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Presidente da Câmara Municipal do Barreiro afirma
Quiseram “convencer-me que a Ponte Barreiro-Chelas não se justificava
. Câmara Municipal do Barreiro promove iniciativa sobre a terceira travessia do Tejo, no Barreiro, dia 14 de Março“Eu já não consigo dizer quem falou comigo. Sei quais foram as pessoas. Sei a mando de quem vinham falar comigo. No início do mandato, houve uma entidade, que eu não tenho dúvidas está ligada à LUSOPONTE, a convencer-me que a Ponte Barreiro-Chelas não se justificava. O que se justificava era a solução que o Engenheiro José Manuel Viegas anda a apresentar” – referiu o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro,no decorrer da reunião da Assembleia Municipal do Barreiro.
Eduardo cabrita, PS, referiu que a solução Beato-Montijo tem custos concretos no “plano da estrutura da Defesa nacional, face aos interesses militares existentes na área da base do Montijo”, e, sublinhou, igualmente, “os custos na componente ferroviária internacional” recordando que Espanha terá o TGV, em Badajoz, em 2010.
“A solução Barreiro-Chelas é aquela que contempla um quadro de maior capacidade de responder aos vários parâmetros de análise que são consideradas” – sublinhou Eduardo Cabrita.
No decorrer da última reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, António João Sardinha, PS, referiu que “o processo relativamente à ponte sobre o Tejo – Barreiro/Lisboa – sofre um impasse” e, nesse sentido, perguntou ao presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sobre que diligências a autarquia está a desenvolver visando a manutenção deste projecto e consolidando a sua concretização para o Barreiro.
Igualmente, Isidro Heitor, PS, recordou que na informação do presidente da Câmara é sublinhado o “acompanhamento das questões relativas à terceira travessia do Tejo”, nesse sentido, solicitou informação sobre “documentos concretos elaborados” e se os mesmos poderiam ser facultados à Assembleia Municipal do Barreiro.
PEDEPES defende Barreiro- Chelas rodo ferroviária
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que a Terceira Travessia do Tejo, é uma matéria que está na sua agenda “todos os dias” porque “há sempre algo a tratar”, recordando que “é impossível referir todas as diligências” que vão sendo concretizadas diariamente.
Referiu que já foi concretizada uma reunião com o Ministro das obras Públicas, que foi solicitada uma reunião ao Primeiro Ministro que informou que o assunto seria tratado com o Ministro das Obras Públicas, foram estabelecidos contactos com a Secretária de Estado dos Transportes, foi realizada com o Presidente do LNEC.
Referiu que a Associação de Municípios da Região de Setúbal realizou uma reunião para a qual convidou cerca de 200 estruturas do distrito de Setúbal, que aprovaram o Plano Estratégico da Península de Setúbal, para debater um Plano de Mobilidade do Distrito.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, nesta reunião, todas as intervenções e as conclusões apontam para a defesa da travessia Barreiro-Chelas, com as componentes ferroviária e rodoviária.
Recordou que a presidente da Câmara Municipal de Almada defendeu que a prioridade não é Algés-Trafaria, mas sim Barreiro-Chelas.
Igualmente, a presidente da Câmara Municipal do Montijo, que esteve presente, sem fazer ntervenções, Carlos Humberto, referiu pelo que tem afirmado publicamente “não discorda” da solução já anunciada pelo Primeiro Ministro,
Ponte interessa ao concelho e interessa ao país
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que a intervenção da autarquia sobre esta matéria, da ponte Barreiro- Chelas, “tenho procurado intervir de forma menos emotiva e mais racional”.
“Nunca pus, em nenhum momento, os interesses do concelho, em contraponto com os interesses da região e com os interesses do país, ou com os interesses de outros concelhos” – sublinhou o autarca.
Recordou que a ponte é importante “porque faz falta ao Barreiro” mas, acrescentou, que a ponte “dá suporte a uma estratégia ao desenvolvimento regional, que interessa à região, interessa ao concelho e interessa ao país, sendo indispensável para a consolidação da estratégia da cidade de duas margens”.
É inevitável que o LNEC venha a confirmar o corredor Barreiro-Chelas
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que “continuo a não perceber” porque foi solicitado um novo estudo ao LNEC, dado que o LNEC em estudos apontava já esta solução.
Nesse sentido considerou que “é inevitável que o LNEC, venha a confirmar” o que já tinha, anteriormente, que a ponte será no corredor Barreiro-Chelas, com as componentes ferroviária e rodoviária.
“Estou convicto. Espero que não me enganar que é inevitável que a ponte venha para o Barreiro” – sublinhou.
“Esta cedência de 45 dias é uma cedência aos lobbies” – sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Convencer-me que a Ponte Barreiro-Chelas não se justificava
“Eu já não consigo dizer quem falou comigo. Sei quais foram as pessoas. Sei a mando de quem vinham falar comigo. No início do mandato, houve uma entidade, que eu não tenho dúvidas está ligada à LUSOPONTE, a convencer-me que a Ponte Barreiro-Chelas não se justificava. O que se justificava era a solução que o Engenheiro José Manuel Viegas anda a apresentar” – referiu o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acrescentando – “Isto de alguma forma acho que diz tudo.”
Indispensável a Ponte Barreiro- Seixal
Carlos Humberto, considerou que a ponte Barreiro-Chelas “é útil e necessária para o projecto que temos para a Quimiparque”, referiu a importância da criação de um pólo ferroviário assim como a maior Estação Ferroviária a sul do Tejo, que “será a Estação do Lavradio”, igualmente, salientou a questão da travessia rodoviária numa ponte Barreiro-Seixal, “que consideramos indispensável com a construção da terceira travessia do Tejo”.
Referiu a necessidade do prolongamento do Metro Sul do Tejo até ao Barreiro e seu prolongamento até Alcochete.
Por outro lado, considerou que a nova ponte vai ser um contributo para a solução de mobilidade de questões internas do próprio concelho do Barreiro, uma matéria que está a ser acompanhada com a RAVE.
Uma decisão de dimensão nacional
Eduardo Cabrita, PS, sublinhou que a questão da terceira travessia do Tejo deve ser avaliada no âmbito de “uma decisão de dimensão nacional”, e, na sua opinião o papel do Barreiro deve ser equacionado no contexto do Arco Ribeirinho e na Península de Setúbal, reflectindo sobre o que será “o papel do Barreiro nas próximas décadas”.
“A decisão deve ter reflexos no quadro nacional”, envolvendo uma decisão que envolve projectos sobre a “rede prioritária no âmbito das redes trans-europeias de transportes”.
Avaliações politicamente sustentadas
Eduardo Cabrita salientou que “alegadas alternativas” devem ser “adequadamente estudadas sem que se tenha qualquer dúvida sobre a sustentabilidade” sobre “estudos que sobre esta matéria têm vindo a ser realizados”.
Recordou que esses estudos, de âmbito nacional, mereceram “avaliações politicamente sustentadas”, sendo a primeira delas do governo do Primeiro Ministro Cavaco Silva, em 1995, que “reservou o corredor que delimita a intervenção do território nos municípios do Barreiro, Moita e Lisboa”, para a solução da terceira travessia.
Referiu, igualmente, que no Governo de António Guterres foi criado o Gabinete da Terceira Travessia, que desenvolveu trabalhos técnicos sustentados.
Eduardo Cabrita sublinhou que, igualmente, no quadro regional quer o PROT, quer o PEDEPES, defenderam esta estratégia, num âmbito regional, apontando na terceira travessia do Tejo, Barreiro-Chelas, com características ferro-rodoviárias.
Beato-Montijo tem custos concretos no “plano da estrutura da Defesa Nacional
Na sua opinião, o que se passou nas últimas semanas, permite “sustentar a correcção face às várias vertentes, que importa dar resposta, que a solução Chelas-Barreiro é a mais adequada, e responde a todas alternativas, em todos os critérios considerados”.
Sublinhou o deputado socialista que os estudos permitem concluir que não existia um “rascunho ou soluções pouco trabalhadas”.
“Esta solução cria vantagens pouco significativas que não devem ser determinantes no processo de decisão”, nomeadamente, “na ligação ao Aeroporto Internacional de Lisboa e teria custos pesados nas outras vertentes de análise a considerar” – sublinhou Eduardo Cabrita, a propósito de alternativas que são colocadas á ponte Barreiro-Chelas.
Referiu que a solução Beato-Montijo tem custos concretos no “plano da estrutura da Defesa nacional, face aos interesses militares existentes na área da base do Montijo”, sublinhou, igualmente, “os custos na componente ferroviária internacional” recordando que Espanha terá o TGV, em Badajoz, em 2010.
A solução Barreiro-Chelas contempla maior capacidade de respostas
“Os argumentos da nossa terra são bons argumentos” – sublinhou Eduardo Cabrita, no âmbito do desenvolvimento regional e da área Metropolitana de Lisboa.
Salientou que o Barreiro, actualmente está numa situação paradoxal, tendo sido no século XIX e século XX, uma notoriedade central, no arco ribeirinho sul, é, actualmente, das sedes de concelho nesta região, aquela que “está a maior distância de uma deslocação a Lisboa”.
“Parece assaz sensato que se continue, como em várias iniciativas públicas, que se coloquem as questões numa dimensão mais ampla” discutindo as “muitas fraquezas de outras soluções” que têm vindo a ser apresentadas.
Eduardo Cabrita referiu as intervenções que classificou “particularmente acertadas” dos presidentes das Câmaras de Almada, Montijo e Lisboa.
“A solução Barreiro-Chelas é aquela que contempla um quadro de maior capacidade de responder aos vários parâmetros de análise que são consideradas” – sublinhou
Eduardo Cabrita, porque tem vantagens de integrar espaços públicos no distrito de Setúbal, onde existem, neste momento diversos projectos de interesse nacional.
O deputado socialista referiu que deve ser mantida a serenidade e o amplo consenso que existe sobre esta matéria, devendo ser este o caminho que a Assembleia Municipal do Barreiro e o Barreiro devem continuar a manter de forma sustentada.
Iniciativa sobre a terceira travessia no Barreiro dia 14 de Março
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou sobre a terceira travessia do Tejo que tem procurado manter a “articulação e o acompanhamento com os outros companheiros presidentes da Câmara”, porque “o que se está a fazer não é uma ponte para o Barreiro, é uma ponte para a região e para o país”.
Sublinhou que as iniciativas desenvolvidas “não tem a ver com forças partidárias”, porque “estamos todos de acordo em articular posições”.
Carlos Humberto, referiu que a Câmara Municipal do Barreiro vai desenvolver uma iniciativa, não propriamente para acrescentar argumentos, mas para manter esta matéria da terceira travessia do Tejo na agenda politica.
A sessão a promover pela Câmara Municipal do Barreiro poderá realizar-se no próximo dia 14 de Março.
Foto : Projecção da terceira travessia do Tejo no corredor Barreiro- Chelas, publicada no jornal Diário de Noticias.
4.3.2008 - 18:34
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