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Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro
Hospital Garcia de Orta em Almada está a recusar novas grávidas

Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro<br />
Hospital Garcia de Orta em Almada está a recusar novas grávidas «Apesar da propaganda veiculada sobre a maternidade do Barreiro continuar aberta, a realidade não mente: a maioria dos partos não é programada. As mulheres que entram em trabalho de parto sem um parto programado não podem dirigir-se ao seu Hospital do Barreiro, porque este não dispõe de um serviço de Obstetrícia, Ginecologia e Bloco de Partos em funcionamento permanente.», refere um comunicado da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro.

Acerca das notícias sobre o Hospital Garcia de Orta

Hoje vieram a público notícias que dão conta de que o Hospital Garcia de Orta está a recusar novas grávidas que chegam às urgências por falta de vagas no serviço de Obstetrícia.
Há uma semana, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul da FNAM denunciou que o Modelo de Urgência Regional de Obstetrícia do Governo falhou, dando conta de que, na última semana, o mesmo equipamento hospitalar onde está sediada a urgência regional da Península de Setúbal sofreu vários constrangimentos e esteve a encaminhar grávidas para Lisboa ou para grupos privados, por não ter capacidade de resposta.

Estas notícias demonstram aquilo que a Comissão de Utentes do Barreiro afirmou desde o início da intenção de centralizar a resposta regional num único hospital, cuja capacidade de resposta já se encontrava comprometida. Não é possível melhorar o serviço nem dar maior resposta às mulheres e às suas famílias quando se encerram serviços e se deslocam equipas.
Há muito que a CUSP vem alertando para o facto de faltarem médicos e equipas de enfermagem no Serviço Nacional de Saúde, resultado de um processo de desmantelamento do serviço público assente na desvalorização dos seus profissionais e na insuficiente dotação de meios e equipamentos.

Foi a partir de uma posição de defesa intransigente do SNS que nos opusemos ao encerramento de serviços iniciado pelo Governo do PS. E foi conscientes de que esse caminho tinha de ser revertido que voltámos a manifestar-nos contra o encerramento definitivo de serviços e valências promovido pelo Governo PSD/CDS.

Apesar da propaganda veiculada sobre a maternidade do Barreiro continuar aberta, a realidade não mente: a maioria dos partos não é programada. As mulheres que entram em trabalho de parto sem um parto programado não podem dirigir-se ao seu Hospital do Barreiro, porque este não dispõe de um serviço de Obstetrícia, Ginecologia e Bloco de Partos em funcionamento permanente.
Esta situação é revoltante e constitui um retrocesso de décadas para o nosso concelho, para a região e para o país. O que é necessário é investir verdadeiramente no Serviço Nacional de Saúde, dotando-o dos meios e das equipas necessários para garantir uma resposta digna às populações e às suas necessidades.

É preciso defender o Serviço Nacional de Saúde e os utentes.

Essa sempre foi a posição da CUSP. Sempre avisámos que este era o caminho que estava a ser seguido. Não aceitamos estas opções políticas e estaremos sempre na linha da frente da defesa dos serviços públicos e do SNS.
O que se exige é que os Governos cumpram e façam cumprir a Constituição da República Portuguesa. Que defendam o SNS e não os interesses dos grupos privados da doença.
A saúde é um direito!
Hospital do Barreiro aberto a tempo inteiro!

Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro

16.07.2026 - 17:45

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