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Barreiro - Semana de Homenagem a Alfredo da Silva
Alfredo da Silva é um exemplo de empreendedorismo-corporativo»

Barreiro - Semana de Homenagem a Alfredo da Silva<br>
Alfredo da Silva é um exemplo de empreendedorismo-corporativo»<br>
Miguel Pereira Lopes, Professor do ISCSP, da Universidade de Lisboa, hoje, na Conferência sobre Empreendedorismo, promovida pela Baía do Tejo, fez uma abordagem do conceito «empreendedorismo-corporativo», numa perspectiva de reflectir sobre as empresas que “nascem no seio de uma estrutura” para “criar um novo negócio”, o qual é “alicerçado na estrutura que já existe”.
Na sua opinião a acção empresarial de Alfredo da Silva é um exemplo de «empreendedorismo-corporativo».

No âmbito da programação da Semana de Homenagem a Alfredo da Silva, promovida pela Baía do Tejo, hoje, no Museu Industrial, realizou-se uma Conferência subordinada ao tema: Empreendedorismo.

Conceito «empreendedorismo-corporativo»

Miguel Pereira Lopes, Professor do ISCSP, da Universidade de Lisboa, sublinhou o facto de existirem diferenças, de país para país, numa análise da realidade sobre a criação de novas empresas.
Na sua intervenção fez uma abordagem do conceito «empreendedorismo-corporativo», numa perspectiva de reflectir sobre as empresas que “nascem no seio de uma estrutura” para “criar um novo negócio”, o qual é “alicerçado na estrutura que já existe”.
Na sua opinião a acção empresarial de Alfredo da Silva é um exemplo de «empreendedorismo-corporativo».

Elevada aversão ao risco

Miguel Pereira Lopes, numa avaliação do “modelo cultural” e da «cultura portuguesa» que influenciam o modo de acção do empresário português, este tem uma “elevada aversão ao risco” e age com um “elevado colectivismo”, e com tendências para “individualismo”.
Sublinhou que sempre que um empresário avança “sozinho” – “tem que vencer desafios económicos e sociais”.

Vamos mudar a nossa cultura

“Vamos mudar a nossa cultura” e “vamos aproveitar a nossa cultura” – foram desafios que colocou para reflexão.
Recordou que a “aversão ao risco” não é um problema, essa tendência na vida empresarial também se regista no Japão ou na Alemanha, disse.
Porque não incentivar mais o empreendedorismo-corporativo? – interrogou.
Perspectivou a utilidade de serem criados novos negócios ligados às estruturas existentes, porque são ligados à nossa cultura de “risco menor” e, assim criamos “um negócio novo”.

Uma governança corporativa-empreendedora

Miguel Pereira Lopes defendeu a dinamização de uma “governança corporativa-empreendedora”.
Para tal considerou essencial a existência de “paixão e talento no trabalho” e a importância de ser valorizado o «capital psicológico»
Referiu que tempos de «catástrofes» podem ser uma oportunidade para encontrar novas “formas de gerir a organização”.
Com exemplo, referiu a época pombalina, que foi marcado por um modelo de acção de – “deixar trabalhar quem sabe”e “deixar decidir quem sabe decidir”.
Recordou que foi um tempo de “grande transformação” de “grande empreendedorismo” e de “tempo de prosperidade”.

26.6.2014 - 22:27

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