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Apresentado no Barreiro
Livro “Escuro e Claro” guardião de vivências culturais

Apresentado no Barreiro<br>
Livro “Escuro e Claro” guardião de vivências culturaisO Livro “Escuro e Claro” foi ontem, dia 9 de Outubro, apresentado aos professores das escolas do 1º e 2º ciclos do Barreiro, no âmbito da Quinzena da Educação. A obra é da autoria de Madalena Victorino, Inês Barahona, com ilustrações de Rita Batista. Esta é uma criação que ‘guarda’ as experiências vividas pelas crianças (dos 7 aos 11 anos), no contato com as artes.

O livro tem a chancela do Ministério da Cultura, Direção-Geral das Artes, através do Programa Território Artes. É gratuito e pode ser requisitado pelos professores junto da Câmara Municipal do Barreiro.

Inês Barahona, uma das autoras com formação em Filosofia da Arte e em Artes Performativas, tem percorrido o País a apresentar este livro aos professores, uma vez que considera que estes são “nossos aliados, pois são os últimos grandes mediadores junto das crianças”.
Durante a sessão foi dando dicas e conselhos aos profissionais de ensino sobre a forma como devem fazer a apresentação do livro aos seus alunos. Para a autora deve haver uma “cerimónia de entrega do livro”. Defende que a cada aluno lhe deve ser entregue uma publicação e ao mesmo tempo dizer-lhes breves palavras. Exemplificou com os professores pressentes: “este livro está cheio de vida”, “ ele vai ajudá-la ainda mais a reforçar a sua alegria”, etc. Justifica que desta forma sentem que o livro é seu, “a forma como se entrega o livro faz com que a relação estabelecida com este seja diferente”, referiu.
O passo seguinte é nomear o aluno de “espectador”, implicando uma mudança de estatuto, com direito a uma atenção exclusiva.
Para Inês Barahona, o livro pretende ajudar a criar mecanismos de construção para um discurso dos alunos mais elaborado e consistente a respeito das artes.
Da capa à contra capa
A capa do livro assume imagens diferentes mediante o recorte das letras do título (estas são destacáveis). Uma altura para, segundo o autora, “explicar aos alunos que não somos todos iguais e que devemos respeitar essas diferenças”.


De salientar que a publicação é envolvida num “casaco” (capa plástica que protege o livro) indicado para tudo o que se quiser guardar (folha de uma árvore, pedrinhas, etc). Por outro lado, na contra capa existe uma gaveta - envelope, um “bolso secreto” para guardar as relíquias (bilhetes, papel de rebuçado, etc.).
Um lápis branco acompanha a publicação para as crianças poderem escrever nas folhas pretas. Inês Barahona justifica a sua utilização pois nem sempre se vendem em todos os conjuntos de lápis.
Como nasce o título
A designação “Escuro e Claro” surgiu da ideia de se fazer um livro para todos os alunos do 1º e 2º ciclos do País no entanto, segundo a autora, as dificuldades económicas que atravessamos levou à impressão a duas cores. Ficou a preto e branco.
Para além do teatro, este livro está preparado para ser utilizado após um filme, ou um ateliê.
Nas primeiras páginas descobrimos uma “Carta para ti…” o livro é escuro e claro… os espetáculos que vês dentro do escuro do teatro desaparecem, evaporam-se como uma nuvem. O teu livro não. Fica para te lembrares do que aconteceu. Ao folheá-lo, tudo vai aparecer de novo na tua memória.
O título do livro sai justificado: Este livro é escuro, porque o teatro é uma casa com paredes pretas e sem janelas, onde te encanta a maravilha das luzes que brilham, quando tudo começa (…)
(…) Este livro é claro, porque é vazio de cor. É um livro para os teus olhos colorirem, para as tuas mãos preencherem de coisas importantes. Este livro é claro, porque nele ficam muito claras as experiências que viveres no teatro.(…)

O livro está estruturado em quatro partes, para: ANALISAR, COLECIONAR, CRITICAR e SABER de forma a ajudar as crianças a produzir um discurso sobre as artes.

Ao ANALISAR é considerado o espetáculo como se de uma árvore se tratasse. Escrevem-se palavras que estão dentro do espetáculo como se fossem folhas, nas raízes escrevem-se as palavras-chave do espetáculo. No cabeçalho é, ainda, escrito o nome do espetáculo, o nome do Teatro, o local onde se sentou e como se sentiu. Depois é feito um pequeno retrato do espetáculo com a cena preferida.
Mais à frente é feita a radiografia do espetáculo como se fosse a imagem do ser humano: na zona dos ouvidos (tipo de música), nos olhos (o cenário), no cérebro (pensamento ou ideia do espetáculo), no coração (sentimentos experimentados), na barriga (onde e como terá nascido o espetáculo, nas pernas (explicar se a história mudou de caminho a meio), nos pés (indicar se houve fugas ou corridas, passeios, entradas e saídas de atores).

A sessão COLECIONAR contempla uma pequena coleção de palavras interessantes e intrigantes. Estão, ainda, estruturados minilivros onde são escritas as ideias e sensações que se experimentou, nos minilivros do medo, do riso, do amor, do desconhecido, acontecimentos estranhos, etc.
As páginas pretas do livro são dedicadas à zona das perguntas difíceis: o que é a memória? o que é sentir?, o que é a claridade, etc.

Na área CRITICAR é possível escrever quais os espetáculos de que não se gostou e porquê e aqueles de que se gostaram, dando a sua classificação. Sugere-se, também, novos títulos.

Na última área, a do SABER, encontra-se um dicionário com uma série de palavras que pertencem às artes do teatro, da música e da dança.

No fim do livro os alunos são desafiados a escrever sobre o que se passa com as artes na localidade onde residem, através do email: olivroescuroeclaro@dgartes.pt

Fonte - CMB

10.10.2012 - 15:37

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