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Festival de Teatro do Seixal
Descentralização cultural com teatro de qualidade

Festival de Teatro do Seixal <br>
Descentralização cultural com teatro de qualidade A 27.ª edição do Festival de Teatro do Seixal está a decorrer até dia 11 de Dezembro. Pelos palcos do Seixal ainda vão passar 14 espectáculos, a maioria dos quais com entrada livre. Guida Maria faz as honras de fecho deste encontro, com a peça “Sexo? Sim, mas com orgasmo. “

Quase a atingir as três décadas de existência, esta é uma das iniciativas de maior longevidade, inscrita há muito no roteiro cultural do Município do Seixal. Uma aposta certeira na descentralização cultural, no teatro de qualidade que é feito fora dos grandes centros urbanos e na livre fruição da arte dramática.

Levar espectáculos teatrais de grande qualidade ao maior número de públicos possível é uma das palavras de ordem desta iniciativa, razão pela qual o programa contempla a apresentação de peças em todas as freguesias do concelho, tornando o teatro ainda mais acessível e apetecível.
Ao Seixal, chegam companhias de teatro de todo o País, entre elas o Teatro Intervalo (Oeiras), Arte Pública (Beja), Teatro Art´imagem (Porto), O Grupo (Almada) ou Teatro das Beiras (Covilhã). Como sempre, os grupos de teatro do Seixal assumem também grande protagonismo. Este ano, sobem à cena as peças da Animateatro, Grupo A Muleta, Art´Anima, Spotlight on US, O Grito e Projecto Ficções.
Destaque para algumas peças bem conhecidas do público português, representadas por alguns dos grandes nomes do teatro nacional: "Vip Manicure – A Crise", com Ana Bola e Maria Rueff; "Confissões de um Fumador de Tabaco Francês", com Filipe Crawford, e "Sexo? Sim, mas com orgasmo", com Guida Maria.
Programa
Pessoa, Fragmentos de
Animateatro (Seixal)
18 de Novembro (5.ª feira) – 21.30h
M/ 12 anos
Entrada livre
Espaço Animateatro
Amora – Seixal

Fernando Pessoa é um dos poetas maiores da história da nossa literatura e poesia. O imprevisto, o escândalo do que não é normal, o raciocínio paradoxal ou o jogo artístico do fingimento são marcas que distinguem as criações de Pessoa e dos seus heterónimos. A Animateatro baseou-se nas cartas do poeta a Adolfo Casais Monteiro, onde se revela a génese das diversas faces de Pessoa. Quais as diferenças de personalidade entre o Álvaro, o Ricardo, o Alberto e o Fernando? E qual a relação entre o autor e as suas criações?
Um espectáculo em que se assume uma forte componente pedagógica, direccionada para escolas secundárias, e se promove uma abordagem dramática à obra de Fernando Pessoa, facilitando a compreensão da temática.

Textos: Fernando Pessoa
Dramaturgia: Prof. Gabriela Benavente
Encenação: Ricardo G. Santos e Lina Ramos
Interpretação: Sérgio Prieto

Confissões de um Fumador de Tabaco Francês
Com Filipe Crawford
19 de Novembro (6.ª feira) – 21.30h
M/ 16 anos
Ingresso: 6 €
Auditório Municipal
Fórum Cultural do Seixal

Roland Dubillard é um dos mestres mais originais da corrente do Teatro do Absurdo Francês. O actor e encenador Filipe Crawford, que anteriormente adaptou outras obras do autor, criou um espectáculo para um actor, uma bailarina e um músico que mistura os registos do teatro do absurdo com a stand-up comedy. Em palco, uma abordagem poética e surrealista do acto de fumar, que segue o percurso de um fumador em abstinência de tabaco. O caminho até um estado de profundo desespero, que o levam a encarar os seus fracassos sentimentais e sexuais como uma consequência da privação do tabaco. E o consequente retorno ao acto de fumar, pretexto para mais reflexões existenciais absurdas, cómicas e grotescas.

Autor: Roland Dubillard
Adaptação e Encenação: Filipe Crawford
Interpretação: Filipe Crawford, Nádia Santos e João Sousa

Fábulas Fabulosas
Arte Pública (Beja)
20 de Novembro (sábado) – 21.30h
M/ 12 anos
Ingresso:
Auditório do Mercado de Fernão Ferro
Fernão Ferro – Seixal

Um desafio a uma diferente percepção das coisas comuns. Eis o ponto de partida de Fábulas Fabulosas, um espectáculo baseado nos textos do brasileiro Millôr Fernandes, escritor, dramaturgo, tradutor, jornalista, desenhador e uma das grandes vozes do humor em língua portuguesa. Em palco, desfilam 25 fábulas moralizantes contadas ao público olhos nos olhos. Uma proposta para olhar a realidade dos tempos conturbados que atravessamos com um sorriso nos lábios. Porque o humor é tão essencial ao repouso da alma, como o sono o é ao repouso do corpo.

Autoria: Millôr Fernandes
Direcção e dramaturgia: Gisela Cañamero
Interpretação: Gisela Cañamero, Paulo Duarte e João Vasco Henriques

Vítima da Crise
Teatro Art´imagem (Porto)
26 de Novembro (6.ª feira) – 21.30h
M/ 12 anos
Entrada livre
Sociedade Filarmónica Operária Amorense
Amora – Seixal

“Perdi o emprego... E agora?”
Há quem não desanime e vá à luta, mas José vai fazer exactamente o contrário. Esta é uma peça sobre as pessoas que mascaram a impotência e a inércia com palavras de revolta. Uma peça sobre a tragédia do homenzinho de rua, que grita contra os deuses ao mesmo tempo que muda de canal de televisão...

Autoria e encenação: Jorge Palinhos
Interpretação: Isabel Pinto e Valdemar Santos
Co-produção: Teatro Art´imagem / Terra na Boca

O libertino passeia por Braga, a idolátrica, o seu esplendor
O Grupo (Almada)
27 de Novembro (sábado) – 21.30h
M/ 16 anos
Ingresso: 4 €
Cinema S. Vicente
Aldeia de Paio Pires – Seixal

Numa Braga símbolo da repressão que a Igreja sempre exerceu, passeia-se o Libertino, personagem saída da mente de Luiz Pacheco, o mesmo que no início dos anos 1960 andou nas carrinhas da biblioteca itinerante da Fundação Gulbenkian, distribuindo livros ao país real e dando alimento às mentes sedentas de leitura, principalmente as jovens gerações. O Libertino conhece bem o país onde vive. Sabe-o acanhado, de gente agredida no corpo e na alma, onde a moral é um colete-de-forças que o grupo dominante aplica ao dominado para salvaguardar a sua prepotência. As suas conversas e reflexões descrevem e dão-nos uma imagem muito mais exacta da realidade portuguesa, da vida acanhada em tempos de opressão num país cinzento de violências contidas, do que toda uma literatura que se pretendeu interferente.

Autoria: Luíz Pacheco
Encenação: António Olaio
Interpretação: André louro

Sem Abrigo
Grupo A Muleta, Art´Anima (Seixal)
30 de Novembro (3.ª feira) – 21.30h
M/ 12 anos
Entrada livre
Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense
Seixal

Sem Abrigo aborda as consequências de alguém que tem de mudar de vida, facto sempre complicado e embaraçoso, mas cada vez mais frequente na sociedade contemporânea. Perante isto, como reage a família, agora obrigada a muitos sacrifícios, impensáveis no passado. E quando os problemas surgem, o Estado parece lento na solução de certos casos de solidariedade e as entidades responsáveis parece não poder fazer mais do que já fazem. Mas, quando tudo parece desmoronar-se, eis que, mais tarde ou mais cedo, surge a solução.

Autoria e encenação: Joel Lira
Interpretação: Rogério Cordeiro, Adriana Santos, Paula Coelho e Fernando Ruivo

O Saguão, de Spiro Scimone
Teatro dos Aloés (Amadora)
3 de Dezembro (6.ª feira) – 21.30h
M/ 12 anos
Ingresso: 6 €
Auditório Municipal
Fórum Cultural do Seixal

Num saguão cheio de imundícies encontramos Peppe, Tano e Alguém, três homens que já não sabem o que é o tempo mas ainda querem tanto viver, com os seus pequenos gestos, com a vontade de se ouvirem, com o prazer de brincarem. Naquele pequeno pátio interior, ninguém lhes pode retirar esses prazeres. Ali, ainda podem recordar e existir. Naquele pequeno pátio, tudo é permitido e tudo parece possível.
Um texto onde é possível colocar as mais amargas perguntas da actualidade, as mais pequenas obsessões do dia-a-dia. Com um ritmo cómico que não abranda e que investe a velocidade incolor da linguagem de televisão. Um texto que alterna uma abstracção cruel com o realismo poético.

Autoria: Spiro Scimone
Encenação: Jorge Silva
Interpretação: Daniel Martinho, João de Brito e Luís Barros

Vidas sem Pessoas
Projecto Ficções (Seixal)
4 de Dezembro (sábado) – 21.30h
M/ 12 anos
Entrada livre
Independente Futebol Clube Torrense
Arrentela – Seixal

O documentário da National Geographic intitulado Life Without People foi o ponto de partida de Paula Perdição para a escrita e concepção deste espectáculo. Em palco, um conjunto de questões filosóficas. Seria a Terra um melhor local sem a existência do ser humano? E que sucederia com coisas que o ser humano criou como o amor, a música, a amizade, a solidão e a guerra? Eis algumas das questões colocadas neste espectáculo do Projecto Ficções.

Autoria e encenação: Paula Perdigão
Interpretação: Alexandra Viegas, Denise Bravo, Liane Bravo, Márcia Santos, Marta Martins, Vitor Cândido e Vera Mónic

Pão
Baal17 (Serpa)
5 de Dezembro (domingo) – 16h
M/ 12 anos
Entrada livre
Clube Recreativo da Cruz de Pau
Amora – Seixal

Pão é um espectáculo criado pela Baal 17 a partir de recolhas realizadas em torno das histórias e memórias do pão, percorrendo e explorando dramaturgicamente os seus diferentes significados, envolvendo-o como “personagem”, numa viagem aos trabalhos da terra, ao homem, ao amor, à descoberta e à poesia.
Claramente inspirado pelo e no Alentejo e pelas suas profundas transformações, memórias e tradições, a Baal 17 pretende questionar o relacionamento entre o homem e o pão, despertar histórias, sentimentos e emoções através do teatro: “Pão” é amor e morte. Vida e a terra. Amor entre estranhos.

Encenação: Marco Ferreira
Interpretação: Aline Catarino, Filipe Seixas e Vânia Silva

A Neve
Teatro das Beiras (Covilhã)
7 de Dezembro (3.ª feira) – 21.30h
M/ 12 anos
Ingresso: 4 €
Cinema S. Vicente
Aldeia de Paio Pires – Seixal

O Teatro das Beiras baseou-se em cinco contos de Vergílio Ferreira – O Encontro, A Palavra Mágica, A Fonte, A Galinha e A Estrela – para criar este espectáculo. Em todos, um ponto comum: um humor triste e alguma nostalgia em relação à condição humana. Memórias de um tempo, que não foi assim há tanto tempo, em que o coração dos homens era frio como a neve, elemento tão presente na vida do autor, que passou parte da sua vida em diversas zonas do interior do país. Talvez por isso, a sua obra revele tanto a vida na província e reflicta o contraste campo/cidade e traduza a essência do povo português, da alma latina, saudosista e plena de surpresas.

Textos: Vergílio Ferreira
Adaptação, dramaturgia e encenação: José Carretas
Interpretação: Fernando Landeira, Pedro Damião, Pedro da Silva, Rui Raposo Costa, Sónia Botelho e Teresa Baguinho

A Última Noite de Florbela
Almagesto
8 de Dezembro (4.ª feira) – 21.30h
M/ 12 anos
Entrada livre
Auditório do Pavilhão Municipal do Alto do Moinho
Corroios – Seixal

Dada a singularidade do seu temperamento, aliada à rejeição que isso motivava da parte da sociedade e sobretudo, em virtude das relações amorosas que nunca a satisfazem, surge em Flor Bela a sua ambição de infinito, o desejo de morrer. Sonho a que Flor Bela repetidamente regressa: o sonho de um lugar sem mágoas, nem solidão, onde as desilusões não a possam atingir. É ela a «Maria das Quimeras», que acorda sempre dos seus sonhos de amor, mas espera, ainda assim, que essas quimeras impossíveis se renovem.

Autoria: António Fragoso e Mina Leal
Encenação: Mina Leal
Interpretação: António Fragoso, Ana Santos, Diana Soares, Filipe Duarte, Jennifer Ávila, Márcia Santos, Joana Monteiro, Joana Teixeira, Inês Lima, Rafael Videira, Sara Soares e Zé Santos

Sou o Vento
O Grito (Seixal)
9 de Dezembro (5.ª feira) – 21.30h
M/ 12 anos
Entrada livre
Espaço Animateatro
Amora – Seixal

Dois amigos evocam um passeio de barco à vela num dia de verão. A beleza e o pavor do mar remetem para um evento assustador, incompreensível e secreto. A linguagem simples e repetitiva e o despojamento minimalista da cenografia enfatizam a solidão profunda dos homens. A luz branca do nevoeiro, o isolamento no espaço e a imobilidade do tempo criam instantes de grande recolhimento e essa é a finalidade confessa do autor: "criar momentos em que um anjo passa". Esta concentração redutiva possibilita súbitas explosões de uma espécie de sabedoria intensa e indizível, ao mesmo tempo triste e engraçada.

Autoria: Jon Fosse
Encenador: José Vaz
Interpretação: João Vasco Henriques e Rui Arcílio

Conrad
Grupo de Teatro Spotlight on US (Grupo Desportivo do Cavadas, Seixal)
10 de Dezembro (6.ª feira) – 21.30h
M/ 12 anos
Entrada livre
Centro de Solidariedade Social de Pinhal de Frades
Arrentela – Seixal

O Grupo de Teatro Spotlight on US conta-nos a história de Conrad, um homem de infância pouco feliz. A sua mãe era uma prostituta que engravidou de um homem influente em França e fugiu para Portugal mal o soube. Sete anos depois de chegar a Portugal, foi presa por estar no país ilegalmente. Conrad foi entregue a um orfanato, sem saber maior parte da sua vida. Aos 18 anos recebe uma carta que a mãe lhe deixara, a contar tudo o que ele não sabia. Qual o passado de Conrad ele já sabe. Mas o que lhe reserva o futuro?

Autoria e encenação: André Pepe
Interpretação: André Pepe, Inês Filomena, Jessica Garcia, João Carvalho, Nelson Cruz e Sara Neto

Sexo? Sim, mas com orgasmo
Com Guida Maria
11 de Dezembro (sábado) – 21.30h
M/ 16 anos
Ingresso: 10 €
Auditório Municipal
Fórum Cultural do Seixal

Guida Maria regressa aos monólogos com Sexo? Sim, mas com Orgasmo, um texto actual que analisa, sem preconceito, a importância da sexualidade vivida com prazer, sem tabus e em harmonia entre os sexos. Composta por vários monólogos, o espectáculo aborda temas como Adão e Eva, A primeira relação sexual na Terra, O Aborto, A Menstruação, A Virgindade, Lição de Orgasmo bem como outros problemas reais, muitas vezes sérios, que são abordados com um sorriso nos lábios.

Autoria: Dario Fo, Franca Rame, Jacopo Fo
Direcção: António Pires com Cassiano Carneiro
Interpretação: Guida Maria

16.11.2010 - 14:37

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