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Evocação do 75º Aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo>
Pela Paz e a Liberdade, Não ao fascismo e à guerra

Evocação do 75º Aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo><br>
Pela Paz e a Liberdade, Não ao fascismo e à guerra Várias organizações portuguesas, subscreveram um texto evocativo do 75º Aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo, intitulado “Pela liberdade, a paz, e a verdade. Não ao fascismo e à guerra”, comemorando precisamente a rendição incondicional da Alemanha nazi a 9 de Maio de 1945.

Várias organizações portuguesas, entre as quais o Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC), a União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN), o Movimento Democrático de Mulheres (MDM), a Juventude Comunista Portuguesa (JCP), a Associação Conquistas da Revolução (ACR) e a Ecolojovem, subscreveram um texto evocativo do 75º Aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo, intitulado “Pela liberdade, a paz, e a verdade. Não ao fascismo e à guerra”
O número de subscritores aumenta, comemorando precisamente a rendição incondicional da Alemanha nazi a 9 de Maio de 1945, e não deixa de recordar “o “horror atómico” lançado pelos EUA sobre Hiroxima e Nagasáqui e a capitulação do Japão, pondo um fim definitivo “à maior tragédia humana que a História conheceu”.
O papel da União Soviética e do Exército Vermelho merece justo destaque, e também os que no nosso país “tudo tenham dado, incluindo a própria vida, para resistir contra a longa noite fascista e fazer florir a liberdade e a paz em Abril de 1974”.

Pela liberdade, a paz e a verdade
Não ao fascismo e à guerra

No dia 2 de Maio de 1945, o Exército Soviético tomou o Reichstag, em Berlim. Poucos dias depois, a 8 de Maio, a Alemanha nazi assinava a sua rendição incondicional. No dia seguinte, 9 de Maio, milhões de pessoas comemoraram o dia que passou à História como o dia da Vitória.

A 6 e 9 de Agosto de 1945, os EUA lançavam o horror atómico sobre Hiroxima e Nagasáqui, cidades de um Japão já derrotado. No dia 2 de Setembro o militarismo japonês capitulava.

Para trás ficava a maior tragédia humana que a História conheceu. Cerca de 75 milhões de pessoas morreram na Segunda Guerra Mundial. Auschwitz e os muitos outros campos de concentração e extermínio nazis figuram entre os mais hediondos crimes do nazi-fascismo.

Mas a História da Segunda Guerra Mundial é também e sobretudo a da heróica resistência e luta contra o fascismo e a guerra.

Por toda a Europa, e noutras partes do Mundo, os trabalhadores e os povos resistiram, lutando pela libertação da Humanidade da barbárie nazi-fascista, sendo os obreiros do caminho que levou à Vitória, protagonizando das mais heróicas páginas de coragem, de generosidade, de abnegação. De entre eles emerge, com a dimensão dos mais de 20 milhões de mortos, a União Soviética, o povo soviético e o seu Exército Vermelho.

Das trevas da opressão das ditaduras fascistas levantaram-se milhões de homens, mulheres, jovens, organizando, resistindo e lutando, quantas vezes na clandestinidade e de armas na mão, pela liberdade e a paz. A resistência adquiriu mil formas, tantas quantas as vontades, os ideais, as forças que abraçaram a luta contra o nazi-fascismo.

Comemorar a Vitória é prestar homenagem aos que resistiram e lutaram. É recordar que a força dos ideais libertadores e a unidade dos anti-fascistas pode derrotar os mais tenebrosos planos de exploração, opressão, dominação.

Comemorar a Vitória é não deixar deturpar a História. É não esquecer os que foram responsáveis pela ascensão do fascismo e o desencadear da guerra. É combater o branqueamento e a reabilitação do fascismo, e a criminalização dos anti-fascistas que o combateram.

Comemorar a Vitória é afirmar a determinação da rejeição da ingerência, da agressão, da guerra. É defender o Direito Internacional, legado da Vitória inscrito na Carta das Nações Unidas, e não transigir na defesa dos direitos dos povos à sua auto-determinação e soberania.

Comemorar a Vitória é valorizar e defender os avanços e direitos alcançados pelos trabalhadores, as mulheres, os jovens, os povos. É tomar parte, unir forças, emoções e criação, convergir na luta contra a exploração e a opressão, caminhando lado a lado pela democracia, os direitos, o progresso, a justiça, a paz, a cooperação.

Comemorar a Vitória é recordar que em Portugal foi imposta uma ditadura fascista que colaborou com o nazismo alemão e que oprimiu o povo português, suprimiu liberdades, reprimiu, torturou e assassinou, impôs o atraso, a miséria, as guerras coloniais.

Comemorar a Vitória é recordar que em 1945, a luta antifascista saiu à rua em Portugal para festejar a derrota do nazi-fascismo e a esperança que se fortalecia. É lembrar que em Portugal houve quem tenha dado tudo, incluindo a própria vida, para resistir contra a longa noite fascista e fazer florir a liberdade e a paz em Abril de 1974. É defender os valores da Revolução de Abril e o regime democrático consagrado na Constituição da República Portuguesa.

Comemorar a Vitória é olhar para o Mundo de hoje e para a História que a Humanidade comporta lutando para que a barbárie nazi-fascista jamais se repita. É rejeitar a resignação e o medo perante as injustiças e os perigos que emergem. É construir caminhos de luta e liberdade contra a ameaça do fascismo.

A construção de um Mundo mais justo, solidário e de paz continua, 75 anos depois da Vitória sobre o nazi-fascismo, a ser abraçada por milhões de homens e mulheres.

É em nome dos combates do nosso tempo, honrando a História e a luta dos povos que comemoramos o dia 9 de Maio, o dia da Vitória, afirmando que 75 anos depois faz sempre e cada vez mais sentido defender a liberdade, a paz e a verdade, e dizer não ao fascismo e à guerra.

Organizações subscritoras (em atualização):

Associação Conquistas da Revolução

Associação de Amizade Portugal – Cuba (AAPC)

Associação Intervenção Democrática (ID)

Associação Mir

Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iúri Gagárin

Associação Projecto Ruído

Chance+ Associação

Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN)

Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC)

Ecolojovem – Os Verdes

Juventude Comunista Portuguesa (JCP)

Lótus AFI

Movimento Democrático de Mulheres (MDM)

Sindicato dos Professores da Região Centro

Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML)

União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP)

União dos Sindicatos de Lisboa

União dos Sindicatos do Distrito de Leiria

07.05.2020 - 15:46

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