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Bastidores

Setúbal - Presidente do Conselho Directivo da AMRS, Rui Garcia«Existe uma política de desvalorização da escola pública»

O Encontro Regional “Educação – a Região em Defesa da Escola Pública”, promovido pela Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), no passado sábado, dia 22 de Fevereiro, no Fórum Municipal do Seixal, juntou mais de centena e meia de representantes da Comunidade Educativa da Região.

O Encontro afirmou que a educação tem que ser encarada como um investimento social no futuro do país, procurando a valorização e dignificação dos profissionais da Educação, envolvendo os pais e as famílias.

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Setúbal - Presidente do Conselho Directivo da AMRS, Rui Garcia «Existe uma política de desvalorização da escola pública»

Por Jornal Rostos

Com oradores convidados como José Barata Moura, Professor Universitário, Mário Nogueira, Secretário-Geral da FENPROF, José Calçada, Presidente do Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino e Alfredo Monteiro, Vice-Presidente do Conselho Directivo da Associação Nacional de Municípios e Presidente da Assembleia Municipal do Seixal, o debate afirmou a importância da Escola Pública, recusando o caminho seguido pelos sucessivos governos, que com políticas suportadas apenas em aspectos economicistas, retiram o aluno do centro da discussão, esquecendo que a escola só existe porque existem alunos.

O Encontro afirmou que a educação tem que ser encarada como um investimento social no futuro do país, procurando a valorização e dignificação dos profissionais da Educação, envolvendo os pais e as famílias, permitindo preparar cidadãos qualificados, intervenientes, críticos, construtores activos da democracia.

O Presidente do Conselho Directivo da AMRS, Rui Garcia, afirmou: “O que foi possível constatar, com todos os contributos recolhidos ao longo do dia, é que a situação das escolas é preocupante. Existe uma política de desvalorização da escola pública, pelo desinvestimento e pela redução de professores, que hoje é mais pobre e dá respostas piores” … “neste momento o mais preocupante é o desinvestimento ao nível humano, com a redução de milhares de professores e auxiliares, que causam problemas na qualidade do ensino”, em declarações à agência Lusa, referindo que é urgente e necessária uma “outra forma de encarar o ensino público”.

O Manifesto aprovado por todos os presentes assume a defensa intransigente de “um sistema público de educação e ensino, dotado de objetivos, estruturas, programas e de meios financeiros e humanos que permitam a concretização do direito à educação e à igualdade de oportunidades de acesso e sucesso educativos, a todos os portugueses e em todos os níveis de ensino - um sistema público de educação e ensino que assegure a escolaridade obrigatória, com caráter universal e gratuito, e a cobertura do país por uma rede pública de educação pré-escolar, que permita cumprir o objetivo da formação integral do indivíduo”.

Fonte - AMRS

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