Opções do Plano do Serviço Municipalizado dos Transportes Colectivos do BarreiroForam aprovadas por unanimidade
. PSD considera que deve existir uma lógica intermunicipal
Rui Lopo, vereador que integra o Conselho de Administração dos Serviço Municipalizado dos Transportes Colectivos do Barreiro, na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, disse que para a CDU “não se coloca a questão da privatização”, defendendo que os transportes devem ser de “gestão municipal”.

Por Jornal Rostos
Na última reunião da Assembleia Municipal do Barreiro foi aprovada por unanimidade a proposta Grandes Opções do Plano do Serviço Municipalizado dos Transportes Colectivos do Barreiro para 2014.
Uma reflexão sobre a estratégia dos transportes
No decorrer do debate da proposta Grandes Opções do Plano do Serviço Municipalizado dos Transportes Colectivos do Barreiro para 2014, Isidro Heitor, PS, salientou que o PS “tem uma posição clara”, independentemente das posições quer o PS possa ter tido no Governo – “é de toda a justiça haver comparticipação aos Transportes Colectivos do Barreiro”.
Isidro Heitor referiu que o Barreiro ter transportes é “uma vantagem e desvantagem”, devidos aos custos financeiros para o município, na sua opinião, devia ser efectuada “uma reflexão sobre a estratégia dos transportes”.
“Tem que haver uma reflexão profunda” – disse.
Referiu que “em termos de economia de escala” devia ser ponderada a “parceria com outros municípios”, não colocando como perspectiva o cenário da privatização, mas não recusando a discussão.
Isidro Heitor solicitou esclarecimentos sobre a verba de 810 mil euros, constante no Orçamento, como eventual receita que se perspectiva - “há projecto de contratualização sobre esta matéria?” – interrogou.
Tem que existir uma lógica intermunicipal
Hugo Cruz, PSD, questionou sobre as razões de redução das verbas de bilhética – “estranhamos a redução”.
“Os TCB’s são importantes para o Barreiro e têm impacto significativo na Moita” – sublinhou o autarca social democrata, apontando a necessidade de “optimizar a viabilidade” dos TCB’s com o contributo da Câmara Municipal da Moita – “tem que existir uma lógica intermunicipal”.
“Já houve contactos para darem contributos nestes esforço?” – interrogou.
Não se coloca a questão da privatização
Rui Lopo, vereador que integra o Conselho de Administração dos Serviço Municipalizado dos Transportes Colectivos do Barreiro, disse que para a CDU “não se coloca a questão da privatização”, defendendo que os transportes devem ser de “gestão municipal”.
Sobre o alargamento da rede a outros concelhos, nomeadamente colocar-se a possibilidade de servir a Estação da Penalva que fica 1 km, serviço que os TCB’s podiam fazer, tudo está pendente de legislação, matéria que tem vindo a ser analisado com o Secretário de Estado.
Prestação de serviço público na Área Metropolitana de Lisboa
No que diz respeito ao concelho da Moita, alargar o serviço à Baixa da Banheira, era uma situação que seria abrangida pelo passe L123 – “não era o município da Moita” que teria que suportar, dado que seria um serviço integrado na prestação de serviço público na Área Metropolitana de Lisboa.
TCB’s poderão receber 810 mil euros
Rui Lopo, sobre a redução de verbas de bilhética refeiu que a situação económica tem originado uma perda de passageiros que se reflecte nas receitas.
No que diz respeito à verba de 810 mil euros, constante do orçamento, que poderá ser recebida pelos TCB’s pela prestação de serviço público, disse, que não há nenhum projecto de contratualização, é uma verba calculada de acordo com uma metodologia de cálculo que existe acordo com o Secretário de Estado, correspondendo a cerca de 470m mil euros do ano 2012, e na ordem dos 370 mil euros no ano 2013.
O autarca esclareceu que esta verba destina-se a pagar dividas que os TCB’s tem aos operadores no âmbito do passe L123.
O autarca sublinhou como positivo o facto de todas as forças politicas valorizarem os TCB’s.
A proposta de Grandes Opções do Plano do Serviço Municipalizado dos Transportes Colectivos do Barreiro para 2014, foram aprovadas por unanimidade.













