Conta Loios

reportagem

Comissão Executiva do PEDEPES - Setúbal
“É altura de ter uma visão estratégica de desenvolvimento do país e da região”

Comissão Executiva do PEDEPES - Setúbal <br>
“É altura de ter uma visão estratégica de desenvolvimento do país e da região” . Travessia rodo-ferroviária Chelas-Barreiro é fundamental para a criação da cidade de duas margens

. É necessário garantir a concretização da rede concessionada Almada-Seixal-Barreiro do MST – Metropolitano Sul do Tejo

Alfredo Monteiro, presidente da AMRS – Associação de Municípios da Região de Setúbal salientou, em conferência de imprensa que, na reunião que os representantes da região, realizaram com o Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações - “Manifestaram o desejo e a necessidade de serem chamados a intervir no processo de construção destas infra estruturas no quadro das opções de dimensão nacional, da estratégia da região e das competências dos municípios.”

António Capoulas, presidente da Direcção da AERSET – Associação Empresarial da Região de Setúbal, sublinhou que a Península de Setúbal pode ser “uma região âncora” que pode contribuir para o desenvolvimento do país – “este é um desafio muito importante em termos de organização, estando sempre abertos para aquilo que é o interesse regional e nacional”.

Eufrázio Filipe, Presidente da Região de Turismo Costa Azul, sublinhou que – “A partir do momento da construção do Aeroporto de Lisboa em Alcochete, definitivamente Lisboa jamais será os arredores do Distrito de Setúbal”.

Alfredo Monteiro, presidente da AMRS -Associação de Municípios da Região de Setúbal; Eufrázio Filipe, Presidente da Região de Turismo Costa Azul; António Capoulas, presidente da Direcção da AERSET – Associação Empresarial da Região de Setúbal; Maria Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal; Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, integraram a mesa da Conferência de Imprensa que decorreu, em Setúbal, no Hotel Esperança, tendo por objectivo divulgar uma declaração da Comissão Executiva do PEDEPES, subordinada ao tema “A Região de Setúbal, Mais Desenvolvimento, Melhor Futuro”, onde são referenciadas as conclusões da reunião com o ministro Mário Lino, sobre o Plano Estratégico de Desenvolvimento da Península de Setúbal – PEDEPES.

Plano Estratégico da península de Setúbal remonta a 2000

Alfredo Monteiro, presidente da AMRS, apresentou a declaração da Comissão Executiva do PEDEPES, onde se recorda que no ano 2000, por iniciativa da associação de municípios, deu-se inicio à elaboração do PEDEPES – Plano de Desenvolvimento Estratégico para o Desenvolvimento da Península de Setúbal, que sucedeu ao PIDDS – Plano Integrado de Desenvolvimento do Distrito de Setúbal, vindo da década 80.
Sublinhou que o PEDEPES “contou com a participação e o consenso de 239 entidades da região”.

Visão do PEDEPES antecedeu o QREN

Alfredo Monteiro, referiu que no PEDEPES, “antecedendo o QREN 2007-2013” afirmava-se que a península de Setúbal deveria eliminar a distância que a separava de Lisboa, “tornando-se mais competitiva” e assumindo um papel de relevo “no quadro da AML, do país e mesmo a nível internacional”.
Salientou que com a entrada em vigor do QREN e com a decisão do Governo de construir o novo aeroporto de Lisboa, no campo de tiro de Alcochete, assim como a nova travessia do Tejo Barreiro-Chelas – “importa voltar a olhar o trabalho já realizado e as perspectivas de futuro consensualizadas entre os Agentes da Região”.

Travessia rodo-ferroviária Chelas-Barreiro é fundamental

Sublinhou Alfredo Monteiro que, “num plano metropolitano, considera-se a travessia rodo-ferroviária Chelas-Barreiro como fundamental para a criação da cidade de duas margens conforme objectivo fixado no PROTAML”, acrescentando a necessidade de “estruturação do sistema de transportes”, referindo como prioritário – “a conclusão da IC32”, “o prolongamento da ER 10”, a “ponte rodoviária entre Seixal e Barreiro”, “as acessibilidades à Plataforma Logística do Poceiraão” e “o estudo das potencialidades das travessias fluviais do Tejo”.
Por outro lado, Alfredo Monteiro, sublinhou que “é necessário garantir a concretização da rede concessionada Almada-Seixal-Barreiro” do MST – Metropolitano Sul do Tejo.
O presidente da AMRS referiu que têm existido diversos contactos com membros do Governo, nomeadamente, no dia 22 de Janeiro, com o Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, sendo expresso o “acordo à localização do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro em Alcochete e à nova travessia do Tejo entre Barreiro e Chelas.

Transformar a AML numa cidade/região polinucleada

Alfredo Monteiro, salientou que na reunião com o Ministro os representantes da região - “Manifestaram o desejo e a necessidade de serem chamados a intervir no processo de construção destas infra estruturas no quadro das opções de dimensão nacional, da estratégia da região e das competências dos municípios.
Reafirmaram a necessidade de garantir um modelo de planeamento e ordenamento do território e desenvolvimento sustentável.
Propuseram que é necessário assegurar uma visão integrada do conjunto das acções que irão ser implementadas com vista a concretizar uma estratégia que vise transformar a AML numa cidade/região polinucleada em que o Tejo seja o elemento unificador requalificando a Península e o Distrito de Setúbal, promovendo a qualidade de vida das populações”.

Um modelo de articulação entre o Governo e a Região

No diálogo com os jornalistas, Alfredo Monteiro, sublinhou que na reunião com o Ministro Mário Lino, foi referida a necessidade de articulação de posições, sendo necessário encontrar “um modelo de articulação” de relação e “diálogo regular” entre o Governo e a região, “não apenas os municípios”, mas com “os agentes da região no seu conjunto, no quadro do trabalho que temos desenvolvido”, de forma a que seja garantida a “participação e o acompanhamento e a intervenção na decisão em cada um dos momentos”, visando a salvaguarda do “interesse nacional e o interesse da região”.

PEDEPES anunciava que desenvolvimento da região poderia integrar este tipo de solução

Sublinhou que é necessário “adaptar o PEDEPES a uma nova realidade”, mas, recordou que, no âmbito do PEDEPES, já se “anunciava que o desenvolvimento da região poderia integrar uma solução deste tipo”, nomeadamente a visão estratégica da terceira travessia do Tejo, já estava no PEDEPES, ou até mesmo o aeroporto.
Alfredo Monteiro, salientou que a Região de Setúbal deve responder aos desafios dos próximos anos, envolvendo todos os agentes, tendo como base de trabalho a experiência de acção conjunta entre os vários agentes que, referiu, vem do tempo do PIDDS e do PEDEPES.

Há um trabalho importante a fazer de concertação regional

António Capoulas, presidente da AERSET - Associação Empresarial da Região de Setúbal, salientou que “um plano estratégico nunca pode ser considerado um ponto de chegada, mas é um ponto de partida”, e considerou que sendo um “documento chave, uma base de trabalho, tem que ser aprofundado e adequado às circunstâncias, ao interesse regional e ao interesse nacional”.
Sublinhando que comungava da opinião do presidente da AMRS, que é necessário adequar "as soluções prioritárias e estratégicas”, referindo que, algumas dessas dimensões estão em curso, nomeadamente os novos eixos do Turismo e na visão da importância dos Portos, como “localização estratégica da frente atlântica e da Europa, no modelo de internacionalização que está em curso”.

Setúbal “uma região âncora” no desenvolvimento do país

António Capoulas, sublinhou que é necessário “manter esta concertação e adequar as soluções, tendo sempre presente o princípio do capital conseguido pela península de Setúbal, que nos diferenciou um pouco nesta discussão, da localização da infraestrutura aeroportuária”.
António Capoulas, sublinhou que a Península de Setúbal pode ser “uma região âncora” que pode contribuir para o desenvolvimento do país – “este é um desafio muito importante em termos de organização, estando sempre abertos para aquilo que é o interesse regional e nacional”.

Lisboa jamais será os arredores do Distrito de Setúbal

Eufrázio Filipe, Presidente da Região de Turismo Costa Azul, expressou a sua concordância com tudo o que foi dito e acrescentou – “A partir do momento da construção do Aeroporto de Lisboa em Alcochete, definitivamente Lisboa jamais será os arredores do Distrito de Setúbal”.

Valorizar as zonas ribeirinhas do Tejo

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que o que deve determinar a construção da terceira travessia Barreiro-Chelas é o interesse do país e da região e referiu que a ponte é essencial para a “requalificação da área ribeirinha sul”.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro considerou que a solução da ponte de ligação Barreiro-Montijo, na solução apontada pela construção da ligação Beato-Montijo, através de ponte, irá afectar as condições ambientais das margens ribeirinhas do Tejo – “nós defendemos é o aproveitamento do arco ribeirinho, no seu aproveitamento lúdico, ambiental e cultural, que será posto em causa com esta solução”
O autarca sublinhou a sua concordância com a proposta apresentada pelo Governo de construção da ponte Barreiro-Chelas, com as vertentes ferro-rodoviária.
Por outro lado, sublinhou a necessidade de ser construída a ponte Barreiro-Seixal, com a vertente rodoviária.
"Penso de dentro de muito pouco tempo, em vez de andarmos a discutir a localização da terceira ponte, estaremos a falar é da necessidade de uma quarta e da quinta travessia do Tejo" – sublinhou Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

Os problemas de mobilidade devem ser equacionados no contexto do desenvolvimento económico

António Capoulas, entretanto, acrescentou que, o “eixo da mobilidade não é o assunto principal”, na sua opinião, a questão principal é “o desenvolvimento económico e empresarial” e “a alteração do modelo” uma das razões principais do plano estratégico, sublinhando que as questões da mobilidade e das acessibilidades têm que ser vistas nesta óptica – “devem ser asseguradas as respostas na região de Lisboa que tem problemas a esse nível”, que sejam “coerentes com o modelo de desenvolvimento económico que está no terreno”, defendendo as soluções que apostem na valorização do transporte colectivo em detrimento do transporte individual.

O país levou muito tempo para ouvir-nos

Alfredo Monteiro, recordou os municípios de Setúbal têm “uma tradição de planeamento” desde 1990, e, como tal, estão preparados para receber e enquadrar diversas infraestruturas que sejam consideradas necessárias a “uma estratégia de desenvolvimento do país e da região”.
“O país levou muito tempo para ouvir-nos” – referiu o presidente da AMRS, recordando que “tem faltado investimento” e que o “país tem dado pouco à região” de Setúbal”.
Sublinhando, por outro lado, que a região de Setúbal tem “dado muito ao país” ao longo de décadas, nas grandes indústrias nacionais.
“É altura de reparar. É altura de ter uma visão estratégica de desenvolvimento do país e da região, que até agora não houve”- salientando que no estudo do LNEC, na opção do Aeroporto por Alcochete é referenciado que esta localização é essencial ao “desenvolvimento económico e social do país”, por que é uma opção de desconcentração, diferente da OTA que “era uma opção de concentração”.

S.P.

Foto : AMRS

BREVE REGISTO


24.1.2008 - 1:10

Imprimir   imprimir

PUB.

Pesquisar outras notícias no Google

Design: Rostos Design

Fotografia e Textos: Jornal Rostos.

Copyright © 2002-2021 Todos os direitos reservados.