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Península de Setúbal contraria tendência de quebra em campanha de vinho
Produtores estão confiantes

Península de Setúbal contraria tendência de quebra em campanha de vinho<br>
 Produtores estão confiantes . IVV estima crescimento de 30% para esta vindima, num total de 400 mil hectolitros

A região da Península de Setúbal arrancou, no final do mês passado, com a época das vindimas num clima de confiança maior do que a generalidade do país. O Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) estima para a região vitivinícola da Península de Setúbal o maior crescimento, 30% da produção vinícola, em comparação com o ano passado, prevendo um total de 400 mil hectolitros. Produtores, um pouco por toda a região, dão a conhecer as expectativas optimistas para a colheita em vigor.

Pedro Simões, proprietário da Casa Horácio Simões, em Palmela, começou há uma semana as vindimas e estima que a sua produção supere nesta campanha a fronteira dos 30%. “Tenho a dizer que até ao momento a campanha está a decorrer de forma muito positiva, estamos a aumentar a quantidade e a manter a qualidade. Este ano vamos ter vinhos de topo”, garante o produtor.
Em Azeitão, Filipa Tomaz da Costa, Directora de Enologia da Bacalhôa Vinhos de Portugal, está focada na meta dos 7 milhões de litros. “Começámos há pouco mais de uma semana com a colheita das castas mais precoces como a Trincadeira, Merlot e Touriga Francesa, mas temos já perspectiva de bons níveis de qualidade de uva”, antecipa a responsável.
Para Fernando Pereira, gerente da Xavier Santana, “há razão para optimismo, se compararmos com a colheita do ano passado”. Explica o porta-voz da produtora, com sede em Palmela, que “se as uvas se mantiverem sãs, o tempo não atraiçoar as vindimas e tudo se mantiver como o previsto, iremos ter uma colheita muito promissora”.
Henrique Soares, presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal, explica que as condições do ano passado – em que se registaram fortes quebras de produção – não se repetiram este ano, o que justifica a previsão de crescimento mais optimista da parte do IVV. “Apesar de ainda ser cedo para tirar conclusões, com a estabilidade das condições climatéricas e a ausência de registos de pragas, temos todo o potencial para criar vinhos de qualidade excepcional”, conclui.

12.9.2012 - 13:00

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