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É urgente a normalidade das carreiras
Há estigmatização de trabalhadores devido a viverem no Barreiro e arredores

É urgente a normalidade das carreiras<br />
Há estigmatização de trabalhadores devido a viverem no Barreiro e arredores. Pontões e ancoradouros hoje não apresentam condições de responder às exigências das ligações fluviais

. Ausência de contratação de cerca de 30 trabalhadores em falta para as diferentes áreas da empresa

. Frota ficou reduzida com a venda do catamarã Augusto Gil

Não se pode suprimir barcos quando os utentes têm de regressar a casa e não há outras alternativas, a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos exige mais respeito pelos utentes. Os problemas diários a que os utentes da Soflusa têm sido submetidos desde há 3 anos a esta parte, e que se têm vindo a agravar, é profundamente desumano.

Em resposta aos comunicados que a Administração teima em enviar sobre as supressões das carreiras.

A Comissão de Utentes reuniu a 17 Maio com o Conselho de Administração da Soflusa, onde foi entregue um memorando das reivindicações dos utentes, saiu com a promessa que tudo seria feito para mitigar as situações de supressão de carreiras.

As principais causas ja apontadas são notórias a três níveis:

• Ao nível da frota, que ficou reduzida com a venda do catamarã Augusto Gil, e que tem carecido de um serviço de manutenção próprio que responda às necessidades do dia-a-dia e de um planeamento de manutenções mais profundas e completas que garantam a fiabilidade dos navios. É também urgente, sem mais adiamentos, o estabelecimento de um plano para aquisição de novas embarcações.

• Ao nível dos pontões e ancoradouros, que hoje não apresentam condições de responder às exigências das ligações fluviais. É revelador que todos os pontões onde atracam os navios necessitam de intervenção. Em Lisboa, onde os certificados de navegabilidade tiveram de ser prorrogados para os pontões estarem ao serviço, e no Barreiro onde o batelão São Marcos, que não serve para embarcar passageiros e já esteve interdito, está a ser usado só para atracar navios à noite.

• Ao nível laboral, devido à ausência de contratação dos cerca de 30 trabalhadores em falta para as diferentes áreas da empresa, com especial incidência dos trabalhadores necessários para um normal e adequado funcionamento da frota.

Não se pode suprimir barcos quando os utentes têm de regressar a casa e não há outras alternativas, a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos exige mais respeito pelos utentes. Os problemas diários a que os utentes da Soflusa têm sido submetidos desde há 3 anos a esta parte, e que se têm vindo a agravar, é profundamente desumano.

É urgente a retoma da normalidade das carreiras sob pena de perderem a credibilidade nos seus locais de trabalho, e mesmo de perderem os seus empregos, de perderem oportunidades de emprego por estigmatização devido a viverem no Barreiro e arredores, perderem tempo com as suas famílias, perderem o seu descanso pessoal, enfim sob pena de perderem a sua sanidade mental.

É urgente, que nas últimas carreiras do dia, caso sejam suprimidas, que sejam facultados transportes alternativos. Existem milhares de pessoas com ordenados baixos e que vivem com dificuldades e que têm que apanhar um táxi de regresso ao Barreiro e cujo custo é equivalente ao custo do passe mensal. A estas horas, a partir da meia-noite, não existem alternativas.

Solicitamos também que nos vossos comunicados, não seja referido que se pode apanhar um barco da TT para o Seixal, Cacilhas ou Montijo, dada a inexistência de transporte destes locais para o Barreiro.
Exigimos assim que sejam tomadas as medidas urgentes e inadiáveis.

Comissão Utentes Serviços Públicos Barreiro - CUSPAS

27.06.2019 - 10:48

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