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Bastidores

Moção do PS derrotada na Assembleia Municipal do BarreiroDefende «Transparência e Democracia» para evitar afastamento dos cidadãos

Abstenção, votos brancos e nulos verificados nas últimas eleições autárquicas pronunciam um afastamento progressivo dos cidadãos

“Nos dias de hoje é indubitável que a democraticidade das instituições passa em muito pela transparência dos actos e dos procedimentos autárquicos” – é sublinhado no texto de uma moção sobre «Transparência e Democracia», lida por Amílcar Romano, PS; na reunião da Assembleia Municipal.

José Paleta, CDU, disse, que “a transparência deve-se praticar”, afirmando o seu “acordo” com um programa de transparência, porque, sublinhou – “é uma prática nossa”.

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Moção do PS derrotada na Assembleia Municipal do Barreiro Defende «Transparência e Democracia» para evitar afastamento dos cidadãos

Por Jornal Rostos

Amílcar Romano, PS, na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, apresentou uma moção tendo como tema – transparência e democracia – na qual referiu que – “a crise política, económica e financeira arrastou toda a estrutura social para patamares de grandes dificuldades, transversais nas famílias e nas empresas”.
“Os números da abstenção, votos brancos e nulos verificados nas últimas eleições autárquicas, com percentagens elevadíssimas a nível nacional, e valores ainda superiores no nosso concelho e distrito, pronunciam um afastamento progressivo dos cidadãos relativamente à gestão da “coisa pública”, mesmo na vivência dos seus problemas mais próximos” – afirmou Amílcar Romano.

Descrédito evidente relativamente aos políticos

“Esta apatia relativamente ao exercício do direito de voto é manifestada pelo descrédito evidente relativamente aos políticos e às instituições representativas, pela desconfiança, pela ausência de expectativas e de esperança relativamente ao futuro” – é sublinhado no texto da moção lida por Amílcar Romano.
“Estes fenómenos devem ser analisados com grande preocupação e acuidade independemente da ideologia que nos norteie” – disse.

Diálogo interpartidário

“Aa transparência da nossa actividade obriga-nos a informar os munícipes de forma regular e objectiva sobre as decisões que tomamos e que implicam custos financeiros, os quais resultam dos impostos directos e indirectos pagos pelos cidadãos e pelas empresas” – salientou Amílcar Romano.
“Esta moção representa em si mesma a disponibilidade para assumirmos, em conjunto com as restantes forças partidárias, num quadro de diálogo interpartidário” - referiu, acrescentando que – “nos dias de hoje é indubitável que a democraticidade das instituições passa em muito pela transparência dos actos e dos procedimentos autárquicos”.

Transparência deve-se praticar

José Paleta, CDU, disse, que “a transparência deve-se praticar”, afirmando o seu “acordo” com um programa de transparência, porque, sublinhou – “é uma prática nossa”.
Uma prática que disse “não é com moção” é “na prática”, referindo que - “temos opinião não compaginada com esta moção” – afirmou.
A moção foi reprovada com os votos contra da CDU e tendo os votos favoráveis do PS, PSD, BE e MCI.

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