reportagem
Website «Barreiro, a Cidade dos Arquivos
“O web site vai-nos abrir para o mundo», afirmou José Pacheco Pereira
Hoje, pela manhã, no Museu Industrial do Arco Ribeirinho Sul, decorreu uma sessão de apresentação do website «Barreiro, a Cidade dos Arquivos». O historiador José Pacheco Pereira, salientou a importância do novo web site, como instrumento para dar ao conceito «cidade dos arquivos», uma dimensão nacional e internacional.
Na sua opinião é fundamental não olhar para este projceto e a sua diversidade de arquivos, não só ao nível do Barreiro, mas reconhecer a sua importância nacional e até de relevância internacional.
José Pacheco Pereira, reconhecido como o criador do conceito «cidade dos arquivos» salientou como este é um projecto que demonstra ser possível reunir um esforço, de uma massa critica significativa, que ainda pode aumentar, a qual pode conjuntamente funcionar como um polo de conhecimento e, ao mesmo tempo, contribuir para uma pedagogia da memória.
«Cidade dos arquivos» é fundamental não se limitar ao Barreiro.
O historiador considerou de é relevante que este projecto «cidade dos arquivos», se tenha desenvolvido no Barreiro. Um conceito único que, na sua opinião deve ser explorado, sendo fundamental não se limitar ao Barreiro.
“O Barreiro é uma cidade densa de história, uma cidade que foi muito importante para a história empresarial, para a história da inovação industrial, para a história das lutas sociais, para a história da oposição à ditadura, de, isso significa que independentemente das mudanças de gerações é uma memória forte e que provavelmente funcionará para atrair outros arquivos e outras experiências para a cidade do Barreiro”, disse.
Contribuir para a história nacional
José Pacheco Pereira, salientou a importância do novo web site, como instrumento que pode contribuir para dar ao conceito «cidade dos arquivos», uma dimensão que pode contribuir para a história nacional.
Neste contexto referiu o contributo que pode ser dado pelos diferentes arquivos existentes no Parque do Arco Ribeirinho Sul, no Barreiro.
No caso do arquivo da Fundação Amélia de Mello, pode ser consultado o espólio da grande experiência industrial do século XX que foi a CUF.
“Não se pode estudar a indústria em Portugal, nem se pode estudar o processo de inovação empresarial em Portugal, no século XX, sem estudar a CUF”, disse.
Conhecer a densidade histórica da cidade
No caso da história do Barreiro, pode ser conhecida e está patente do Espaço Memória, permite conhecer a densidade histórica da cidade.
O arquivo do Porto de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, permite conhecer a memória dos portos que é fundamental para perceber a economia do país e muitos aspectos sociais.
O arquivo CHAPAS, um arquivo que proporciona um encontro com a história dos seguros, a história económica e empresarial do país, por exemplo as formas como evoluiu a publicidade.
Envolvimento projecto de diversos parceiros
Recordou ainda a importância do Museu Industrial, onde é possível ligar máquinas e escutar os sons da fábrica, conhecer as matérias dos laboratórios da CUF, ou, a presença feminina nos têxteis.
Na sua intervenção o responsável do arquivo Ephemera, também integrante da «cidade dios arquivos» referiu o envolvimento neste projecto de diversos parceiros como a Out.ra, Associação Cultural, que desenvolveu um imenso trabalho de recolha de sons de espaços da cidade.
Referiu ainda a presença da ADAO - Associação de Desenvolvimento de Artes e Ofícios, a Banda D´Além – Adega, a Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, a Escola Profissional Bento Jesus Caraça, o Coletivo SPA, e, a PADA Studios.
Necessidade de adquirir uma dimensão nacional.
“O web site vai-nos abrir para o mundo. Isto é só o princípio”, disse José Pacheco Pereira.
O web site vai permitir o acesso às bases de dados e aios arquivos da cidade dos arquivos, permitindo acesso a informação que facilita a investigação do espólio disponível
Na sua opinião, é importante que o novo web site ajude a fazer a projecção da «cidade dos arquivos», que não se limita ao Barreiro, apontando a necessidade de adquirir uma dimensão nacional.
O historiador sublinhou a “enorme diversidade” existente nos arquivos da «cidade dos arquivos» - “isso é um bem”.
A memória é um elemento fundamental para a democracia
A finalizar, José Pacheco Pereira, sublinhou o papel da memória, fundamental “para garantir a nossa independência, não é propriamente a nossa independência económica e a nossa sustentabilidade, é a nossa independência de cabeça, a nossa independência de perceber que a memória é muitas vezes incómoda para o presente. Não a deixarmos de a registar e de a mostrar.”,
“A memória é um elemento fundamental para a democracia. Quem trabalha com a mem´´oria está a trabalhar em favor da democracia. E nós, neste momento da democracia frágil, sempre foi frágil, Mas, neste momento, é ainda mais frágil. E uma das razões para preservar a nossa memória colectiva , seja a memória das empresas, seja a memória da informação tecnológica, seja a memória da vida comum, da vida familiar, da cidade, a preservação desse capital é fundamental para darmos conteúdo à democracia. E, hoje, a pedagogia da memória é um serviço directo à defesa e à consolidação da democracia”, afirmou o historiado.
Arquivos instalados no Parque do Barreiro são estruturas activas de conhecimento
Na abertura da sessão, Sara Oliveira Ribeiro, Presidente do Conselho de Administração da Arco Ribeirinho Sul, entidade que abriu o seu espaço, no Parque Empresarial do Barreiro para a instalação de diversos arquivos, sublinhou que a criação do web site será um contributo para que o projecto «cidade dos arquivos» não fique circunscrito a este espaço específico e, desta forma, tornar-se mais aberto e mais acessível.
“Os arquivos instalados no Parque Empresarial do Barreiro não são armazéns de papel”, pelo contrários “são estruturas activas de conhecimento”.
Na sua opinião não se limitam a permitir uma “leitura da memória”, mas, “são instrumentos para pensar o futuro, com maior responsabilidade”.
Sublinhou que o “novo espaço digital” contribui para a partilha dos conteúdos da “rede de conhecimento” que é a «cidade dos arquivos».
Um pojecto que nos orgulha. Gostamos que esteja no Barreiro
No encerramento da sessão, Sara Ferreira, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pelas áreas do Arquivo e Património, recordou a importância da «Cidade dos Arquivos», como “projecto únicp”, através do qual “todos somos parceiros”.
“É um pojecto que nos orgulha. Gostamos que esteja no Barreiro”, disse, recordando que tem seis anos de história e tem contribuído para preservar a “nossa história e a nossa identidade”.
19.02.2026 - 20:04
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