infantis.

Os números são preocupantes

A vereadora responsável pelo pelouro da CPCJ, sublinhou que “os números são preocupantes”, referiu que “a violência não educa comportamentos e que é transversal a todas as classes sociais”.
Sublinhou que nem todas as crianças têm as mesmas oportunidades de crescer em paz e segurança”, e alertou para as situações de risco, nomeadamente, para crianças e jovens em situações de pobreza.
“A violência é uma ameaça constante para as nossas crianças e jovens”, salientou Arlete Cruz.
Recordou que as estatísticas assinalam milhares de crianças em situação de risco de maus-tratos, sinalizadas em Hospitais e Centros de Saúde.

Cerca de 1600 crianças vitimas de abusos sexuais

“Os números são assustadores quando sabemos que a APAV, nos últimos cinco anos, apoiou cerca de 1600 crianças, em termos de abusos sexuais”, disse Arlete Cruz.
Recordou que no ano 2020, a idade média de crianças abusadas era 10 anos de idade, e, no ano 2021, eram os 11 anos de idade, sobretudo no género feminino, sendo as vitimas de maior incidência as crianças do 1º e 2º ciclos de escolaridade.
“Os crimes de violência doméstica rondam os 72,6% em 2020. Espera-nos um árduo trabalho, enquanto cidadãos para que esta situação se reverta”, sublinhou a vereadora responsável pelo Pelouro da CPCJ.

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20.04.2022 - 19:13

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