‘Armazém 150’ no Parque Empresarial do BarreiroIrá transformar-se num “polo cultural”
. afirma Sara Oliveira Ribeiro, presidente da Arco Ribeirinho Sul
No Parque Empresarial do Barreiro, no âmbito da Jornadas Europeias do Património 2026, foi inaugurado o ‘Armazém 150’, o qual, segundo Sara Oliveira Ribeiro, presidente do Conselho de Administração da Arco Ribeirinho Sul é «um novo espaço» que tem por objectivo criar «um polo cultural» ao serviço da «Cidade dos Arquivos» e da comunidade barreirense.

Por Jornal Rostos
A sessão inaugural contou com a presença de Frederico Rosa, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, e Sara Ferreira, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela Área Cultural.
‘Armazém 150’ irá transformar-se num “polo cultural”
Ao Sara Oliveira Ribeiro, referiu que o ‘Armazém 150’, é “um novo espaço que a Arco Ribeirinho Sul entendeu abrir este ano ao público” que vai estar ao dispor da ‘Cidade dos Arquivos do Barreiro’, de todos os clientes do Parque Empresarial, da Câmara e da comunidade.
A presidente do Conselho de Administração da Arco Ribeirinho Sul, sublinhou que o ‘Armazém 150’ irá transformar-se num “polo cultural”, um espaço de debates, de exposições e outras iniciativas.
Sara Oliveira Ribeiro salientou que o espaço inaugurado marca o “momento de abertura”, mas, em breve será aberta “uma nova ala”.
Na sua intervenção referiu que a abertura do ‘Armazém 150”, fica assinalada com a abertura de duas exposições a Exposição da Ephemera, de José Pacheco Pereira, com o tema “A Outra Guerra, Propaganda em Português na Segunda Guerra Mundial”, e, a instalação “O Som é Silêncio”, da 18—25 18—25 Research Studio, uma presença de referência mundial em Portugal,
Uma exposição que é importante ver nestes tempos
José Pacheco Pereira, da Ephemera, agradeceu à Arco Ribeirinho Sul a cedência do espaço, valorizou o facto de a exposição ser realizada num espaço industrial e afirmou que, esta, é “uma exposição que não era fácil fazer noutro espaço”.
“Uma exposição que é importante ver nestes tempos, marcado por alguma obscuridade que vivemos nos dias de hoje”, referiu o historiador.
José Pacheco Pereira, na sua intervenção, saudou os parceiros da «Cidade dos Arquivos» que salienta é “uma experiência única no país”, também agradeceu à Câmara Municipal do Barreiro que “nos tutela a todos, por nos acompanhar, por nos apoiar e permitir a realização de uma parte importante do que é a Cidade dos Arquivos”.
A guerra da propaganda
A exposição «A Outra Guerra, Propaganda em Português na Segunda Guerra Mundial», de 1945, composta por 16 mesas, muitas imagens e muito texto, segundo José Pacheco Pereira, “há duas razões para considerar esta exposição de completa actualidade”, por um lado “o clima de guerra que se vive na europa”, e, por outro lado, “a guerra, numa dimensão cada vez mais ‘moderna’, a guerra da propaganda”.
História da europa marcada por milhões de morte
José Pacheco Pereira salientou que, a exposição “nos dias de hoje é importante para termos noção, não só da estética, mas também da história da guerra”, proporciona “um bom retrato da história da europa num tempo marcado por milhões de mortes”
O historiador recordou que a União Soviética foi o país que mais mortes teve na segunda guerra mundial, foram 25 milhões.
Pacheco Pereira, alertou para o facto de não existir na exposição documentação soviética, porque – “não havia propaganda, em Portugal, da União Soviética. A censura não o permitia”.
Aproximação humana altera a luz e convoca som
“O Som é Silêncio”, do 18—25 Research Studio, com produção da Space Collectors é uma instalação audiovisual e tecnológica, reativa à presença do visitante. Foi concebida especificamente para o espaço industrial do Armazém 150.
«É uma instalação reactiva construída a partir de uma condição simples: entrar no escuro e ser reconhecido por um espaço cuja lógica nunca se revela por completo. A aproximação humana altera a luz e convoca som, ruído, respiração, batimentos, vozes, palavras e silêncio», foi referido pelo Curador da Instalação.
«Luz e som, voz e sombra tornam-se linguagem. O sistema combina-os, transforma-os em signos. A presença do visitante não é apenas detetada: é traduzida, interpretada, devolvida como experiência”, acrescentou.
Patentes ao público no ‘Armazém 150’ até ao final do ano
As exposições estarão patentes ao público, no ‘Armazém 150’, até ao final do ano, todas as terças-feiras, sábados e domingos e a entrada é gratuita para a comunidade estudantil e académica e para o público em geral.
As duas exposições que, como referido, marcam a primeira fase de instalação do Armazém 150, pretende ser um equipamento com funções de polo de dinamização cultural e artística no Parque Empresarial do Barreiro da Arco Ribeirinho Sul.
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Marta Sousa Pereira
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