bastidores


PCP manifesta a sua preocupação relativamente ao encerramento
da Unidade de Convalescença do Hospital do Litoral Alentejano

O PCP questiona o motivo desta perda de valência por parte da ULSLA, privando a população do Litoral Alentejano de usufruir na região de uma Unidade com estas características e abrangência.

A Direção da Organização Regional do Litoral Alentejano do PCP manifesta a sua preocupação relativamente ao encerramento da Unidade de Convalescença do Hospital do Litoral Alentejano, conforme informações noticiadas pela autarquia, comissão de utentes e comunicação social.

O PCP tem conhecimento que o Concelho de Administração (CA) da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) anunciou o encerramento da Unidade de Convalescença da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e a transformação na Unidade de Medicina C a 18 de Março.

Esta Unidade tem como missão: “Prestar tratamento e supervisão clínica, continuada e intensiva, e para cuidados clínicos de reabilitação, na sequência de internamento hospitalar originado por situação clínica aguda, recorrência ou descompensação de processo crónico”. (art. 13.º DL n.º 101/2006). A Unidade de Convalescença destina-se aos utentes que na sequência de um episódio agudo de doença (AVC, fracturas…), se encontram numa situação de dependência, com perda de autonomia que é potencialmente recuperável. Os cuidados prestados têm como objectivo a reabilitação funcional da pessoa.

Desta forma, o PCP questiona o motivo desta perda de valência por parte da ULSLA, privando a população do Litoral Alentejano de usufruir na região de uma Unidade com estas características e abrangência. Que resposta será dada aos doentes com critérios para uma recuperação da sua autonomia? Como fica assegurada a igualdade de direitos no acesso a cuidados de saúde da população do Litoral Alentejano?

Esta mesma Unidade, já há vários anos que não estava a funcionar na sua plenitude (18 camas numa capacidade de 25) por falta de enfermeiros. Sabemos também que havia acordo com a RNCCI para a reativação das restantes camas, havendo sempre incumprimento por parte da ULSLA, comprometendo o processo. O PCP denuncia esta falta de objetividade e incapacidade dos órgãos de gestão em manter esta Unidade produtiva e eficiente, com sérios prejuízos para a população do Litoral Alentejano. Perante esta gestão danosa ao longo dos anos, o CA da ULSLA opta pela solução mais fácil, o encerramento da Unidade de Convalescença.

No seguimento destas recentes notícias o Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República já questionou o governo sobre o encerramento da Unidade de Convalescença na ULSLA.

Fonte - Direcção da Organização Regional do Litoral Alentejano do PCP


27.03.2021 - 12:47


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