Saltar para o conteúdo
Bastidores

Deputados Municipais do Bloco de Esquerda do Barreiro afirmam»Agora, o que está a ser criado é uma caricatura de Área Metropolitana»

Os Deputados Municipais do Bloco de Esquerda do Barreiro, Mário Durval e André Antunes, em comunicado referem que - «agora, o que está a ser criado é uma caricatura de Área Metropolitana».

"A oposição do Bloco de Esquerda à lista única para a Comissão Executiva Metropolitana, manifestada em todas as Assembleias Municipais, constitui a expressão do mais veemente repúdio pela configuração antidemocrática da entidade AML, pela expulsão das Assembleias Municipais do órgão metropolitano deliberativo e pelo regresso, precisamente no ano do 40º aniversário do 25 de Abril, ao regime de listas únicas sem alternativas" - sublinham.

5 min de leitura
Deputados Municipais do Bloco de Esquerda do Barreiro afirmam »Agora, o que está a ser criado é uma caricatura de Área Metropolitana»

Por Jornal Rostos

ESTÁ A SER CRIADA UMA CARICATURA DE ÁREA METROPOLITANA

Reuniram-se ontem as 18 assembleias municipais integradas na Área Metropolitana de Lisboa para votação da lista única para a Comissão Executiva Metropolitana, novo órgão criado pela Lei n.º 75/2013. A lista candidata à Comissão Executiva não pode ter alternativa. Só pode ser apresentada pelo Conselho Metropolitano, formado pelos presidentes de Câmara.
Esta lei, aprovada apenas pelos votos do PSD e CDS/PP, é mais um exemplo do ataque desencadeado à democracia local. Depois da extinção forçada de mais de mil freguesias, trata-se agora da concretização do projeto do ex-ministro Relvas de completa desfiguração das áreas metropolitanas, às quais foi amputada a Assembleia Metropolitana onde tinha assento membros das assembleias municipais.
O Bloco sempre defendeu mais capacidade de intervenção para a AML, na configuração de uma entidade realmente supramunicipal (não dependente exclusivamente dos presidentes de Câmara), com um a Assembleia eleita diretamente, no seu todo ou em parte. Agora, o que está a ser criado é uma caricatura de área metropolitana;
Nesta votação de hoje, os membros das assembleias municipais vão ser usados como meros figurantes numa encenação da democracia: para dar um ar de legitimidade ao órgão Comissão Executiva Metropolitana os membros das assembleias municipais vão votar para um órgão com o qual nunca terão qualquer ligação direta, sobre o qual nunca poderão exercer qualquer escrutínio sério da sua atuação e em cuja candidatura não têm qualquer intervenção.
O Bloco não se revia no modelo anterior de Área Metropolitana, mas o que agora é posto em prática é profundamente antidemocrático, fecha e blinda os órgãos metropolitanos a qualquer escrutínio, exclui as assembleias municipais e concentra o essencial dos poderes no conjunto dos presidentes de Câmara da maioria. De facto, a AML não é uma entidade supramunicipal, constituindo uma mera soma de interesses dos presidentes de Câmara que irá gerir o QREN, nomeadamente, afastada do controlo cidadão e dos seus órgãos autárquicos mais representativos.
A oposição do Bloco à lista única para a Comissão Executiva Metropolitana, manifestada em todas as Assembleias Municipais, constitui a expressão do mais veemente repúdio pela configuração antidemocrática da entidade AML, pela expulsão das assembleias municipais do órgão metropolitano deliberativo e pelo regresso, precisamente no ano do 40º aniversário do 25 de Abril, ao regime de listas únicas sem alternativas.

ESTÁ A SER CRIADA UMA CARICATURA DE ÁREA METROPOLITANA

Reuniram-se ontem as 18 assembleias municipais integradas na Área Metropolitana de Lisboa para votação da lista única para a Comissão Executiva Metropolitana, novo órgão criado pela Lei n.º 75/2013. A lista candidata à Comissão Executiva não pode ter alternativa. Só pode ser apresentada pelo Conselho Metropolitano, formado pelos presidentes de Câmara.
Esta lei, aprovada apenas pelos votos do PSD e CDS/PP, é mais um exemplo do ataque desencadeado à democracia local. Depois da extinção forçada de mais de mil freguesias, trata-se agora da concretização do projeto do ex-ministro Relvas de completa desfiguração das áreas metropolitanas, às quais foi amputada a Assembleia Metropolitana onde tinha assento membros das assembleias municipais.
O Bloco sempre defendeu mais capacidade de intervenção para a AML, na configuração de uma entidade realmente supramunicipal (não dependente exclusivamente dos presidentes de Câmara), com um a Assembleia eleita diretamente, no seu todo ou em parte. Agora, o que está a ser criado é uma caricatura de área metropolitana;
Nesta votação de hoje, os membros das assembleias municipais vão ser usados como meros figurantes numa encenação da democracia: para dar um ar de legitimidade ao órgão Comissão Executiva Metropolitana os membros das assembleias municipais vão votar para um órgão com o qual nunca terão qualquer ligação direta, sobre o qual nunca poderão exercer qualquer escrutínio sério da sua atuação e em cuja candidatura não têm qualquer intervenção.
O Bloco não se revia no modelo anterior de Área Metropolitana, mas o que agora é posto em prática é profundamente antidemocrático, fecha e blinda os órgãos metropolitanos a qualquer escrutínio, exclui as assembleias municipais e concentra o essencial dos poderes no conjunto dos presidentes de Câmara da maioria. De facto, a AML não é uma entidade supramunicipal, constituindo uma mera soma de interesses dos presidentes de Câmara que irá gerir o QREN, nomeadamente, afastada do controlo cidadão e dos seus órgãos autárquicos mais representativos.
A oposição do Bloco à lista única para a Comissão Executiva Metropolitana, manifestada em todas as Assembleias Municipais, constitui a expressão do mais veemente repúdio pela configuração antidemocrática da entidade AML, pela expulsão das assembleias municipais do órgão metropolitano deliberativo e pelo regresso, precisamente no ano do 40º aniversário do 25 de Abril, ao regime de listas únicas sem alternativas.

Os Deputados Municipais do Bloco de Esquerda
Mário Durval
André Antunes

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção