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Barreiro - «Acto Público Antifascista» evoca 3 de Maio de 1970
GNR a cavalo e à espadeirada e a população defende-se com pedras

Barreiro - «Acto Público Antifascista» evoca 3 de Maio de 1970<br>
GNR a cavalo e à espadeirada e a população defende-se com pedras Realizou-se ontem um Acto Público Antifascista no Largo 3 de Maio, Alto do Seixalinho no Barreiro de evocação da luta de 3 de Maio de 1970.

Na noite de 2 para 3 de Maio a PIDE prendeu os antifascistas Alfredo Matos e Álvaro Monteiro do Barreiro, Leonel Coelho e Staline Rodrigues da Moita e Zacarias Fernandes, Fernando Tavares, Carlos Lopes e António Chora de Setúbal.

Realizou-se ontem um Acto Público Antifascista no Largo 3 de Maio, Alto do Seixalinho no Barreiro de evocação da luta de 3 de Maio de 1970. Estiveram presentes uma centena de pessoas, entre as quais alguns dos participantes da jornada de 1970. Houve intervenções dos Núcleos da URAP do Barreiro e da Moita, da União dos Sindicatos de Setúbal e de Faustino Reis, antigo preso político de Caxias e Peniche.

Na sequência da grande manifestação do 1º de Maio de 1970 onde participaram cerca de 6000 trabalhadores e população em geral do Barreiro e do concelho da Moita, que se manifestavam pela celebração do 1º de Maio, pela Liberdade e Democracia, contra a Guerra Colonial e pela melhoria das condições de vida, foram reprimidos violentamente pela GNR. A população defende-se e houve confrontos junto ao cemitério do Lavradio.

Na noite de 2 para 3 de Maio a PIDE prendeu os antifascistas Alfredo Matos e Álvaro Monteiro do Barreiro, Leonel Coelho e Staline Rodrigues da Moita e Zacarias Fernandes, Fernando Tavares, Carlos Lopes e António Chora de Setúbal.

A indignação da população barreirense no dia 3 de Maio foi crescendo e na tarde desse dia iniciaram uma marcha de protesto pela libertação dos democratas que a PIDE prendera nessa madrugada. Com a saída dos operários das fábricas e do caminho de ferro e com as largas centenas populares do concelho da Moita a manifestação atinge cerca de 7000 pessoas.

No início da antiga rua Brás a Polícia de Choque carrega violentamente sobre a multidão e persegue os manifestantes até ao Largo da Santinha. Aqui a violência agrava-se, com a GNR a cavalo e à espadeirada e a população defende-se com pedras. A GNR faz 20 prisões entre os populares que se manifestavam tendo alguns deles ido parar à prisão do Forte de Caxias.

Fonte - Núcleo da URAP - Barreiro

04.05.2021 - 00:03

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