reportagem

BARREIRO – 100 ANOS DE AUGUSTO CABRITA
EXPOSIÇÃO «UM OLHAR INÉDITO» com curadoria de Augusto António Cabrita
. Dignificar a obra do Mestre

BARREIRO – 100 ANOS DE AUGUSTO CABRITA<br>
EXPOSIÇÃO «UM OLHAR INÉDITO» com curadoria de Augusto António Cabrita<br>
. Dignificar a obra do Mestre . Augusto Cabrita é também um cineasta.

No âmbito da celebração do centenário do nascimento do Mestre Augusto Cabrita foi inaugurada, no AMAC – Auditório Municipal Augusto Cabrita, uma exposição com mais de 130 fotografias, na sua grande maioria inéditas, agora divulgadas fruto de um imenso trabalho de pesquisa do espólio, realizado pelo seu neto e pelo seu filho, que deram as mãos para, neste centenário, dar a conhecer a diversidade de visões da obra fotográfica do Mestre Augusto Cabrita.

Augusto António Cabrita, neto do Mestre, sublinhou que esta exposição “deu muito trabalho à família”.
Referiu que ele próprio antes de selecionar estas 130 fotografias – “conhecia 5 ou 6, portanto, para mim foi uma grande honra fazer o trabalho de investigação do espólio do meu avô, e perceber que o seu trabalho polissémico”.

Dignificar a obra de Augusto Cabrita

“Esta exposição foi pensada por mim e pelo meu pai”, disse acrescentando – “ele esteve sempre ao meu lado neste processo”.
Recordou que desde que arrancou a celebração do centenário com uma sessão no Cine Clube do Barreiro – “ nós, viramo-nos um para o outro e dissemos – temos uma oportunidade de ouro para dignificar a obra de Augusto Cabrita e não vamos fazer igual àquilo que tem vindo a ser feito.”

Promover um olhar inédito

“Vamos, efectivamente, promover um olhar inédito. O olhar inédito, que intitula esta exposição, não é o olhar de Augusto Cabrita”, disse Augusto António Cabrita.
Referiu que a exposição “não é o olhar do fotógrafo que é inédito, é o olhar de todos nós” que, após a viagem pela obras expostas “vamos sair daqui, efectivamente, com uma nova visão” da obra de Augusto Cabrita.
“Eu sempre disse desde o início o objectivo é criar novas linhas de interpretação e debate da obra de Augusto Cabrita. Porque, durante muitos anos, as fotografias que eram exibidas a título póstumo, foram fotografias sobretudo dos anos 50, com elevada composição geométrica”, nomeadamente, fotos fluviais e industriais. referiu o Curador da exposição.

Augusto Cabrita é também um cineasta.

“Augusto Cabrita é muito mais do que isso e não só na fotografia. Augusto Cabrita é também um cineasta.
Sou um grande admirador do seu trabalho fotográfico, mas quando conheci as suas curtas metragens, de cinema de autor, muitas vezes um cinema experimental, que se afasta do realismo social , um cinema totalmente experimental e desconstrutivo, apaixonei-me efectivamente pela imagem em movimento de Augusto Cabrita.
Sou um confesso fã da dimensão fotográfica, mas gosto, tão, ou mais do seu cinema.”, afirmou Augusto António Cabrita.
“Aliás, em confissão ao seu próprio filho, há várias décadas atrás, disse: as pessoas às vezes dizem que eu sou fotógrafo , mas, eu considero-me mais um cineasta que um fotógrafo”, recordou o neto do Mestre.

RTP página para assinalar centenário do Mestre

Divulgou que a RTP, recentemente, dedicou uma página para assinalar o centenário do Mestre Augusto Cabrita, através da qual é possível ver vários filmes, nomeadamente e sobretudo as suas curtas metragens.
Recordou ainda que Augusto Cabrita, como cineasta, foi mais conhecido como director de fotografia de filmes como “Belarmino”~e “Catembe”, entre outros.
“Tenhamos consciência que este homem não foi um fotógrafo, foi um fotógrafo e um cineasta”, salientou o Curador da exposição.

Obra não se pode resumir a uma estética totalizante<

Na exposição Augusto Cabrita «UM OLHAR INÉDITO», referiu que estão patentes “fotografias de vária ordem, desde o fotojornalismo, guia documental de viagens, de personalidades da culturas nacionais e internacionais, fotografia publicitária. Pouca gente conhece esse tipo de imagens.”
Salientou que o objectivo é actualizar Augusto Cabrita – “fazer jus aquilo que é a heterogeneidade da sua obra, que não se pode resumir a uma estética totalizante, não se pode nunca resumir a uma só geografia, e, que, é efectivamente uma obra completa, de alguém que começou no início dos anos 50 na fotografia, e, depois, se iniciou na televisão e no cinema”.

Diferentes linhas de interpretação

Afirmou que um objectivo visa a sensibilização, a novas entidades que queiram estudar a sua obra, e, que queiram apostar em publicações do Mestre.
“A exposição fala por si e, todos nós, vamos sair daqui com diferentes linhas de interpretação e ficar a conhecer melhor aquilo que é a completude do seu trabalho em fotografia”, afirmou Augusto António Cabrita.
A finalizar sublinhou que sem a Câmara Municipal do Barreiro esta exposição nunca teria tido lugar, expressando o agradecimento ao envolvimento da Divisão de Cultura, este é um trabalho, da família e de todos nós – “de dignificação da obra de Augusto Cabrita”.

20 anos do Auditório Augusto Cabrita

Sara Ferreira, Vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área cultural, recordou que, neste dia – 1 de Novembro – são assinalados os 20 anos da inauguração do Auditório Municipal Augusto Cabrita, que, actualmente consta entre os únicos dois. no país, que a quem foi atribuído a dupla credenciação de Selo da Rede Portuguesa de Teatro e cineteatro e Selo da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.
Agradeceu o trabalho da equipa de trabalhadores da autarquia que contribuem para que o AMAC seja um polo “para trazer cultura ao Barreiro e aos barreirenses”.

Augusto Cabrita é “uma marca do nosso Barreiro”

Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que para estarmos, hoje, aqui, a celebrar os 20 anos do Auditório Municipal Augusto Cabrita, isso só é possível devido ao trabalho de dois anteriores presidentes de Câmara Pedro Canário (CDU) e Emidio Xavier (PS), este presente na cerimónia.
“São duas pessoas que nos possibilitam estar hoje aqui a ver esta exposição”, disse.
O edil referiu que – “esta exposição vai ter um condão de fazer chegar a obra do Mestre a muito mais gente que se habitou a ouvir o seu nome”, que, disse - “está espalhado pelo nosso território”.
Referiu que a exposição vai permitir um novo olhar e vai ao encontro do “nosso imaginário”, esta dimensão é fundamental para “inspiração para as novas gerações”.
Augusto Cabrita está presente no nosso dia a dia, ele hoje, está cheio de orgulho na exposição que vai trazer coisas novas para todos, cheio de orgulho no trabalho que a família fez, de forma silenciosa.
Cheio de orgulho pelo curador que encarna de alma e coração este espirito da arte.”, disse Frederico Rosa.
O edil salientou que Augusto Cabrita é “uma marca do nosso Barreiro”.

António Sousa Pereira

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03.11.2023 - 15:37

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