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Versão Nacional do chamado «Nobel da Educação»
JÁ SÃO CONHECIDOS OS FINALISTAS DE 2021 DO GLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL
. Helena Pires do Barreiro é finalista

Versão Nacional do chamado «Nobel da Educação»<br />
JÁ SÃO CONHECIDOS OS FINALISTAS DE 2021 DO GLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL<br />
. Helena Pires do Barreiro é finalista Em mais uma edição atípica devido ao contexto de crise pandémica mas com adesão histórica de professores e professoras com candidaturas validadas pelos auditores da PwC Portugal, acabam de ser conhecidas as 10 candidaturas finalistas, de entre as quais irá sair o ou a grande vencedor deste ano.

Quanto à origem e abrangência das candidaturas, é de salientar que voltam a estar representados professoras e professores de todos os níveis de ensino, sendo que, este ano, chegam mesmo de todo o território nacional, ou seja, dos 18 distritos do continente e das duas regiões autónomas.

Entretanto, e fruto do sucesso surpreendente da campanha de crowdfunding que o GTPP testou este ano, a Menção Honrosa Adaptação e Inovação no Ensino à Distância, que vem distinguir a professora ou o professor que de forma mais eficaz se adaptou ao novo contexto e se revelou mais eficaz nessa tarefa e que é um dos 10 finalistas agora anunciados

FINALISTAS GTPP 2021 (por ordem alfabética)

Célia Maria Borges Prata

Professora de Educação Especial e coordenadora da Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva e formadora, leciona no 3º ciclo, secundário regular e profissional na Escola Secundária Quinta das Palmeiras, na Covilhã.

O seu contributo na escola baseia-se na construção de projetos e de parcerias que possibilitem o desenvolvimento de competências académicas, pessoais e sociais dos alunos de educação especial, para a transição para a vida ativa ou para o acesso ao ensino superior. Um de seus projetos inovadores é o Inclusion Project 21 – Centro de Apoio à Aprendizagem, que conta com duas vertentes, a “Espaço escola e vida” e “Bem-estar emocional e comunicação”.

A professora acredita que, na maioria dos casos, não são as limitações cognitivas, mas sim a ausência de bem-estar que cria a indisponibilidade para aprender. A emoção e as dificuldades comunicacionais caminham lado a lado e manifestam-se através da dificuldade no desempenho escolar induzindo insucesso académico, problemas comportamentais e desmotivação.

Anabela Rosa Areias

Professora do 1º Ciclo do ensino básico na Escola Básica Mem Martins, Sintra. É na pedagogia de Waldorf que centra as suas práticas educacionais e efetivas, partindo de vários princípios, como o trabalho em prol da tendência natural das crianças para serem ativas, da valorização das experiências sensoriais nos primeiros anos de vida e da importância de viver a vida ao ritmo das estações do ano. Algumas metodologias podem ser exemplificadas através de atividades como a realização de pinturas a giz sobre diferentes temáticas, a escrita com recurso a lápis de cor ao invés do tradicional carvão, o início do dia ao som de ritmos diversos, a aprendizagem de instrumentos musicais como a flauta de bisel, desenvolvimento de competências como tricô, pintura em aguarela e modelagem com cera de abelha.

Por sentir a necessidade de promover e divulgar tal pedagogia para mais agrupamentos e também nas Escolas Superiores de Educação, a professora escreveu o seu primeiro livro: “1...2...3... Aqui vou eu!” como forma de potenciar esse processo.

Bruno Miguel Cavaco Gomes

Professor de Educação Física, ensina alunos do Ensino Secundário Regular do Agrupamento de Escolas João de Deus, Faro. Há 19 anos que implementa os projetos de sua autoria (Pinheiríadas e Francisquíadas), este ano com o nome de Licíadas. Com estes projetos, o docente consegue, num concurso cultural e desportivo, envolver outros professores, alunos de vários anos de escolaridade e familiares. Estes são uma resposta irreverente e inovadora para que, atividades não meramente curriculares e as ditas curriculares, possam coexistir, simultaneamente, num sistema de ensino que formate menos e humanize mais.

Depois de 19 anos a implementar estes projetos nas escolas, a motivação dos alunos para participarem das aulas de Educação Física aumentou significativamente, e o livro de marcar pontos, está em via de extinção. Na adaptação no ensino à distância, o Professor conseguiu manter os alunos a realizar atividade física invertendo os papeis e desafiando os alunos a preparar partes das aulas.

Célia Maria Borges Prata

Professora de Educação Especial e coordenadora da Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva e formadora, leciona no 3º ciclo, secundário regular e profissional na Escola Secundária Quinta das Palmeiras, na Covilhã.

O seu contributo na escola baseia-se na construção de projetos e de parcerias que possibilitem o desenvolvimento de competências académicas, pessoais e sociais dos alunos de educação especial, para a transição para a vida ativa ou para o acesso ao ensino superior. Um de seus projetos inovadores é o Inclusion Project 21 – Centro de Apoio à Aprendizagem, que conta com duas vertentes, a “Espaço escola e vida” e “Bem-estar emocional e comunicação”.

A professora acredita que, na maioria dos casos, não são as limitações cognitivas, mas sim a ausência de bem-estar que cria a indisponibilidade para aprender. A emoção e as dificuldades comunicacionais caminham lado a lado e manifestam-se através da dificuldade no desempenho escolar induzindo insucesso académico, problemas comportamentais e desmotivação.

Elsa João Cardoso Mota

A professora Elsa leciona a disciplina de Multimédia e é diretora do curso profissional na Escola Secundária Eça de Queirós, em Lisboa. Atualmente, ensina alunos do ensino secundário.

Com o objetivo de ajudar os alunos a desenvolver competências de comunicação, confiança, liderança, decisão e resolução de conflitos, a professora abraça vários projetos transversais em benefício de todo o agrupamento, por exemplo: EçaTV, EçaRádio e EçaNews. Estes, envolvem, aproximadamente, 150 alunos.

Estas iniciativas estão assentes em dinâmicas colaborativas, sendo são criadas equipas e líderes, coordenados pela professora Elsa, responsáveis pela sua própria aprendizagem e dos colegas. A inovação, o sucesso na aprendizagem e a motivação dos alunos, surgem como consequências de diversos fatores, como a participação em concursos, projetos europeus, parcerias com empresas e instituições públicas (em que os alunos têm a oportunidade de trabalhar em casos reais), a participação ativa, modelos de aulas invertidas, método de trabalho por projetos e ainda, de forma natural e previsível, através da boa relação pedagógica que a professora cria com os alunos e com a comunidade escolar. Um dos motivos de orgulho da professora Elsa, é conseguir contribuir para que o ensino profissional crie oportunidades e percursos de vida para os seus alunos, seja emprego, prosseguimento de estudos ou mesmo descobrir novas vias profissionais em áreas diferentes.

Helena Cristina de Carvalho Pires

Professora de Ciências Naturais, leciona no 3º Ciclo do ensino básico, no Agrupamento de Escolas de Álvaro Velho, Barreiro. Além disso, também leciona Cursos de Educação e Formação (CEF) em jardinagem. A professora utiliza a metodologia inovadora, baseada em projetos colaborativos interdisciplinares internacionalmente conhecida como STEM. Esta, liga o ensino formal ao não formal, incorporando as Ciências, Tecnologias, Engenharias e a Matemática, trazendo-as para a sala de aula de uma forma integrada. Ainda, promove o desenvolvimento do espírito crítico e da capacidade de resolução de problemas, competências fundamentais para preparar melhor futuros cidadãos. Já participou de diversos concursos que providenciaram experiências inesquecíveis aos seus alunos e, tais experiências foram disseminadas, nacional e internacionalmente, de forma a inspirar outras escolas.

Maria Cristina Baltazar Chau

Professora de educação visual do 2º e 3º Ciclo na Escola Secundária da Lousã, Lousã. Procura desenvolver, para além das competências previstas no programa e nas metas curriculares da disciplina, o gosto pela arte, a pesquisa, o método e rigor no trabalho, a sensibilidade estética, a sensibilização para o património e para a sustentabilidade, e as atitudes de solidariedade e de sociabilidade. Para isso, inova com aulas em espaços diversificados como museus, bibliotecas e ao ar livre, dinamiza projetos que tem com base o trabalho colaborativo, transdisciplinar, tendo em conta a flexibilização de conteúdos.

Com o projeto Clube do Bem-estar Animal, contribuiu para a melhoria da autoestima dos alunos, motivação e diminuição de comportamentos agressivos, pala além de promover, em seus alunos, o sentimento de responsabilidade e dever de cuidar do meio ambiente, formando cidadãos críticos e participativos. Como coordenadora do Projeto Cultural de Escola, cria e dinamiza atividades em suas aulas de turmas do pré-escolar ao ensino secundário, de forma que a “arte” entre transversalmente na escola.

Maria de Fátima Gomes Pais Ferreira

Professora do grupo de informática do Ensino Secundário no Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite, São João da Madeira. A sua abordagem pedagógica centra-se na triangulação de 3 componentes: desafios, trabalho em rede e paixão. Com isto, a professora desafia os seus alunos a superarem-se e, ao mesmo tempo, a contribuírem para a sociedade de forma positiva, estimulando o empreendedorismo. As temáticas a serem trabalhadas, têm como base problemas da vida real, que podem surgir dos interesses dos alunos no âmbito de projetos, ou até mesmo, integrados em concursos relacionados com as temáticas. Quando possível, a professora forma equipas multidisciplinares com alunos de diferentes áreas a trabalhar para o mesmo projeto, tornando a aprendizagem mais autêntica.

A professora Fátima destaca o poder que tem um projeto desenvolvido pelas necessidades dos próprios alunos, os conteúdos emergem de forma natural, o trabalho mobiliza e potencializa as competências de cada aluno e estes se deixam contagiar pelo entusiasmo e paixão. Por exemplo, por iniciativa dos alunos, foi desenvolvida a aplicação Sandspace para ajudar os banhistas a identificar as praias menos ocupadas. Mais do que os prémios obtidos, este projecto teve um grande impacto na comunidade educativa e na valorização do ensino profissional.

Maria Elsa da Fonseca Cerqueira

Professora de Filosofia na Escola Secundária de Amarante. Move-se pelo desafio de criar e implementar “pequenas utopias”, com o intuito de potencializar o desenvolvimento de cidadãos críticos e criativos para uma sociedade paulatinamente mais autêntica, isto é, mais humanizada.

A professora combina as suas três paixões: filosofia, cinema e educação, assegurando a transmutação da utopia em realidade. A professora Elsa é ainda criadora do projeto de Filosofia com Cinema, que visa desenvolver o pensamento filosófico de cada aluno, dentro e fora do filme. A ação pedagógica de transformação dialógica permite que cada aluno, em cooperação com seus colegas, desenvolva, através dos filmes, os seus questionamentos, a sua autonomia cognitiva e afetiva, seguindo os valores fundamentais como o respeito para com o outro, a tolerância pela diversidade e a solidariedade. A extensão desta ação à comunidade civil torna-os seres ativos capazes de a melhorar segundo o enfoque prático de cidadania esclarecida, interventiva e colaborativa. Desta forma, o aluno-filósofo é estimulado a exercitar o pensamento, descobrindo e construindo ativamente o conhecimento e descobrindo-se, com a orientação da professora, enquanto ser crítico e criativo, além das outras competências consideradas essenciais no perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória.

Maria Elsa Padrão Mendanha

Professora de educação Pré-Escolar do Jardim-de-Infância de Seide S. Miguel, Vila Nova de Famalicão. A inovação em seu método pedagógico consiste em conceber a escola como um todo, usar os espaços exteriores da comunidade como uma extensão do edifício, e envolver colegas, assistentes operacionais, famílias e outros elementos da comunidade. A mudança do modelo educacional tradicional para um modelo pedagógico baseado no construtivismo, no humanismo, no naturalismo e na participação, sustentada no trabalho colaborativo em parceria com outros professores, deu origem ao Projeto: “Sei de um Jardim…para Brincar e Aprender”. Este projeto visa proporcionar uma educação de qualidade, baseada em ações, que favoreçam a inclusão, respeitando a singularidade e liberdade de cada criança. Tal projeto estabelece uma relação colaborativa de proximidade com a comunidade, numa partilha de recursos humanos e materiais que complementam as práticas educativas. Como resultado, é possível verificar a felicidade e a motivação que as crianças sentem em ir para a escola, também enfatizada pelas famílias.

Nuno José da Silva Trindade Duarte

O professor Nuno leciona Aplicações Informáticas B a alunos do 12º ano de escolaridade, no Agrupamento de Escolas de Cister, Alcobaça. É movido pela paixão de criar oportunidades e acender corações, incentivando a autonomia dos alunos através de projetos reais de impacto pessoal e/ou na comunidade, assumindo ainda um compromisso para com o ecossistema.

É através do uso de ferramentas digitais que o professor Nuno gere e organiza todas as etapas do projeto com os alunos. A trajetória é de um desvio dos projetos de natureza técnica, em direção ao desenvolvimento e exploração pessoal, ao nível das “soft e meta skills”. Ao longo deste desenvolvimento, são guiados por processos subjetivos e reflexivos, com foco na estrutura de portfólios, “o teu projeto és tu”. Assim, acredita e defende a necessidade de criar espaços mentais diferentes na relação professor-aluno, considerando este um processo nuclear.

SOBRE O GLOBAL TEACHER PRIZE PORTUGAL

Este prémio português é a versão nacional do chamado “Nobel da Educação”, o prémio global Global Teacher Prize (GTP), uma iniciativa presente em mais de 120 países, com o intuito de celebrar e reconhecer o papel dos professores em todo o Mundo.

Estas distinções - tanto a versão nacional como a global - centram-se na divulgação das melhores metodologias de ensino e projectos inovadores desenvolvidos pelos professores, potenciando assim a capacidade e o aproveitamento escolar dos alunos.

O prémio internacional, promovido pela Fundação Varkey, marca, assim, presença direta em Portugal pelo 4º ano consecutivo, pelas mãos de Afonso Mendonça Reis, elemento do Júri Internacional e fundador e presidente do júri da edição portuguesa.

Esta edição de 2021 conta, desde já, com uma novidade no Júri, cuja presidência é agora assumida pela Professora Elvira Fortunato, que sucede, assim, a Álvaro Laborinho Lúcio (cujo mandato agora terminou na edição anterior. Na presidência executiva mantém-se Afonso Mendonça Reis, em representação da organização do Global Teacher Prize Portugal (GTPP), que conta, para esta missão, com uma equipa de luxo, composta por: Pedro Carneiro, em representação da comunidade educativa e Sofia Barciela, jornalista na área da Educação. O júri contará ainda com um representante dos alunos, a anunciar em breve.

O Global Teacher Prize Portugal tem um prémio de 30.000€, valorizando a profunda importância dos professores no desenvolvimento pessoal e profissional dos alunos do nosso país e das comunidades onde estão inseridos. Esse é também o foco da campanha de comunicação do projecto – Obrigado Professor – onde são os próprios alunos a reconhecer esse papel e a agradecer aos seus professores tudo aquilo que eles fazem nas salas de aula de Portugal.

O Prémio é dirigido a todos os docentes que exerçam a profissão, desde o pré-escolar ao 12º ano de escolaridade (regular ou outros).

As candidaturas poderão ser submetidas online no site do Global Teacher Prize Portugal – www.globalteacherprizeportugal.pt - pelos próprios professores.

Apesar de as candidaturas serem da responsabilidade dos professores, toda a Comunidade - Pais, Alunos etc – é convidada a recomendar os professores que considerem merecer a distinção (basta ir ao site do GTPP e entrar em "Quero propor professores para o prémio". O prazo das recomendações termina mais cedo). A revelação do vencedor acontece no evento final marcado para Maio deste ano. Todo o processo e os resultados são auditados pela PwC Portugal.

Já várias personalidades e figuras públicas se associaram ao projecto, entre elas Vhils, João Vieira Pinto, Ricardo Araújo Pereira, Nuno Markl, Fernando Serrano, Vasco Palmeirim, Laurinda Alves, Margarida Pinto Correia, Vera Fernandes e Pedro Ribeiro.

De referir que o Global Teacher Prize Portugal apenas é possível através do apoio da Fundação Galp, Delta Cafés, Federação Portuguesa de Futebol, TVI, Rádio Comercial, Cision, GFK e PwC Portugal, permitindo assim investir na educação dos nossos jovens e impactando todos os quadrantes da sociedade, promovendo a qualidade de vida das famílias e ajudando a desenvolver uma sociedade mais próspera e sustentável.

Este prémio nacional conta ainda com uma parceria especial com o Plano Nacional das Artes um projeto dos ministérios da Cultura e da Educação que tem como objetivo tornar as artes mais acessíveis aos cidadãos, em particular às crianças e aos jovens, através da comunidade educativa, promovendo a participação, fruição e criação cultural, numa lógica de inclusão e aprendizagem ao longo da vida.

Saiba mais sobre os finalistas das edições anteriores em www.globalteacherprizeportugal.pt/ no separador "Edições anteriores".


11.06.2021 - 00:41

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