Conta Loios

reportagem

Alhos Vedros – Moita
O topónimo “Allius Vetus” é uma fantasia

Alhos Vedros – Moita<br>
O topónimo “Allius Vetus” é uma fantasia. Apresentação da obra “Aspectos da História de Alhos Vedros – Séculos XIV a XVI”

No decorrer da apresentação do livro, a propósito de uma pergunta sobre o topónimo Alhos Vedros e sua relação com “Allius Vetus”, referiu que não conhece nenhum documento onde exista a designação “Allius Vetus”.

“Nunca aparece em lado nenhum, em documento nenhum, o tal Allius Vetus, nem sei se isso seria possível, nem sei se isso será possível do ponto de vista filológico e etimológico. Creio que é uma fantasia.” – sublinhou José Manuel Gaspar.

A 15 de Dezembro de 1514 o Rei D. Manuel I outorgou FORAL à Vila de Alhos Vedros, para comemorar o 493º aniversário, assinalando a efeméride, a Junta de Freguesia de Alhos Vedros efectuou o lançamento do livro “Aspectos da História de Alhos Vedros – Séculos XIV a XVI”, do historiador José Manuel Vargas.
A publicação dá a conhecer aspectos relevantes da história de Alhos Vedros sendo divulgados documentos inéditos.

Aumento significativo do número de pesquisas

A sessão contou com a presença de João Lobo, presidente da Câmara Municipal da Moita, Fernanda Gaspar, presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros e o autor da obra, José Manuel Vargas.
João Lobo, na nota de abertura da obra sublinha que “ao longo dos últimos anos têm-se verificado um aumento significativo do número de pesquisas e recolha de elementos importantes sobre a história de Alhos Vedros”.

Valorizar a história de Alhos Vedros

Fernanda Gaspar, presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, salientou a importância do desenvolvimento do estudo da história local, como caminho para preservar a memória, essencial para vivência da cidadania.
“Temos a responsabilidade de valorizar a história de Alhos Vedros” –salientou a autarca.

Allius Vetus é uma fantasia

José Manuel Vargas, no decorrer da apresentação do livro, a propósito de uma pergunta sobre o topónimo Alhos Vedros e sua relação com “Allius Vetus”, referiu que não conhece nenhum documento onde exista a designação “Allius Vetus”.
“Nunca aparece em lado nenhum, em documento nenhum, o tal Allius Vetus, nem sei se isso seria possível, nem sei se isso será possível do ponto de vista filológico e etimológico. Creio que é uma fantasia.” – sublinhou José Manuel Gaspar.

Alhos Vedros aparece exactamente

“Alhos Vedros aparece exactamente, assim, tudo leva a crer que seja assim, considerando a história e outros vestígios, tudo leva a crer que seja assim.
Porque é que foi dado esse nome? Isso é que eu não sei, não posso deduzir. Mas, os nomes que eram dados aos lugares, quando os lugares não eram povoados, tinham a ver com aspectos do terreno, aspectos das culturas, aspectos locais.
Os nomes aqui nesta zona toda, são nomes que têm a ver com aspectos locais – o Lavradio, o Barreiro. Todos os nomes que há por aí à volta têm a ver com aspectos da orografia e da topografia local.
Alhos Vedros – “Alhos Velhos”, quer dizer exactamente isso. Mas porquê? Porque havia uns “Alhos Novos”. Não sei. Sei que existia que há um sítio chamado Sernache dos Alhos, também com origem medieval. Mas, não posso avançar muito mais do que isso.
Não sei porque é que, os povoadores desse tempo, resolveram chamar assim ao lugar. Não faço ideia.
E não quero fantasiar.” – sublinhou o historiador José Manuel Gaspar.

16.12.2007 - 12:45

Imprimir   imprimir

PUB.

Pesquisar outras notícias no Google

Design: Rostos Design

Fotografia e Textos: Jornal Rostos.

Copyright © 2002-2019 Todos os direitos reservados.