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Sociedade Civil do Barreiro tem que assumir «compromissos activos»
Por António Sousa Pereira

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Sociedade Civil do Barreiro tem que assumir «compromissos activos»<br>
Por António Sousa Pereira Esta é uma terra, desde sempre, onde as pessoas vivem comprometidas com a vida, uma “aldeia-cosmopolita”, feita de pessoas que fazem o pulsar da cidade e do concelho, agem com o coração e sentem as diferenças ideológicas, mas, também, sabem, que esta é uma terra com rostos. Todos nos conhecemos uns aos outros. E o mundo de hoje é tão pequeno e tão global.

Augusto Mateus, na Sessão de Apresentação do Estudo Prévio da Quimiparque e Zona Envolvente, disse, que o Barreiro tem que ser uma terra para trabalhar, viver e visitar, e, na sua intervenção reforçava a ideia-força que “a sociedade civil do Barreiro tem que fazer força”, tem que assumir “compromissos activos”.

Fonseca Ferreira, no decorrer da Sessão de Apresentação do Estudo Prévio da Quimiparque e Zona Envolvente, referiu que o Barreiro é uma terra onde as pessoas têm hábitos de participação. Tem razão. É algo que faz parte da forma se ser e estar no Barreiro.
O Barreiro sempre foi, é, uma terra que se construiu nas conversas, nas colectividades, nas esquinas, por isso sempre considerei que somos uma “aldeia-cosmopolita”.
Temos a dimensão de quem gosta de pensar e reflectir. Temos a dimensão da cusquice, do diz que diz-se…

É necessário : “fazer, fazer, fazer…”

Há dias, fui assistir a uma parte do debate do “Forum da Juventude” que, pareceu-me, com poucas presenças, mas, onde, o debate foi acalorado e animado.
A determinado momento, um jovem, dizia, essa ideia que por vezes, se quer fazer passar, que no Barreiro, ao nível cultural nada acontece – “não é bem assim”, dizia ele.
É verdade. No Barreiro há muitas actividades, quer promovidas ao nível municipal, quer pelos seus diversos agentes locais.
No Barreiro há muita criatividade e muitos criativos. Ainda ontem, aqui, no Rostos, divulgámos que um jovem barreirense conquistou um prémio ao nível Europeu, num Concurso de Banda Desenhada.
Mas, voltando ao Forum da Juventude, naquela reunião de jovens, um comentava, a determinado momento, que para dinamizar as actividades culturais é preciso : “insistir, insistir, insistir”.
De repente, dei comigo a recuar no tempo, sentado na Sala de Convívio do Luso Futebol Clube, no ano de 1976, num debate sobre cultura, e, então, Romeu Correia, dizia que para promover actividades culturais, é, tal e qual, como para aprender a dançar, é preciso : “Dançar, dançar, dançar…”
Fiquei com a sensação súbita que, daqui a uns anos, outros jovens, noutra geração, voltarão a repetir que para “fazer cultura”, é necessário : “fazer, fazer, fazer…”.

Os barreirenses acreditaram

Mas, afinal, é isto que dá gozo no Barreiro, é que, sempre, em todos os tempos, há gente, novos e velhos, que gostam de viver a vida fazendo, participando, criticando, construindo…
Foi isto que, em determinado momento, na vida política e cultural local, o PCP, “confortado” na sua “certeza” de sucessivas vitórias políticas ignorou, e, na verdade, por esse autismo, foi penalizado nas urnas pelo eleitorado.
O PS que se apercebeu politicamente dessas fragilidades, lançou um discurso de mudança, um discurso inovador, quer na visão de cidade, quer no fazer cidadania. Os barreirenses acreditaram.
Acreditaram, porque o PS, acima do seu tradicional discurso arcaico do PCP “comer criancinhas”, soube crescer intelectualmente, gerando um sentimento de confiança.
O PS conseguiu, até, rasgar as barreiras de um certa “xenofobia local” dando a liderança da autarquia, pela primeira vez, em eleições, a um cidadão “barreirense - não barreirense”.
Depois, o PS perdeu. Bom, essa história, tem muitas leituras e não vale a pena, agora, estar a perder tempo com esses “fait-divers”.

“O melhor do Barreiro são os Barreirenses”

O PCP ganhou com uma liderança, que na pré-campanha, foi marcada pela simplicidade, pelo diálogo e autocrítica, pelo reconhecimento de erros cometidos. Por afirmar “mea culpa”.
Uma liderança que, afinal, tem vindo a afirmar-se, pelo rigor, pela capacidade de unir vontades, porque aposta numa politica de inclusão e não de exclusão, porque aposta num discurso de afirmação das diferenças, porque, acima de tudo, percebeu que o Barreiro, pode ser uma cidade liderada por comunistas, mas é uma cidade onde todos podem e devem viver e construir a felicidade. Há quem diga que isto é apenas demagogia. São opiniões.
A verdade é que o PCP, percebeu, muito bem, o discurso de Emídio Xavier – “O melhor do Barreiro são os Barreirenses” .
E, Carlos Humberto, natural do Barreiro, sabe, e bem, que o Barreiro é uma terra feita de muitas gentes vindas de muitos lados.

Ganha-se quando se cresce intelectualmente

Tudo isto para dizer, que na vida politica, ganha-se quando se cresce intelectualmente, ou, perde-se quando não se cresce intelectualmente.
Sim, é verdade, na política, há, infelizmente, patamares, onde se ganha com “compras e vendas”, com negócios de votitos, mas essas são vitórias de “pirro”.
A grande vitória de uma liderança, é, quando, pela sua acção, é, capaz de galvanizar intelectualmente, mobilizar vontades contrárias, com ideias, com valores, com objectivos.
Foi isso que deu a vitória ao PS nas autárquicas. Foi isso que deu a reconquista ao PCP nas autárquicas.
Nas lutas, como é natural, até podem existir combates de “fait divers”, mas esses, são meros esguichos passageiros, que não contribuem para cultivar cidadania, nem ajudam a “fazer cidade”.
Repito, o PS ganhou as eleições ao PCP, porque foi capaz de apresentar um projecto de cidade e de cidadania. Num tempo que o PS estava virgem de poder.
Por vezes, parece que o PS esquece que esteve a gerir a autarquia quatro anos, cuja gestão foi penalizada pelo eleitorado, e, quando fala da sua gestão, é sempre com sobranceria, como tendo sido a melhor do mundo, de todos os tempos e que apenas deixou heranças, não tendo recebido heranças.
Falta aqui, sem dúvida, um pouco de humildade politica, e, tal, a existir, só ajudava os socialistas a fazer a catarse da derrota.

PSD ou o BE tem mais «autoridade moral» que o PS

Por essa razão, o PS, nos tempos de hoje, tem alguns problemas para resolver, porque, antes de fazer qualquer critica à actual gestão, ao PS falta-lhe «autoridade moral» e, também «autoridade politica» porque, enquanto foi poder, não soube consolidar a «autoridade politica», nem sequer salvaguardar aquele que poderia ser, ainda hoje, o seu melhor trunfo politico – Emídio Xavier, que já passou à história e dificilmente poderá ser ressuscitado.
Na opinião pública barreirense, por vezes, o PSD, ou o BE, tem mais «autoridade moral» que o PS. Por essa razão o PS Barreiro, tem que ser capaz de assumir, perante o eleitorado e perante os barreirenses, um discurso que lhe dê uma nova dimensão intelectual, ser capaz de se afirmar com causas e ter bandeiras pelo futuro do Barreiro.
Porque, nesta matéria, o PCP/CDU começa a estar a anos luz do PS, mesmo que o PS diga que há coisas que são sua herança, o que não é, com honestidade intelectual uma verdade, e, digo, estou disponível para debater os factos, no plano de ideias e memórias, não no plano da propaganda e da conflitualidade de “clubite partidária”.

PS ter um discurso intelectualmente superior ao PCP/CDU na sua visão de cidade

O PS, em primeiro lugar, tem que ser capaz de fazer a autocrítica dos erros da sua gestão, sob pena de considerar que os eleitores, apenas votaram PCP, por razões exógenas ao concelho, o que é politicamente errado;
Em segundo lugar, o PS tem que ser capaz de ter um discurso intelectualmente superior ao PCP/CDU na sua visão de cidade, sendo capaz de ser co-protagonista dos projectos em marcha na região e apresentando as suas alternativas, sem preocupações de paternidade, porque ir por aí, até as teorias do “Barreiro 2020”, de facto, vão colar-se à estratégia da AML 2020;
Em terceiro, ser capaz de se distanciar de uma “governamentalização” do PS ao nível local ( pois, o caso do Hospital do Barreiro, é, sobre esta matéria, um exemplo típico ), que, contrariamente, ao que alguns pensam, nada tem a ver com falta de solidariedade partidária e defesa dos valores politico partidários, basta seguir o exemplo de António Costa, de Lisboa, uma boa lição;
Em quarto lugar, o PS tem que ter inteligência se quiser superar, eleitoralmente, o PCP/CDU que, nos dias de hoje, tem uma liderança eficiente e eficaz ( que está a conseguir fazer da autarquia uma plataforma que gera cidadania), que conta com uma equipa que faz o que pode, com os recursos que tem, numa Câmara sufocada financeiramente e com recursos humanos,por um lado, em excesso, por outro lado em falta.
O PS sabe isso, ou pelo menos devia saber, pois também deu, na sua gestão, o seu contributo para a situação que existe; assim como o PCP/CDU também sabe, mas isto é uma matéria das guerras político-partidárias.
Será que o PS consegue afirmar-se como uma força politica de esquerda alternativa ao PCP/CDU?

PCP - politicamente - cresceu intelectualmente

Enfim, tudo isto para falar que somos uma cidade com cidadãos activos, conscientes que gostam de participar, e, acima de tudo, somos uma cidade que já demonstrou nas urnas, duas vezes consecutivas – quer ao PS, quer ao PCP – que acima de tudo acredita em projectos e em pessoas, mesmo sendo rosto, de tal ou tal partido, que colocam a acima de tudo e em primeiro lugar os interesses do Barreiro e dos Barreirenses.
O facto é que o PCP, politicamente, nos últimos tempos, cresceu intelectualmente, coisa que os socialistas não aceitam com bom humor.
O facto é que o PS está a baixar a fasquia, basta, seguirmos, hoje, pelas ruas da cidade e olharmos os cartazes que fazem lembrar, aos que têm memória, os painéis do MRPP do já esquecido PREC.

O PCP aposta na inclusão. O PS aposta na exclusão

O PCP está a demonstrar que quer ter a ousadia de viver numa cidade com todos, sejam ou não comunistas, para tal, bastou olhar para os muitos barreirenses presentes no Auditório Municipal Augusto Cabrita, na apresentação do Estudo Prévio da Quimiparque e Zona Envolvente.
O PCP ( que no Barreiro tem pouco CDU) está a conseguir gerar o espaço CDU, não como espaço de intervenção politica especifico, mas como espaço de construção de cidadania, o que, até, na prática, pode ser mais sólido e contribuir para galvanizar a cidade, desde que, o poder, não lhes suba à cabeça.
O PCP quer construir a cidade, e, para tal quer contar com socialistas, sociais democratas e todos os barreirenses, disto não tenho dúvidas, perante a honestidade politica do presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
O PS, por seu lado, parece que quer construir uma cidade de exclusões, para tal coloca com primeira condição - expulsar os comunistas e qualquer um que, de alguma forma sinta um afecto, não político, mas de cidadania, pelo projecto em construção, sendo, de imediato rotulado com o um “inimigo”, alguém que está ao serviço das forças da reacção - o tenebroso comunismo, que come criancinhas. Para alguns, estes, são os «Judas» dos novos tempos.O PCP aposta na inclusão. O PS aposta na exclusão.

BE no Barreiro vai atrás da estratégia do PS

Quanto ao Bloco de Esquerda, bom o Bloco precisa de conquistar espaço ao PCP, e, até acredita que vai superar o PCP. Considero que tal é pouco provável.
Mas, mesmo que isso aconteça ao nível nacional, ao nível aqui da região será muito difícil, para tal, basta olhar para a sondagem do Expresso, como mero indicador, que demonstra, aqui, na AML, o PCP supera o BE.
Mas, naturalmente, por razões estratégicas o BE, nos dias de hoje, no Barreiro, vai atrás da estratégia do PS, e, nem repara que, na verdade, ganha socialmente, quando avança por si próprio e se afirma por si próprio, como protagonista de projectos sociais e de promoção de cidadania,
Sempre o disse que considero o BE, no Barreiro, uma força que tem condições de eleger um vereador, se for capaz de afirmar-se, pouco a pouco, como uma força política de esquerda de referência, de dinamização da cidadania, quer ao nível do desenvolvimento da pluralidade, quer na promoção do debate de ideias.

O PSD está perante o desafio de crescer

O PSD está num dilema, tem dois amores – o PS e o PCP/CDU. Por um lado, tem o compromisso positivo com o PCP/CDU na actual gestão autárquica.
Mas, por outro lado, teme que o PS ganhe as eleições, ou lhe retire espaço político, e, como tal, precisa de se distanciar do PCP.
Mas, o PSD, simultaneamente, sabe que tem partilhado a gestão autárquica, e, portanto, pode perder espaço, perante um PS que vai querer colar o PSD ao PCP, para lhe retirar eleitorado.
O PSD tem sido ao longo dos anos um partido charneira e tem um eleitorado consolidado.
O PSD está perante o desafio de crescer, fazer-se ao mar, alargar os seus horizontes olhando mais para o século XXI, que para o século XX.
O PSD, certamente, vai continuar a assumir um forte protagonismo no concelho do Barreiro, para tal, basta-lhe, manter a sua acção política responsável, de crítica construtiva e de separação das águas.
Nisto, Mendes Costa foi exemplar. Nisto, Bruno Vitorino tem sabido ser estratega. Tanto estica a corda, como dá folga à corda.
O PSD tem o dever moral de começar a apresentar um projecto de cidade renovado, com as suas ideias, com uma visão de modernidade, ocupando o espaço que o PS deixou vazio e entregou de mão beijada ao PCP/CDU.

A vitória autárquica do PS foi a queda do “muro de Berlim”

Estas notas, afinal, para dizer, que, no Barreiro, o que pior que pode acontecer no concelho, para o desenvolvimento da cidadania, será, no próximo cenário de confronto autárquico, que as estratégias politicas conduzam a que se forje uma espécie de “Santíssima Trindade” – ( PS – o pai; PSD – o filho; BE –o espírito santo) para combater o “Demónio” ( PCP/CDU- que come criancinhas e que tem destruído o Barreiro).
É mau para a cidadania do Barreiro. É mau para o futuro da nossa cidade, porque, tal, vai estimular e o retomar de uma cultura do ódio que, na minha opinião, acabou, no dia em que o PS conquistou a Câmara Municipal do Barreiro.
A vitória autárquica do PS, foi a queda do “muro de Berlim” na cidadania barreirense, a partir daí, nada será como dantes. O PCP sabe isso, o PCP aprendeu isso.
O PS pelo contrário com a mágoa, natural, de quem bebeu as “delicias do poder”, está hoje, pelos vistos, mais interessado em ser protagonista do ódio, do que ser protagonista da esperança.

Constituir uma solução de «alternância» ou ser «alternativa»

Dizer que, na verdade, o PS, tem no seu seio, forças, inteligência e capacidades para gerar uma alternativa credível ao PCP/CDU.
O PS, até tem, no concelho do Barreiro, exemplos de trabalho autárquico, realizado com base numa cultura de proximidade e de inclusão, como, em dois mandatos consecutivos, tem conseguido concretizar na freguesia de Coina.
Mas, pelo que parece, pelo menos – o que parece é - está mais apostado em se constituir uma solução de «alternância» do que se apresentar como uma «alternativa».

Vive a pensar que “o Barreiro é o PS”

Já agora, dizer, que para o PCP/CDU, isto não são favas contadas, há muito trabalho pela frente, muito terreno para desbravar e acima de tudo, penso que o PCP/CDU, tem que ser capaz de, na prática,continuar a afirmar e demonstrar que “cresceu intelectualmente”, e, para tal, deve continuar a reflectir sobre a sua “passagem que fez pelo deserto”, coisa, que, soube fazer, e, afinal, até hoje, os socialistas, que também viveram estes quatro anos de deserto, foram incapazes de concretizar, a necessária reflexão : reflectir nos erros, mudar as atitudes e criar novas soluções.
O PCP fez rapidamente a catarse da derrota e, depois, após o “luto”, partiu para a luta com a humildade, no terreno, foi trabalhando, como a formiguinha, criando as bases politico-sociais para reconquistar a autarquia. Conseguiu.
O PS não fez a catarse da derrota, continua convicto que dinamizou a melhor e imaculada gestão de todos os tempos, que abriu todos os caminhos ao futuro, e, por essa razão, age como se fosse uma cigarra, do alto do seu pedestal, cantando hinos ao lixo, aos buracos, às obras, e tudo o que é feito limita-se a ser rotulado como uma herança do PS.
O PS perdeu, neste tempo e espaço, a capacidade de gerar um discurso alternativo, gerar forças que abram a porta à esperança e ser capaz de provar que há mais Barreiro para além do PCP, porque, na prática vive a pensar que “o Barreiro é o PS”.

Uma “aldeia-cosmopolita”

Pronto, vem tudo isto a propósito de Fonseca Ferreira ter referido que o “Barreiro é uma terra onde as pessoas têm hábitos de participação”.
Uma coisa que para qualquer político local, que sinta o pulsar da terra, que conheça as suas memórias e “estórias”, saberá, conscientemente, que, esta é uma terra de gente de trabalho, gente que vive do seu suor, quer sejam trabalhadores ou empresários.
Esta é uma terra, com a cultura da fábrica, com um sentimento de esquerda, até o PSD no Barreiro, pensa e age à esquerda.
Esta é uma terra, desde sempre, onde as pessoas vivem comprometidas com a vida, uma “aldeia-cosmopolita”, feita de pessoas que fazem o pulsar da cidade e do concelho, agem com o coração e sentem as diferenças ideológicas, mas, também, sabem, que esta é uma terra com rostos. Todos nos conhecemos uns aos outros. E o mundo de hoje é tão pequeno e tão global.

Sociedade Civil tem que assumir compromissos activos

Findo, com as palavras de Augusto Mateus, na Sessão de Apresentação do Estudo Prévio da Quimiparque e Zona Envolvente, disse – “O Barreiro pode ressurgir com uma nova ambição”, porque se “tentar ressurgir controlando as perdas, perde mais”.
Dizia ele que o Barreiro tem que ser uma terra para trabalhar, viver e visitar, e, na sua intervenção reforçava a ideia-força que “a sociedade civil do Barreiro tem que fazer força”, tem que assumir “compromissos activos”.
É tempo de o Barreiro, dizia Augusto Mateus , “unir a sociedade civil em torno de projectos” e, sublinhava que “tudo isto só faz sentido reinventando o Barreiro”.
É preciso acreditar – dizia Álvaro Mateus. Eu acredito. Sou apenas um que acredita.
E, acima de tudo, quero acreditar, nos políticos desta terra, que demonstrem, por estratégia, por acção, na prática, como dizia Augusto Mateus, no Auditório Augusto Cabrita, nas suas palavras que subscrevo – “Não é preciso matar o que o Barreiro herdou do passado, mas, é preciso avançar não olhando para o passado, mas olhando para o futuro”.
Por isso sou dos que acredita, por isso estou disponível, como homem e como cidadão, para dar o meu contributo, acima de tudo, porque acredito que é preciso apostar na construção de uma terra renovada para os meus filhos.
Tenhamos a coragem de deixar um mundo melhor que encontrámos.
Vale a pena! Para tal todos devemos dar o nosso contributo, participar...criticar com esta ideia – “ A Sociedade Civil do Barreiro tem que assumir «compromissos activos», porque, sem dúvida, há mais vida no Barreiro para além dos partidos e, aqui, todos podem agir e co-operar com os partidos, que, nas suas estratégias, apostem na inclusão e afastem as teorias da exclusão.

António Sousa Pereira

6.4.2009 - 20:51

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