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Bastidores

Câmara Municipal do Seixal decidenão vender a sua participação na AMARSUL

A Assembleia Municipal do Seixal aprovou ontem, dia 19 de maio, sob proposta da Câmara Municipal, não vender a participação do Município no capital da AMARSUL – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, S.A. Esta decisão decorre da proposta remetida pelas Águas de Portugal e pela Parpública, no âmbito do processo de privatização da EGF, que tem merecido forte contestação dos municípios, trabalhadores e populações.

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Câmara Municipal do Seixal decide não vender a sua participação na AMARSUL

Por Jornal Rostos

Tendo como objetivo a privatização do setor dos resíduos sólidos urbanos, o Governo não permitiu a aquisição da maioria do capital destas empresas pelas Autarquias, preferindo vender em bloco a EGF, empresa do Estado que detém a maioria das acções nos 11 sistemas a nível nacional, onde se integra a AMARSUL.

Este artifício antidemocrático e penalizador do património público, não serve as populações, o ambiente e o serviço público, tendo como único objectivo encaixar alguns milhões de euros e entregar a privados um serviço público essencial que passa a ser um negócio. A Autarquia do Seixal solicitou o agendamento de uma Assembleia de Accionistas da AMARSUL para propor um aumento de capital da empresa que permita garantir que os 9 municípios assumam a gestão desta empresa, mantendo-a na esfera pública.

O Município do Seixal e os seus órgãos autárquicos não se conformam nem aceitam que se tratem os seus munícipes como estranhos num processo que lhes pertence, nesse sentido reiteraram a expressão do mais veemente repúdio pelo processo de privatização da participação do Estado no capital social da AMARSUL, S.A., e que irão prosseguir, por todos os meios ao seu alcance, legais e estatutários, a defesa intransigente do serviço público, que constitui o objeto da AMARSUL, S.A.

Fonte - CMS

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