Saltar para o conteúdo
Bastidores

»ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO DO MUNICÍPIO DO BARREIRO - BARREIRO 2025»CONSELHO ESTRATÉGICO REÚNE PARA REFLETIR

Dezenas de personalidades do Concelho encheram a sala de sessões dos Paços do Concelho para a primeira reunião do Conselho Estratégico (CE), no âmbito do processo de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) e da construção da “Estratégia de Desenvolvimento do Município do Barreiro – BARREIRO 2025”, no dia 14 de março.

5 min de leitura
»ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO DO MUNICÍPIO DO BARREIRO - BARREIRO 2025» CONSELHO ESTRATÉGICO REÚNE PARA REFLETIR

Por Jornal Rostos

Na sessão marcaram, ainda, presença o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto de Carvalho, o Vereador Rui Lopo, responsável pelo Planeamento, Ambiente, Mobilidade, Gestão e Regeneração Urbana do Concelho, o arquiteto João Paulo Lopes, responsável pela coordenação do processo de revisão do PDM e elementos do Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano (CEDRU), o professor Jorge Gaspar, Presidente e professor universitário, Sérgio Barroso, Associado-Diretor, e Heitor Gomes, Diretor-Adjunto.

De salientar que a "Estratégia de Desenvolvimento do Município do Barreiro – BARREIRO 2025”, resulta do trabalho articulado entre as equipas técnicas do CEDRU e da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), em afinação sucessiva, em momentos distintos, quer com o Concelho Estratégico, quer com os vários atores políticos (assembleias de freguesia, executivos das juntas de freguesia e assembleia municipal), quer com a população.

O CE é composto por mais de duas dezenas de personalidades do concelho com reflexão e atividade no quotidiano local, nos mais diferentes sectores de atividades: culturais, desportivas, sociais, associativas, educativas, ambientais, empresariais e ligadas ao empreendedorismo, à economia, à saúde, de diferentes quadrantes políticos

Na sessão, Rui Lopo referiu que o PDM está numa fase que “as conceções de base estratégica devem ter uma afinação com o conjunto de atores locais do nosso Concelho. Os stakeholders devem ajudar os decisores políticos e produzir a reflexão. Todos são importantes na visão do Barreiro que queremos construir” concluiu o Vereador.

“Juntar muitas vontades”
Por seu lado, segundo o Presidente da CMB “devemos juntar muitas vontades e precisamos mesmo muito da vossa ajuda para alcançar o que queremos para o Barreiro em 2025”.
Sublinhou a ideia da interdependência. “Não podemos ver o Barreiro isolado da Região, temos de criar a Cidade-Região e dar passos fortíssimos nessa conceção; se conseguirmos atrair para cá alguns investimentos, conseguimos dar esses contributos para construir esta Região”.

Sérgio Barroso, Associado-Diretor do CEDRU, conduziu a apresentação dos tópicos da sessão: os Objetivos, o Processo de Elaboração, a Missão e Desafios de Partida.

Orientar o PDM, preparar o novo ciclo de fundos comunitários 2014-2020 e responder aos novos desafios da governação local são os três objetivos para o "BARREIRO 2025".

Para além desta primeira reunião, Sérgio Barroso informou que o CE será chamado a intervir em pelo menos mais três momentos, ao longo do corrente ano. Estão previstas entrevistas aos membros do CE, em março (durante a primeira fase de diagnóstico prospetivo), e reuniões em junho (na segundo fase de Estratégia de Desenvolvimento Territorial) e em julho (ao longo da terceira fase - Programa de Execução e Plano de Financiamento).
De referir que a Estratégia dispõe, ainda, de uma quarta fase (Plano de Monitorização Territorial).

Segundo Sérgio Barroso, a reflexão sobre a estratégia assenta em três dimensões:

Barreiro Competitivo: Afirmar o Barreiro como polo económico estruturador da internacionalização produtiva da Região de Lisboa, apoiado nas suas vantagens locativas, na capacidade empreendedora e em capital humano altamente qualificado;

Barreiro Inclusivo: valorizar o Barreiro como uma comunidade inclusiva, solidária e geradora de oportunidades de participação social, económica e cívica e de plena realização para crianças e jovens, para os idosos e para famílias.

Barreiro Sustentável: Criar um território resiliente e de grande qualidade ambiental, apoiado num sistema urbano policêntrico, em espaços públicos qualificados, numa mobilidade ecoeficiente e em espaços naturais protegidos.

Por último, no que toca aos Desafios de Partida, Sérgio Barroso apresentou diversos desafios:

Da Sustentabilidade Económica – “Que base produtiva para o Barreiro em 2025?” Recorda que, “nos últimos 10 anos, o Barreiro perdeu emprego. No Concelho, verificou-se o aumento da prestação de serviços sociais, uma situação reveladora do envelhecimento da sua população”.

Ao nível da Sustentabilidade Demográfica – “Que respostas para a transição e estagnação demográfica?” Sérgio Barroso mostrou um gráfico onde se vê a perda de população residente desde 1981. “O que fazer para fixar os jovens no Concelho?”.

Ao nível da Sustentabilidade Social – “Que respostas para o envelhecimento ativo e inclusivo?” O Barreiro apresenta-se, segundo Sérgio Barroso, “mais distante dos outros concelhos da AML como um território muito envelhecido”.

No desafio da sustentabilidade ambiental – “Como vamos reutilizar e reabilitar o parque edificado? E como vamos proteger e valorizar o património natural e o ambiente?”

Desafios

Na fase de debate foram inúmeros os contributos: a necessidade de reabilitação e regeneração das áreas urbanas do concelho; procurar recentrar o papel do Hospital do Barreiro como um equipamento de carácter Regional, valorizando-o e enquadrando as questões da saúde numa perspetiva de práticas saudáveis e de lógicas de prática lúdica e desportiva de bem-estar; apostar na qualificação e formação dos jovens, sua inclusão no mercado de trabalho através do potenciar das relações com as comunidades empresariais, relacionando estes aspetos com as referências de qualidade do Concelho, que passam pela construção de indicadores de qualidade mensuráveis à escala concelhia; potenciar e valorizar a rede social, cultural e associativa do Concelho; foram referidas as grandes potencialidades da Mata da Machada e o Sapal do Rio Coina bem como da Frente Ribeirinha; a necessidade de construção de novas infraestruturas ao nível das acessibilidades a Terceira Travessia do Tejo e Ponte Barreiro-Seixal) e a criação de emprego como aspetos fundamentais ao desenvolvimento do Concelho, entre outros temas.

Fonte - CMB

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção