Conta Loios

reportagem

Barreiro – Portugal:que futuro no euro?
De austeridade em austeridade será o caminho da degradação do estado democrático

Barreiro – Portugal:que futuro no euro?<br>
De austeridade em austeridade será o caminho da degradação do estado democrático O Congresso Democrático das Alternativas, promoveu hoje à tarde, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, um Debate do Cidadão, tendo como tema: Portugal- que futuro no euro?

“O debate está aberto, porque há mais história que a história do euro, afinal, a história é a história do ser humano” – foi uma das ideias força expressas neste debate.

Reflectir sobre a necessidade de uma nova construção monetária, na qual possam coexistir o euro e o euro-escudo, foi um tema em análise.

Portugal:que futuro no euro?

O Congresso Democrático das Alternativas, promoveu no dia 15 de Junho de 2013, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, um Debate do Cidadão, tendo como tema: Portugal- que futuro no euro?

No decorrer da reflexão foram sublinhadas as seguintes ideias-força:

1. Constata-se a existência de alguma letargia na vida politica portuguesa, situação que influencia e adia a necessidade de uma reflexão aberta, participada e sem tabus sobre a temática da saída ou continuação no euro.

2. Sublinhou-se o facto de existir uma cultura dominante que funciona como uma chantagem sobre os portugueses e sobre Portugal, sugerindo que para além do euro não há mais nada.

3. Salientou-se o facto do euro ser um projecto que contribui para que os Estados sejam privados da possibilidade de definir politicas monetárias, que são essenciais para a definição de politicas económicas.

4. Referiu-se que o projecto do euro é um projecto danoso que contribui para esvaziar os Estados democráticos da Democracia.

5. O projecto euro, salientou-se, é um projecto monetarista que coarta a intervenção do Estado na definição de politicas económicas.

6. Reconheceu-se que o futuro de Portugal neste euro, nesta arquitectura europeia, segue um caminho de crescimento da espiral de empobrecimento e o país está condenado a seguir uma trajectória de subdesenvolvimento.

7. Salientou-se que neste caminho perdemos a dimensão de um Estado com condições de agir ao nível de Estado Social, porque, de memorando em memorando, de austeridade em austeridade, este será o caminho da degradação do estado democrático, de aumento de pobreza, de subdesenvolvimento – será um caminho de uma tragédia anunciada.

8. Referiu-se que as forças dominantes, promove a intoxicação, afirmando a necessidade de austeridade e da inevitabilidade de seguirmos um caminho dentro do euro, porque, consideram que fora do euro será a catástrofe.

9. Reconhece-se que hoje, na sociedade portuguesa, há um longo consenso, em torno de uma avaliação da realidade, que considera continuarmos a seguir o caminho da austeridade não conduz a nada de bom, apontando-se a necessidade de renegociação da divida, perspectivando-se a sua reestruturação e afirmar que parte da divida não deve ser paga.

10. Referiu-se que perante os Tratados Europeus, as sucessivas opções monetaristas, quem beneficia é o Norte que explora as fragilidades do Sul, sendo evidente que é significativa a perda do poder de compra em Portugal na ordem dos 7%, contrapondo-se a ideia que uma saída do euro podia dar origem a um aumento da inflaccção na ordem dos 8%, neste contexto, o limite desta realidade permite reflectir sobre a necessidade de uma nova construção monetária, na qual possam coexistir o euro e o euro-escudo.

11. Registou-se que perante a realidade actual onde o primado do mundo financeiro se sobrepõe ao mundo politico, Portugal tem que estar preparado para sair do euro, ou para ser empurrado para fora do euro.

12. Como nota final, referiu-se que a presença de Portugal no euro, durante algum tempo reflectir sobre a saída do euro era um assunto tabu, mas, hoje, perante a realidade estrutural e conjuntural da União Europeia, este é um debate de actualidade, para o qual de facto todos somos chamados.
O debate está aberto, porque há mais história que a história do euro, afinal, a história é a história do ser humano!

Barreiro, 15 de Junho de 2013

Síntese do Debate do Cidadão apresentado por António Sousa Pereira, Director do jornal «Rostos».

15.6.2013 - 20:41

Imprimir   imprimir

PUB.

Pesquisar outras notícias no Google

Design: Rostos Design

Fotografia e Textos: Jornal Rostos.

Copyright © 2002-2020 Todos os direitos reservados.