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«Bastardinho – O Ouro da Terra»
Recupera a memória de um vinho que marcou a identidade do Barreiro
. Um vinho valorizado e procurado, inclusive além-fronteiras.

«Bastardinho – O Ouro da Terra» <br>
Recupera a memória de um vinho que marcou a identidade do Barreiro <br>
. Um vinho valorizado e procurado, inclusive além-fronteiras. Entre memórias, tradição e património local, o Barreiro recupera a história de um dos símbolos da sua identidade vitivinícola. O livro «Bastardinho – O Ouro da Terra», de Virgílio Soares, convida a conhecer o percurso de um vinho que atravessou gerações e que continua ligado à história e à cultura da região.

A Biblioteca Municipal do Barreiro acolheu, no dia 26 de junho, a apresentação do livro “Bastardinho – O Ouro da Terra”, da autoria de Virgílio Soares. A sessão, realizada no Auditório Manuel Cabanas, reuniu participantes interessados em conhecer a história de um vinho profundamente ligado ao património vitivinícola do concelho e à memória coletiva da região.

Trabalho de investigação dedicado à preservação da memória vitivinícola local

A obra apresenta uma viagem pela história do vinho e da enologia do Barreiro, recuperando a importância da vinha no território e a ligação entre as comunidades locais e a produção vitivinícola. O livro centra-se no percurso do bastardinho, um vinho associado
sobretudo ao Lavradio, Barreiro e localidades envolventes, destacando o seu valor histórico, cultural e identitário.
Durante a apresentação, Virgílio Soares destacou que o bastardinho representa mais do que um vinho, assumindo-se como um elemento de ligação à história da região e às tradições que marcaram várias gerações. A obra resulta de um trabalho de investigação dedicado à preservação da memória vitivinícola local, reunindo informação histórica sobre a evolução da casta Bastardo e da produção deste vinho.

Um vinho valorizado e procurado, inclusive além-fronteiras.

O autor recordou a importância que a atividade vitícola teve no Barreiro, onde as vinhas fizeram parte da paisagem durante décadas e contribuíram para a economia e identidade das populações. O bastardinho destacou-se entre as produções da região, tendo sido um vinho valorizado e procurado, inclusive além-fronteiras.
A apresentação permitiu ainda refletir sobre o desaparecimento gradual das antigas vinhas, consequência das transformações industriais, urbanísticas e sociais que alteraram o território. Apesar do declínio da produção, a obra evidencia os atuais esforços de recuperação da casta e de valorização do bastardinho enquanto património cultural e enológico.

“Bastardinho – O Ouro da Terra” surge, assim, como um contributo para preservar uma parte significativa da história do Barreiro, valorizando a relação entre o vinho, a paisagem e as memórias de uma comunidade que continua a reconhecer neste património uma marca da sua identidade.

Sara Morgado

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30.06.2026 - 17:02

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