as escolas
Governo Civil de Setúbal
Associa-se às comemorações dos 25 anos da Escola Secundária D. João II
A Governadora Civil do Distrito de Setúbal participou, na quarta-feira passada, na sessão solene comemorativa dos 25 anos da Escola Secundária D. João II, de Setúbal.Ao longo dos últimos meses, o Governo Civil de Setúbal associou-se a estas comemorações, apoiando algumas actividades, nomeadamente o debate sobre as alterações climáticas e o desfile de bicicletas, “como forma de reconhecimento da ambição e trabalho” de todos os órgãos da escola, alunos, encarregados de educação e docentes, conforme lembrou Eurídice Pereira, congratulando-se com a missão desta comunidade educativa na construção de uma identidade e na afirmação da diferença.
“O vasto programa comemorativo a que os órgãos da Escola, a Comissão Executiva das comemorações, os alunos, os pais e os professores deram corpo são reveladores não só da dinâmica e capacidade organizativas da Escola, mas também, do orgulho e afecto que este espaço congrega em si.
A Escola pública tem estado no centro das atenções nos últimos tempos, pelas melhores e piores razões. Tem-se, muitas vezes, discutido o seu papel e função na sociedade actual a partir do senso comum e na perspectiva própria de cada agente – a perspectiva dos pais, a perspectiva dos alunos, a perspectiva dos professores, a perspectiva da administração escolar e na perspectiva dos mais diversos agentes.
Parece ser, aliás, uma temática em que todos são, à sua maneira, especialistas.
Esta é uma evidência da emergência da discussão e do quanto ela é importante na sociedade portuguesa.
Aliás, a conferência do Professor. Dr. Viriato Soromenho Marques, cujo mote foi a pergunta “Ainda precisamos de Escolas?” coloca o dedo na ferida, se a interpretarmos enquanto interrogação sobre a função da Escola pública.
Não sendo uma especialista na matéria e representando institucionalmente o Governo, devo referenciar que a defesa da Escola Pública foi assumida como lema por toda a equipa governativa.
Tal não acontece noutros Países da Comunidade, em que a tradição e as orientações políticas convergem para o equilíbrio e gestão dos subsistemas público e privado.
O facto de aqui estarmos, numa Escola Secundária, implantada num território particular e com uma população escolar diversificada e não isenta de problemas, a celebrar a sua história, com a mobilização que envolveu, permite-nos acreditar que, em Portugal, a final os valores e a missão do serviço público em educação fazem sentido.
Consultei o site da Escola, que aproveito para elogiar, dada a sua qualidade, e verifiquei que a visão, missão e objectivos desta comunidade educativa, indiciam o sólido trabalho de construção de uma identidade e daquilo a que podemos chamar a afirmação da diferença, enquanto traço distintivo da tendência de homogeneização.
Esta não é mais uma Escola do Concelho e Distrito, é a Escola D. João II, que não, na lógica da diferenciação positiva, quer ser confundida com outras e que por isso, tem o seu próprio projecto Educativo.
Aliás, reproduzo uma das frases, que surge na missão. “O que é bom para os nossos filhos também o é para os nossos alunos”. Trata-se, pois, de um conjunto de agentes que assumem as suas funções e convergem para um trabalho comum, nem sempre fácil. São estes agentes empreendedores, dinâmicos e presentes que nos alentam na construção da Escola Pública que queremos e desejamos para as novas gerações. Aos alunos uma palavra de incentivo e, acima de tudo, quero dizer-lhes que repudio veementemente a forma como alguns “intocáveis” vos classificam, ou melhor, à vossa geração, de modo depreciativo. Rasca, ou mesmo, “delinquente” já foram termos utilizados sem qualquer pudor.
Existem problemas? Claro. Mais graves que antes? Eu diria, diferentes. De contornos e complexidades distintas. A solução para eles tem de ser encontrada de forma conjunta, com pais, encarregados de educação, professores, alunos, e, claro, com decisões políticas e envolvimento das comunidades.
É por tudo isto que aqui estamos, para comemorar a data e também para testemunharmos um exemplo de boas práticas, de entre os muitos que existem, neste Distrito em que com as pessoas e para as pessoas trabalhamos, independentemente da idade, credo, etnia ou género. Saibamos afirmar a Escola como um dos grandes pilares da construção do nosso futuro”, disse Eurídice Pereira à plateia.
4.5.2008 - 13:41
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