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PSD Barreiro promoveu «Tertúlias da Liberdade
Um polo industrial que está a transformar-se num dormitório

PSD Barreiro promoveu «Tertúlias da Liberdade<br />
Um polo industrial que está a transformar-se num dormitório . Paulo Ribeiro, líder distrital de Setúbal do PSD, afirmou que o- Barreiro perdeu ao não eleger Bruno Vitorino

O PSD Barreiro promoveu o ciclo de debates - «Tertúlias da Liberdade», que foram realizadas no salão da SDUB «Os Franceses».
Na última tertúlia o tema em reflexão foi em torno das novas tecnologias, as transformações digitais e a sua influência na construção dos modelos de cidades do futuro.

A abrir a sessão Isabel Gomes da Silva, da SDUB «Os Franceses» sublinhou a colectividade é uma casa da democracia e que o “associativismo só faz sentido de porta aberta para todos”.

Barreiro perdeu ao não eleger Bruno Vitorino

Paulo Ribeiro, líder distrital do PSD, salientou que “vale a pena vir ao Barreiro” e aqui “ver o que o PSD tem feito nos últimos anos”.
Na sua breve intervenção dirigiu uma saudação a Bruno Vitorino e lamentou que não tenha sido eleito para o executivo municipal – “o Barreiro perdeu com isso de não ter a voz do PSD na Câmara Municipal do Barreiro”, disse.
Paulo Ribeiro deixou o repto de o PSD Mudar o distrito de Setúbal e dar o seu contributo para se viver na margem sul.
O debate foi moderado por Luis Tavares Bravo, líder do PSD Barreiro, que referiu a importância de se falar sobre as cidades do futuro, pensar no que está a acontecer com a revolução digital que a pandemia veio acelerar.

É essencial para o país que as áreas metropolitanas cresçam

A primeira intervenção foi de Miguel Pinto Luz, Vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, que começou por afirmar que ser do PSD em Cascais é fácil, mas é difícil ser do PSD no Barreiro e na margem sul.
Alertou para o facto de o PSD estar a perder eleitores nas áreas metropolitanas e a perder grandes cidades.
Recordou que o orçamento da Câmara de Cascais na ordem dos 310 milhões de euros, permite-lhe fazer coisas que o Barreiro não pode com um orçamento de 74 milhões de euros.
Referiu que as mudanças no concelho de Cascais foram possíveis pelas opções tomadas, contrárias à gestão anterior do PS, que tinha uma agenda ideológica, uma agenda de nivelar por baixo.
No decorrer da sua intervenção salientou que as mudanças que se registaram no concelho de Cascais resultaram da existência de um modelo estratégico de desenvolvimento do concelho e de uma visão que o concelho não estava isolado, por essa razão, enquanto o concelho de Oeiras, tinha uma estratégia de desenvolvimento com base na atração de empresas, reforçando as suas capacidades orçamentais a partir do crescimento da Derrama, em Cascais, a opção de reforço foi através do aumento do IMI e IMT, os dois concelhos vizinhos completavam-se Oeiras para trabalhar com qualidade, Cascais para viver com qualidade.
No que diz respeito às novas tecnologias e a práticas digitais, salientou a pandemia do COVID foi um acelerador da transformação, foi um tempo de urgência que obrigou a mudar processos.
Temos que olhar para as tecnologias como uma garantia de melhoria da qualidade de vida.
Por outro lado, defendeu que a AML precisa de crescer – “é essencial para o país que as áreas metropolitanas cresçam”.

Um polo industrial que está a transformar-se num dormitório

Mónica Ferreira, docente do ISCTE, referiu que a sociedade digital não é ficção, está presente no nosso quotidiano, estamos em permanente conexão, somos mais informados, existem ligações tecnológicas presentes – “as tecnologias hoje em dia são uma realidade, não são uma ficção”.
Estamos a viver uma revolução digital, a maior parte da população vive em zonas inteligentes, as smart cities, as cidades inteligentes, são uma realidade, por essa razão, sublinhou a responsabilidade das autarquias de educar as pessoas para as novas tecnologias.
Sobre o Barreiro, considerou que é um concelho que tem recursos naturais, para ser uma melhor cidade para viver e para o turismo, mas, disse “é confrangedor” porque não consegue transformar-se numa cidade inteligente, fazem rotundas, e, sublinhou que é preciso força de vontade para fazer mudança.
Recordou que o Barreiro foi um polo industrial de referência, que está a transformar-se num dormitório.

Agora estão a voltar as barracas

Bruno Vitorino, ex- vereador da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou o trabalho social que é realizado pela Câmara Municipal de Cascais, uma Câmara social democrata, enquanto nós aqui somos rotulados de fascistas.
Recordou que no concelho do Barreiro, foi realizado o programa PER, que acabou com as barracas – “agora estão a voltar as barracas”, ainda temos AUGI’S e somos o único concelho que perdeu população.
“As questões ideológicas têm muito ligação com os nossos atrasos estruturais”, disse.
Bruno Vitorino considerou que não existe uma estratégia de desenvolvimento para o concelho.
“Há muita ideologia que não ajuda” e deu o exemplo dos “preconceitos ideológicos” que impediram a colocação de câmara de vigilância no concelho.
Referiu que fala-se na cidade dos 15 minutos, e com ironia disse que o Barreiro é um bom exemplo de cidade de 15 minutos – são 15 minutos a pé até ao autocarro, são 15 minutos à espera do autocarro, são 15 minutos à espera de outro autocarro, porque o primeiro vinha cheio, são 15 minutos…”é uma vergonha”.

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13.05.2022 - 00:40

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