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»Prémio Humana Circular 2021» distingue Câmaras do Distrito de Setúbal
Alcochete, Almada, Barreiro e Seixal entre os premiados

»Prémio Humana Circular 2021» distingue Câmaras do Distrito de Setúbal  <br />
Alcochete, Almada, Barreiro e Seixal entre os premiados<br />
. 11 entidades receberam o prémio Humana Circular 2021 por seu trabalho de promoção do desenvolvimento sustentável e de modelos económicos circulares

Câmaras municipais, juntas de freguesia e empresas receberam ontem o prémio durante o Humana Day, realizado na sede da Humana em Alcochete.
A gestão sustentável do vestuário usado é fundamental para promover um modelo circular e mais sustentável para a indústria têxtil.

Uma gestão eficiente dos resíduos contribui decisivamente para a economia circular, um modelo que vê os resíduos como um recurso, especialmente no caso dos têxteis. Esta é a principal conclusão do Humana Day 2021, realizado ontem na sede da Humana Portugal em Alcochete e contou com a presença de mais de 60 pessoas. O objetivo do evento foi oferecer uma visão sobre a importância da gestão de têxtil usado, a geração de empregos verdes, a moda sustentável e o progresso das comunidades.

Na premiação estiveram presentes câmaras municipais, juntas de freguesias e empresas na área da sustentabilidade, bem como uma representação das diferentes equipas da Humana. Os vencedores do prémio destacaram o trabalho da Humana em prol da reutilização têxtil, de incentivo à economia circular e do desenvolvimento das comunidades desfavorecidas através dos seus parceiros em países como o Brasil e Moçambique.

Prémios Humana Circular

Os vencedores dos prémios da Circular Humana 2021 foram os seguintes:

• Câmara Municipal de Alcochete
• Câmara Municipal do Barreiro
• Câmara Municipal de Seixal
• Câmara Municipal de Almada
• Junta de Freguesia de Carnide
• Junta de Freguesia de Olivais
• Junta de Freguesia de Marvila
• Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica
• Casa do Brasil de Lisboa
• Alves Bandeira
• Lusa Agência de Notícias

Sónia Almeida, responsável pela recolha dos têxteis da Humana Portugal, agradeceu em seu discurso, o bom trabalho de todos os parceiros: “na Humana aplaudimos o trabalho dos municípios e empresas que promovem a recolha seletiva de têxteis e desenvolvimento sustentável. Estamos perante uma oportunidade e um enorme desafio para dar o impulso definitivo à gestão adequada deste recurso, fiel à hierarquia de resíduos e a um modelo económico circular, em que prevaleça a prevenção e reintrodução dos têxteis na cadeia produtiva, prolongando o seu ciclo de vida”.

Elisabeth Molnar, diretora geral da Associação, reforçou ainda que "a economia circular é uma nova forma de pensar e de agir". "É uma questão transversal que afeta todos os agentes económicos e sociais", acrescentou, "agora o foco não é a gestão dos resíduos gerados, mas o fato de os resíduos serem um recurso. Neste sentido, é necessário não só geri-lo bem, mas também aproveitar ao máximo o seu valor.” Molnar também salientou a importância da gestão têxtil como gerador de fundos para programas sociais.

Durante o evento, foram exibidos vídeos da Humana Povo a Povo Brasil e a ADPP Moçambique, também membros da Federation Humana People to People.

A Humana Brasil lançou recentemente o seu próprio sistema de recolha e gestão de têxteis usados, seguindo o modelo utilizado pela Humana Portugal e outras organizações que fazem parte da Humana People to People.

A ADPP Moçambique trabalha com educação de qualidade, saúde e bem-estar, agricultura sustentável, e ambiente. Entre 2015 e 2020, a Humana Portugal contribuiu com mais de 570.000 euros para diferentes ações relacionadas com a formação de professores do ensino primário, grupos de pequenos agricultores ou a Cidadela das Crianças de Maputo, a capital do país.

De uma economia linear para uma economia circular

Substituir o tradicional paradigma económico linear (extrair-produzir-consumir-deitar fora) por um circular é essencial para o planeta. É insustentável continuar a aplicar um modelo económico que esgota os recursos naturais, daí a importância de o substituir por um que considere o desperdício como um recurso.

Estamos a viver um momento crucial! A COP26 acaba de terminar e mais uma vez tornou-se claro que o tempo está a esgotar-se. Estamos a viver uma emergência climática sem precedentes que requer a colaboração entre governos nacionais e locais, empresas e sociedade civil para ultrapassar. Mais uma vez, a indústria têxtil e a gestão de têxteis usados têm muito a dizer a este respeito.

Recolha têxtil em Portugal

As 2.860 toneladas recuperadas pela Associação em 2020 implica um duplo benefício: ambiental, pois reduz a geração de resíduos e contribui para o combate às mudanças climáticas. A reutilização e reciclagem de têxteis durante o ano passado representam uma economia de 9.075 toneladas de C02 para a atmosfera, tendo em conta que um estudo da própria União Europeia indica que para cada quilo de roupa recuperado e não incinerado representa 3.169 kg de C02 que não são mais transmitidos. As 9.075 toneladas de C02 não emitidas graças ao manejo sustentável dos têxteis equivalem à emissão anual de 3.409 carros que circulam 15.000 km cada ou à absorção anual de dióxido de carbono de 67.730 árvores.

Sobre a Humana

A Humana é uma associação sem fins lucrativos que, desde 1998, trabalha a favor da proteção do meio ambiente através da reutilização têxtil e realiza tanto programas de cooperação para o desenvolvimento em Moçambique e na Guiné-Bissau como de apoio local em Portugal. E também é membro da Apoger e associados à Smart Waste Portugal, Apemeta, Apesb e Lisboa Capital Europeia Verde 2020.

19.11.2021 - 17:10

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