Santiago do Cacém - Empreitada deverá estar concluída no 1.º trimestre de 2015Apresentado «novo rosto» da Costa de Santo André

Por Jornal Rostos
O projeto de Recuperação das Condições de Ambiente Natural e Proteção dos Sistemas Costeiros em Santo André foi apresentado à população no dia 5 de março, na Sala de Convívio de Brescos, numa sessão que deu a conhecer o “novo rosto” da Costa de Santo André, que tem o início da obra agendado para o 3.º trimestre de 2014.
“Estamos numa fase de anteprojeto, numa altura em que é importante recebermos os contributos por parte das pessoas. Não é um produto acabado”, sublinha Álvaro Beijinha, Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém. Sobre o projeto apresentado a uma plateia muito ativa e participativa, existe a convicção de que “dá resposta a um conjunto de preocupações que foram colocadas por várias pessoas e pela Câmara Municipal ao longo dos anos”.
A intervenção, a cargo da Polis Litoral Sudoeste – Sociedade para a Requalificação e Valorização do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, S. A., tem um custo estimado de 680 mil euros, onde o Município de Santiago do Cacém assegurará uma importante comparticipação financeira do valor total da obra, na ordem dos 120 mil euros. O objetivo passa por iniciar a obra no 3.º trimestre de 2014, “sempre depois da época balnear terminar” e concluir os trabalhos no 1.º trimestre de 2015. Álvaro Beijinha não esconde o desejo de que a empreitada se concretize “o mais rapidamente possível”.
“Ao longo de mais de 20 anos – desde a desocupação da duna primária – que temos vindo a procurar solução para este problema. Durante anos, em inúmeras reuniões junto das várias entidades que tutelaram o espaço, reivindicámos reiteradamente a resolução do problema”, recorda o Presidente da CMSC, que lamenta ainda a atuação do Estado ao longo dos anos: “no concreto, nunca fez nada para resolver o problema”.
O Presidente da Junta de Freguesia de Santo André, Jaime Cáceres, também se congratula com a intervenção prevista: “parece que chegamos finalmente a um bom porto. Aquilo que está em cima da mesa é muito importante. A partir deste projeto, há a possibilidade da nossa praia ser melhor usufruída por todos”. Já André Matoso, da Sociedade Pólis Litoral Sudoeste, enfatizou a importância da sessão “para esclarecer, dar opiniões e apresentar sugestões e críticas”, valorizando uma intervenção que “tem por objetivo recuperar condições de ambiente natural e proteção dos sistemas costeiros em Santo André, mas que é sobretudo para as pessoas”.
Os objetivos principais da requalificação, que apresenta uma grande componente de proteção ambiental, passam por reordenar os acessos rodoviários e estacionamentos; reordenar os acessos pedonais; garantir o cumprimento dos requisitos para a categoria de praia acessível; proteger os sistemas naturais, nomeadamente as dunas; criar um percurso de visita ao monumento de homenagem aos 17 pescadores falecidos na tragédia que ocorreu em 1963; criar infraestruturas de apoio à prática balnear; e criar um percurso ambiental pedagógico.
A população presente não deixou de apresentar as suas críticas, sugestões e dúvidas em relação ao projeto apresentado, tendo no entanto ficado bem patente a satisfação perante uma intervenção que promete trazer um “novo rosto” à Costa de Santo André.
Fonte - CMSC













