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Almada - Hospital Garcia de Orta
Adota várias medidas para melhorar acesso de doentes “não Covid”

Almada - Hospital Garcia de Orta <br />
Adota várias medidas para melhorar acesso de doentes “não Covid” O Hospital Garcia de Orta (HGO) tem-se articulado, no âmbito das redes de referenciação hospitalar existentes, num esforço de colaboração e efetiva complementaridade para reajustar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde.

Para aumentar a sua capacidade de resposta, os profissionais do HGO têm trabalhado, ao longo do último ano num esforço diário e contínuo, procurando encontrar as soluções mais adequadas ao nível de cuidados que os seus doentes necessitam.

Desde sempre que a melhoria do acesso dos utentes do HGO foi uma linha estratégica deste Conselho de Administração, previamente ao “período COVID-19”, preocupação essa que foi acrescida, a partir do momento em que a OMS decretou a situação de pandemia por infeção à SARS-COV-2.

Por urgência da pandemia e para garantir o acesso dos doentes não COVID-19, o Hospital adotou diferentes medidas que globalmente representam um investimento de 3, 5 milhões de euros.

No que respeita as consultas externas, o HGO registou um aumento do número de teleconsultas. 35% das consultas externas subsequentes a ser não presenciais. Esta medida permitiu a continuação da atividade assistencial programada. Continuamente é reavaliada atividade em priorizar em face do aumento do número de casos, sendo essencial ter presente que a situação clínica e a assistência aos doentes não COVID-19 não pode ser descurada.

No que respeita a atividade cirúrgica programada, o atendimento dos casos urgentes é a prioridade, com enfoque para os doentes oncológicos e os mais prioritários da nossa Lista de Inscritos para Cirurgia. Para o efeito tem sido implementado, o recurso sistemático à produção adicional que inclui sábados. Adicionalmente, o HGO estabeleceu protocolos com entidades externas para assegurar a resposta cirúrgica necessária aos seus utentes não COVID-19, quer por subcontratação da produção cirúrgica, quer para a disponibilização de blocos operatórios a serem utilizados pelos cirurgiões do HGO, desde Maio, com o Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, e, desde novembro, com o Hospital do SAMS e a Clínica São João de Deus.

O HGO contratou mais especialistas para reforçar a multidisciplinaridade da sua oferta, ao mesmo tempo que foi feito um esforço, em articulação com a Tutela, para reforçar a capacidade de atração de profissionais.

Foi melhorado o processo de reencaminhamento de doentes com alta clínica hospitalar para outro tipo de cuidados (na rede nacional de cuidados continuados ou em estruturas residenciais para idosos), o que permite “libertar” mais rapidamente camas hospitalares para os doentes “agudos” que delas necessitam.

Resultado deste esforço dos profissionais do HGO, para aumentar a sua capacidade de resposta, é o aumento de 17% na colocação mensal de utentes na Rede Nacional de Cuidados Continuados (RNCCI), comparativamente ao ano anterior; salientando que o aumento de doentes colocados no mês de outubro de 2020 foi de 27%.

Este aumento de colocação de doentes corresponde ao esforço dos profissionais do HGO na otimização dos processos internos, acompanhado de um aumento de resposta da RNCCI e da Segurança Social, na região, cuja eficácia é determinante no contexto de crise pandémica que vivemos.

No âmbito dos objetivos preconizados incluem-se ainda os seguintes projetos:

1. Pintura e revestimento de todo o edifício, com recurso a um tipo de isolamento que permite uma otimização energética do edifício, porque minimiza perdas de energia;

2. Está em curso a instalação de uma nova Ressonância Magnética e um novo equipamento de Tomografia Axial Computorizada (TAC), para o Serviço de Imagiologia que consiste num verdadeiro “upgrade” da capacidade diagnóstico por imagem de elevada definição no hospital. O projeto foi financiado em 50% pelo Programa Operacional LISBOA 2020;

3. O Serviço de Medicina Nuclear foi equipado com uma nova Cintigrafia e com a técnica de imagem médica PET (tomografia por emissão de positrões), sendo o HGO a única Unidade de Saúde a sul do Tejo com este equipamento;

4. Obras de remodelação e ampliação no Serviço de Medicina Transfusional;

5. Instalação de estrutura modelar para espera junto ao Serviço de Urgência Geral;

6. Está em curso a instalação de um nova estrutura modular para acomodar as Consultas Externas do hospital que inclui a estrutura e equipamentos, com capacidade de 45 gabinetes para a realização de consultas de diferentes especialidades.

7. Obras para criação de quartos de isolamento para a Unidade Cuidados Intensivos. Assim, de 7, o HGO passou a ter 12 quartos de isolamento, o que aumenta a capacidade de resposta global nesta área, para doentes “COVID-19” e doentes “não COVID-19”.

09.12.2020 - 15:50

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