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manifestação Resgatar o Futuro, Não o Lucro, percorreu Lisboa
Da Alameda ao Terreiro do Paço, numa extensão de quase 4 Quilómetros.

manifestação Resgatar o Futuro, Não o Lucro, percorreu Lisboa<br />
Da Alameda ao Terreiro do Paço, numa extensão de quase 4 Quilómetros. Encabeçado pelos colectivos anti-racistas e ligando-se às manifestações Black Lives Matter por todo o mundo, exigiu o fim do racismo estrutural e da violência policial contra pessoas racializadas. O protesto anti-capitalista exige a criação de serviços básicos universais para garantir condições de vida dignas a todas as pessoas, como resposta às crises sociais e climática, agravadas pela pandemia de Covid-19.

"O sistema capitalista que sustenta o racismo estrutural sufoca milhões de pessoas. Infelizmente no caso de George Floyd esse sufoco foi literal e fatal. Estamos hoje em protesto pelas vítimas, e contra a perpetuação das opressões. Não é só nos Estados Unidos que a violência policial e o racismo sistémico matam e oprimem milhões de pessoas. Também em Portugal ao longo dos últimos anos, morreram pessoas negras às mãos da polícia.
Esta violência acontece todos os dias, longe das câmaras, nas respostas desproporcionadas do Estado, através das forças policiais. Acontece na Amadora, no bairro da Jamaica, na Cova da Moura, e em todo o lado."
afirma Mamadou Ba, do SOS Racismo.

"A crise social e a crise climática têm sido tratadas pelos decisores políticos como problemas secundários, quando há milhões de pessoas a sofrerem na pele todos os dias as suas consequências, a morrerem, a passarem fome, enquanto se persegue um crescimento económico exponencial que não é compatível com os limites físicos do planeta, e enquanto as grandes empresas e a banca recebem milhões em ajudas do Estado. Com a crise sanitária percebemos que afinal é possível tratar as crises como crises e dar respostas rápidas e eficazes. A resposta para travar a pobreza, a precariedade e para reduzir drasticamente as emissões de gases com efeito de estufa passa pela criação de milhares de novos empregos públicos e de serviços básicos universais." diz Alice Gato, da organização do protesto.

Com máscaras e desinfetantes proporcionadas para todos os manifestantes com carência de tal, ambas as faixas de rodagem da Av. Almirante Reis foram ocupadas, terminando o protesto no Terreiro do Paço. "O protesto correu bem, com uma participação histórica, agora queremos ver que respostas tem o Governo para as nossas reivindicações, porque não vamos parar enquanto não estiverem asseguradas condições de vida dignas para todas as pessoas e a garantia de um futuro num planeta habitável"
acrescenta Diogo Silva.

06.06.2020 - 21:02

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