conversas de 2 minutos


Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro
“Considero que globalmente as Festas foram positivas e que foram um êxito”

. As Festas têm que ser do concelho e o concelho tem que sentir os seus reflexos na Festa.

. Um espaço de encontros das comunidades que vivem no nosso concelho, oriundas de várias partes do mundo

Numa breve conversa com Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, procurámos fazer um balanço das Festas do Barreiro e da MEI 2006.
“Pensar as Festas de forma mais integrada, como um elemento do desenvolvimento da cidade e do concelho” – é uma ideia força expressa pelo Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, na entrevista ao “Rostos”.

“Nós quando organizámos as Festas do Barreiro de 2006 tínhamos alguns objectivos, e, também, a consciência que estas eram as primeiras Festas que esta vereação ia organizar.
Este era, portanto, se assim quisermos chamar, o ano zero das festas.
Mas, nos nossos objectivos, pretendíamos fundamentalmente que fossem umas festas do povo do Barreiro e que motivassem as populações das zonas envolventes do nosso concelho.” – salientou Carlos Humberto.

Dar um salto qualitativo

“Pretendíamos que as Festas fossem um ponto de encontro com a população, um espaço de amizade e solidariedade, no fundo trazer o Barreiro às Festas e que as Festas fossem as Festas do povo do Barreiro.
A ideia que temos, no balanço que fazemos é que, em grande medida, esses aspectos que propusemos para as Festas foram conseguidos.
Nós temos sempre uma atitude autocrítica e pensamos que, apesar dos resultados, é preciso dar um salto qualitativo nas nossas festas.” – acrescentou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

Balanço é positivo

“A apreciação que temos, o balanço geral que fazemos, as impressões e as opiniões que nos chegam são, no fundamental, positivas.
Registamos que tem havido muita gente a participar, a participação popular é grande, intensa, a satisfação que nos chega é positiva, portanto, no fundamental, pensamos que atingimos os objectivos que tínhamos para esta festa.
Posso ressaltar que na MEI – Mostra Empresarial e Institucional tem uma presença significativa, o espaço das Tasquinhas, com o respectivo Palco (mesmo tendo aspectos a melhorar) é um êxito.
O Espaço Juventude, que foi uma primeira tentativa, que teremos que aprofundar, considero que também foi conseguido.
O Espaço dos Artesãos, penso que precisa de ser repensado quanto ao futuro, não só na sua localização, que nos parece não é a indicada, mas até mesmo nos seus contornos.
No entanto, este ano, fomos ao encontro de opiniões sobre a necessidade de mudar o local e foi mudado, mas, de qualquer forma, parece não ser aquele o adequado.” – referiu o autarca.

Festas foram um êxito

Na opinião de Carlos Humberto – “O Espaço da exposição do município é apresentado de forma mais dinâmica e criativa e considero que o saldo é positivo.
As áreas dos divertimentos, contando com 41 presenças, deve ser a mais significativa numericamente, relativamente aos últimos anos.
O Palco das Marés, com um programa diversificado, onde actuaram também artistas barreirenses, ou da comunidade barreirense, penso que é uma linha e um caminho que devemos prosseguir.
E, as cerimónias religiosas que também se inserem nas Festas do concelho do Barreiro, todo o conjunto de actividades, repito, considero que globalmente foram positivas e que as Festas foram um êxito.
Podemos, penso, sem fugirmos às palavras, e sem medo das palavras, referir as festas como um êxito. Penso que é assim que as podemos considerar”.

Festas reflexo do concelho

Este modelo de Festas, que acaba por ser adoptado, de certa forma de um modelo instituído pelo Executivo anterior, significa que começa agora a existir um contorno daquilo que pode ser um modelo de referência para as Festas do Barreiro?
“Acho que nós devemos partir sempre da realidade que temos, daquilo que existe e repensar a realidade, reavaliar permanentemente e depois traçar novos caminhos.
Considero que hás aspectos deste modelo que são interessantes e que é preciso aprofundar, mas, acima de tudo acho que é preciso darmos um salto qualitativo nas nossas Festas.
Temos que repensar, porque estamos condicionados pelo espaço, este é, também, um assunto que ter que ser repensado.
Não quero dizer que esteja a pensar que as festas saiam daquela zona, não estou a pensar nisso, nesta fase, mas quanto ao futuro acho que temos que pensar as Festas de forma mais integrada, como um elemento do desenvolvimento da cidade e do concelho.
Mas, mesmo continuando as Festas naquele local, há aspectos da localização e implantação das festas que é preciso, do meu ponto de vista, pensar, tendo presente os intensos condicionalismos de carácter financeiro da Câmara e também que é preciso dar um salto qualitativo.
As Festas do Barreiro têm que continuar a ser um espaço de encontro, de solidariedade, de convívio, de amizade, mas as Festas devem reflectir diversos aspectos da vida do concelho.
As Festas da Cidade e a MEI têm que ser o corolário da actividade, não tanto do município, como dos diversos agentes locais.
As Festas têm que ser do concelho e o concelho tem que sentir os seus reflexos na Festa.”

Espaço de encontro com o mundo

“Por outro lado, ao nível do palco, das actividades do palco e das diversões e dos aspectos culturais, penso que é preciso ponderar e repensar, para que aquele palco seja não só o Palco das Marés, mas os “Espaço das Marés”, um espaço de encontros das comunidades que vivem no nosso concelho, oriundas de várias partes do mundo.
Seria transformar as nossas festas num espaço de solidariedade, num espaço do mundo.
Estamos a pensar, sem promessas, sem dizer que será isto, mas para nós o importante é que as próximas Festas sejam construídas com as pessoas, com a comum idade e com as que construíram estas festas e têm a experiência de as construírem e, com eles, teremos que pensar e ponderar as festas do futuro.
Temos consciência que estamos a construir um caminho, no essencial será darmos uma força qualitativa diferente.”

Aproximação aos investidores

Verificou-se uma alteração do tecido de participação na MEI, não considera que é necessário investir mais e ganhar mais empresários para que participem nas Festas e na MEI?
“Acho que sim. Nós, fizemos um primeiro esforço nesse sentido e considero que é preciso trabalhar mais para melhorar.
Até porque, como temos dito, o principal problema do concelho do Barreiro é um problema de desenvolvimento económico, de criação de emprego, de criação de riqueza, e, até, tendo em conta isso mesmo, nós pensamos que também nas Festas, não sendo o fundamental, esse esforço de revitalização económica e de valorização do tecido empresarial, também nas Festas se deve reflectir.
Nós fizemos um esforço de aproximação aos investidores e quero referir que, um ou outro, que estavam com dúvidas em participar, com base nos contactos que fizemos os motivámos à sua participação.
Por outro lado, o facto de uma parte dos empresários, nos terem dado um apoio significativo para a realização das Festas, e, sublinho que seria muito difícil realizarmos as Festas, se não tivéssemos tido esse apoio, que refiro é significativo e deve ser continuada. Aliás, aproveito para agradecer aos empresários que nos apoiaram.”

Motivar e mobilizar os empresários

“Portanto, tudo isto a propósito da MEI, sabe, considero que, também sobre a MEI, teremos que ponderar e investirmos mais no sentido de motivar e mobilizar os empresários.
Penso mesmo que as Festas do Barreiro, com todas estas vertentes a MEI, o Espaço Juventude, os Artesãos, a participação da Comunidade Católica, precisam de ser pensadas e programadas com mais tempo.
A Câmara Municipal do Barreiro deveria no princípio do ano, ou mesmo antes, constituir um grupo de trabalho que vá pensando e planeando as Festas de 2007, tendo em conta que a própria preparação Mostra Empresarial e Institucional, é um projecto que tem que ser desenvolvido com muita antecedência e, portanto, é nesta perspectiva que teremos que preparar as próximas Festas.
Repito, nós estamos condicionados por múltiplos aspectos, o próprio desenvolvimento do país, a situação económica do país e particularmente a situação económica do concelho, assim como, naturalmente, a situação económica – financeira do município que condiciona muito a realização de actividades que desejávamos realizar
Mas, repito, mesmo com estes condicionalismos, acho que é preciso lançarmos a Festa com um novo fôlego.
Não digo que as Festas de 2007 sejam já essas Festas que desejamos, mas devem ser o abrir do caminho nesse sentido.”

Alterações qualitativas que se registaram no concelho

Sendo o tema das Festas deste ano “30 anos de Poder Local”, para além da exposição da autarquia, não há outras actividades de referência?
“Nós pretendemos com esta nota simbólica, assinalar os “30 anos de Poder Local”, dando o sentido simbólico de agradecimento aos eleitos autárquicos que nestes 30 anos ajudaram e contribuíram paras as alterações qualitativas que se registaram no concelho, e que, de alguma forma, ajudaram a construir aquilo que o concelho hoje é, no que tem de bom e de menos bom.
É o nosso reconhecimento aos trabalhadores da autarquia, aos eleitos autárquicos, à população, aos agentes sociais, culturais, desportivos, económicos, todos aqueles que constroem diariamente este concelho.
E, por outro lado, de forma simbólica, inserida nas acções que a Associação Nacional de Municípios leva a efeito, inserirmos, esta ideia das comemorações dos 30 anos de Poder Local, nas próprias Festas.
Temos uma Pavilhão onde fundamentalmente procuramos referir aquilo que era e aquilo que é hoje, o concelho do Barreiro, pela acção do Poder Local.
Os vários exemplos apresentados, procuram reflectir sobre os saltos e as mudanças que se verificaram no nosso concelho, coisa que todos nós, eu inclusivé, temos tendência para esquecer, e, ali, perante as imagens, elas ajudam-nos a recordar.”

Os cem anos da CUF

Qual o tema das Festas do próximo ano? Será o centenário da CUF?
“O tema não está pensado. Os cem anos da CUF é uma ideia interessante. Em 1907, iniciou-se a construção das instalações da CUF, mas a laboração teve inicio em 1908.
Portanto, a ser o tema, nas Festas de 2007 os “Cem anos da CUF”, teremos que ver, mas, digo-lhe, isso, não está pensado, teremos que ver se será no ano 2007, ou se no na o 2008.
Admito que as comemorações do centenário da CUF possam ser anunciadas em 2007 ( não pretendo adiantar-me a ninguém) e serem concretizadas em 2008.”

Agradecer aos trabalhadores

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, ao finalizar esta nossa conversa de balanço das Festas do Barreiro de 2006 e da MEI, salientou que – “Gostava de nesta entrevista, fazer um agradecimento e uma reflexão.
Agradecer a todos os que participaram, construíram, projectaram, dinamizaram e colocaram em funcionamento as festas, nomeadamente, aos trabalhadores da Câmara, aos que marcam presença, na área dos divertimentos, na MEI, nos Artesãos, nas Tasquinhas, a todos os que participaram.
E, por outro lado, um agradecimento e um pedido de desculpas às populações que residem na zona próxima onde se situam as Festas, porque trazem sempre problemas, inconvenientes, alteração de hábitos, sendo as pessoas penalizadas. A todos agradeço e as desculpas pelo incómodo.”

Reganhar confiança, a esperança

“Por fim gostava de deixar aqui uma reflexão, porque todos nos interrogamos, perante a situação financeira da autarquia, se devíamos realizar ou não as Festas, mesmo tendo em conta o importantíssimo apoio financeiro que recebemos de alguns empresários.
Tenho a convicção que nós, precisamos no Barreiro, de gente confiante, gente que ganhe força dinamismo, combatividade, confiança para os desafios que a vida nos coloca.
Todos sabemos que no mundo actual, a situação internacional, a guerra, algum desencanto, a própria situação nacional, até, a situação do concelho, nos colocam dúvidas, mas, quero salientar que considero que estes momentos de encontro, de convívio, de amizade, de diversão, são indispensáveis para reganhar confiança, a esperança e a combatividade que nos fazem falta para enfrentarmos, todos juntos, os desafios do futuro.
As Festas também podem servir de alguma forma para nos dar momentos de alguma alegria e confiança, por isso, mesmo com dificuldades elas foram realizadas e, como disse, com êxito.
Estou satisfeito com o balanço das Festas, mas quero mais.” – referiu a finalizar Carlos Humberto.


18.8.2006 - 0:18


COPYRIGHT

Todos os elementos deste site são da propriedade do Rostos e estão protegidos pela lei portuguesa, ao abrigo do Código dos Direitos de Autor e do Código da Propriedade Industrial, não sendo atendível a invocação do desconhecimento dessa protecção legal. A utilização dos mesmos apenas é permitida para fins não comerciais e informativos ou para utilização pessoal e não deverão ser copiados, modificados, reproduzidos, publicados ou divulgados sob qualquer forma sem autorização do seu proprietário. Exceptuam-se a esta interdição os usos livres autorizados por lei, nomeadamente o direito de citação, desde que claramente identificada a origem.
A cópia, reprodução e redistribuição deste website para qualquer servidor que não seja o escolhido pelo seu propietário é expressamente proibida.